Base de Apoio Logístico dos Bombeiros Voluntários Famalicenses visitada pelo Pres. da Câmara

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão visitou, na manha desta sexta-feira, a Base de Apoio Logístico dos Bombeiros Voluntários Famalicenses (B.A.L.).

Esta base está situada nas instalações da antiga Escola Didaxis em Vale São Cosme, Vila Nova de Famalicão.

O objetivo desta B.A.L. é dar apoio aos operacionais que estejam a combater incêndios no distrito.

Para o edil famalicense, Paulo Cunha, está é uma boa forma de aproveitar as instalações que estavam livres, servindo para que os soldados da paz possam restabelecer forças durante o combate às chamas na região.

No distrito esta é a única B.A.L. Na opinião do Comandante Operacional Distrital da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Hermegildo Abreu, a infraestrutura tem todas as condições para o apoio aos bombeiros, que apesar dos muitos incêndios, têm dado “conta do recado” com o ataque musculado e rápido.

O comandante dos B.V. Famalicenses e anfitrião desta visita, Bruno Alves, considera a B.A.L. um motivo de orgulho para a região, uma vez que tem todas as condições de conforto e logística para apoiar todos os soldados da paz, sejam eles da região ou não.

A Base de Apoio Logístico dos Bombeiros Voluntários Famalicenses tem capacidade para albergar até 70 voluntários. Tem condições para dormidas e refeições, respeitando todas as normas das autoridades de saúde face à pandemia de Covid-19.

Centros de dia reabrem a 15 de Agosto

Dia 15 de agosto é a data para a reabertura dos Centros de dia.

O anúncio foi feito pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade.

A reabertura destes espaços implica que o regresso dos utentes que integrem grupos de risco seja previamente avaliado pelo médico assistente.

As autoridades pedem respeito pelo distanciamento físico de cerca de dois metros entre os utentes e sugerem a promoção de atividades ao ar livre.

O guião com as orientações da direção geral de saúde e segurança social prevê medidas de etiqueta respiratória, higiene correta das mãos, controlo ambiental ou atuação perante um caso suspeito, entre outras.

Os centros de dia que funcionem em unidades com outras respostas sociais precisam de uma autorização prévia das autoridades de saúde locais do Instituto de Inclusão Social e Emprego.

Famalicense João Silva e Bruno Machado de regresso ao ativo no Rally de Mesão Frio

Após um longo interregno devido à pandemia, o jovem piloto famalicense João Silva volta ao ativo nos próximos dias 15 e 16 de Agosto no Rally de Mesão Frio.

João Silva terá novamente no banco do lado direito Bruno Machado, aliados ao pequeno mas muito rápido Nissan Micra, que nesta longa paragem sofreu uma profunda revisão.

João silva afirma ” não foi fácil para a equipa esta longa paragem mas fizemos um bom trabalho de casa e estamos prontos para o rally. Após um bom teste e reconhecimentos efetuados esperamos estar a um bom nível nas fantásticas estradas do Douro”

Incêndio: Governo prolonga situação de alerta até ao final do dia de domingo

O Governo anunciou hoje o prolongamento “até ao final de domingo” da declaração de situação de alerta em todos os distritos de Portugal continental, face ao risco de incêndio rural, apelando ao cumprimento da proibição do uso do fogo.

“As próximas 48 horas continuam a inspirar cuidado, inspiram atenção, vamos manter alguns distritos em alerta vermelho e também outros em alerta laranja. Fruto disso, a decisão foi de prolongar a declaração de situação de alerta a todo território nacional [continental] até ao final do dia de domingo”, afirmou a secretária de Estado da Administração Interna.

Patrícia Gaspar falava no final de uma reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON), que decorreu na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, distrito de Lisboa.

Na quarta-feira, o Governo anunciou que Portugal continental entraria em situação de alerta a partir das 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de sexta-feira, face à previsão de “um significativo agravamento do risco de incêndio rural”.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna (MAI) justificava a decisão com as previsões meteorológicas de um significativo agravamento do risco de incêndio rural.

Em situação de alerta é proibida a realização de queimadas e o uso de fogo de artifício ou de outros artefactos pirotécnicos, e são proibidos o acesso, a circulação e a permanência em espaços florestais “previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios”.

Também não são permitidos trabalhos florestais e rurais com equipamentos elétricos em espaços, como motorroçadoras, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.

É permitido, no entanto, alimentação de animais, execução de podas, regas, extração de cortiça e mel, colheitas de culturas agrícolas, desde que “sejam de caráter essencial e inadiável”, em zonas de regadio, sem materiais inflamáveis e fora de floresta e mata. São permitidos ainda trabalhos de construção civil, “desde que inadiáveis e que sejam adotadas as adequadas medidas de mitigação de risco de incêndio rural”.

SNS24 já atendeu quase 1,5 milhões de chamadas este ano

A linha SNS24 atendeu nos primeiros sete meses do ano perto de 1,5 milhões de chamadas, um número que ultrapassou o total das realizadas em 2019, segundo um balanço hoje divulgado pelos Serviços Partilhados do Ministério da saúde.

Segundo o “balanço da Atividade da Linha SNS24 2017 — 2020”, foram atendidas, em 2017, 864.939 chamadas, número que subiu para 1.200.171 no ano seguinte e para 1.485.808 em 2019.

Nos sete primeiros meses do ano (até 31 de julho) foram atendidas 1.494.928 chamadas, uma média de 4.095 por dia, no Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde, coordenado pelos Serviços Partilhados do Ministério da saúde (SPMS).

Uma fonte dos SPMS adiantou à Lusa que a situação da pandemia da covid-19 fez “aumentar bastante” o volume de chamadas para o centro do contato.
“Fizemos em seis meses mais do que tínhamos feito no ano anterior”, disse a mesma fonte, adiantando que nos meses de março e abril, durante o “estado de emergência”, muitas das chamadas realizadas para a linha eram para esclarecimentos de dúvidas sobre a covid-19.

Segundo os dados avançados à agência Lusa, o serviço de triagem realizado por enfermeiros reencaminhou 30.488 utentes para áreas dedicadas à covid-19 nos cuidados de saúde primários e 83.631 para serviços de urgência hospitalar com esta valência.

A maioria (131.823) ficaram em autovigilância em casa, segundo orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), que criou algoritmos específico para orientação dos doentes infetados com o vírus SARS-Cov-2, que causa da doença covid-19.

Os dados mostram que as triagens realizadas pelos enfermeiros ao longo dos últimos três anos, que envolvem avaliações clínicas, têm vindo a aumentar de ano para ano.

Assim, em 2017 foram encaminhados 688.736 utentes para vários serviços, número que subiu para 867.180 em 2019 e para 1.051.574 em 2019.

Este ano, foram encaminhados 985.781 utentes para o Centro de Informação Antivenenos (CIAV), centros de saúde, Instituto Nacional de Emergência Médica (INE) e serviços de urgência, mas também para ficarem em autocuidados, indicam os dados da SMPS.

No dia 01 de abril, arrancou o serviço de aconselhamento psicológico dedicado a utentes e profissionais de saúde. Até 05 de agosto, recebeu 27.118 chamadas, das quais 24.846 de utentes e 2.272 de profissionais de saúde.

Foi também disponibilizado no ‘site’ do SNS24, a 21 de abril, um novo canal de acesso para cidadãos surdos, através de ferramenta de videochamada, em articulação com o Instituto Nacional para a Reabilitação.

Desde 21 de abril até 05 de agosto deste ano, realizou 559 atendimentos por um intérprete de língua gestual portuguesa a cidadãos surdos, dos quais 267 se referem a triagens.

De acordo com a SPMS, os atendimentos através de intérprete de língua gestual portuguesa a cidadãos surdos, estão também disponíveis para cidadãos surdos que necessitem de mediação no Serviço Nacional de Saúde (centros de saúde e hospitais).

O Portal do SNS 24, lançado em janeiro de 2019, teve nesse ano 1.455.792 utilizadores e este ano, até 05 de agosto, 4.730.105, representando um crescimento superior a 900% em relação período homólogo”, refere a SPMS, adiantando que os conteúdos informativos do âmbito covid-19 já sofreram mais de 60 atualizações.

O serviço “Avaliar Sintomas”, que permite ao utente fazer uma avaliação dos seus sintomas ou de outra pessoa, foi utilizado por 33.499 utentes em 2018 e este ano por 380.184.

“Considera-se que a adesão a este serviço foi bastante significativa, uma vez que o volume de ativações nos primeiros seis meses de 2020, foi de mais de 1 milhão e 800 mil vezes, tendo o algoritmo COVID-19 registado mais de 485 mil utilizações”, sublinha.

Quanto aos recursos humanos, a SPMS refere que o número de enfermeiros “é dinâmico”, em função da procura, tendo passado de menos de 1.000 para cerca de 1.400 no pico da pandemia.

Neste momento, conta com 1.006 enfermeiros, que trabalham em turnos de quatro a oito horas, e tem ainda disponível uma bolsa de recurso, ativada sempre que necessário, de mais 326 profissionais de saúde.