Governo clarifica regras aplicáveis das praias

O Governo determinou que a disponibilização de equipamentos de uso coletivo nas praias, como gaivotas ou chuveiros interiores, “pode ser permitida, em determinadas condições”, nomeadamente se for feita por empresas de animação turística.

“Considera-se poder ser permitida, em determinadas condições, a disponibilização de equipamentos passíveis de uso coletivo”, indica o Governo, num diploma publicado hoje em Diário da República, que altera algumas medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da covid-19.

Em 25 de maio, o executivo tinha decretado a interdição de disponibilização de quaisquer equipamentos de uso coletivo, como “gaivotas, escorregas, chuveiros interiores de corpo ou pés e outras estruturas similares”, o que se mantém, mas com uma exceção.

Segundo o documento, foi necessário “encontrar um equilíbrio entre as atividades lúdicas praticadas nas praias, designadamente com recurso a equipamentos disponibilizados por terceiros, nomeadamente empresas de animação turística”.

Desta forma, este tipo de empresas pode passar a disponibilizar equipamentos de uso coletivo ou de utilização de mais de duas pessoas em simultâneo, desde que respeitando algumas condições.

A primeira é a “não ocupação da área útil da zona destinada ao uso balnear”, seja para efeitos de armazenamento permanente ou temporário dos equipamentos, ou mesmo para o exercício da atividade relacionada com a disponibilização dos equipamentos.

Além disso, os responsáveis pelo aluguer dos materiais devem controlar e garantir que “os mesmos apenas são utilizados por aqueles a quem foram disponibilizados e que não são utilizados por mais do que uma pessoa, a menos que estejam em causa utentes que compõem um mesmo grupo”.

Ainda assim, as empresas devem ter em conta o “respeito pela lotação máxima do respetivo equipamento”.

Já os materiais têm de ser limpos e desinfetados no decorrer do dia e sempre que se registe a mudança de utente, tal como já acontece com outros equipamentos balneares, como chuveiros exteriores, espreguiçadeiras ou colchões.

Braga: Família procura homem que saiu para procurar trabalho e nunca mais voltou

O homem da imagem, Carlos Bastos de 54 anos, saiu de casa esta quinta para procurar trabalho e nunca mais voltou.

O apelo por informações é feito por familiares ao “ O Minho “.

Carlos reside em Lamas, Braga, e não se sabe que roupa vestia quando saiu de casa.

O mesmo jornal avança que o homem estava a tomar medicação para a depressão.

Se tiver informações sobre este homem, entre em contacto de imediato com as autoridades.

Número de condutores sem carta cresce 22% nos sete primeiros meses deste ano

“De 01 de janeiro a 31 de julho de 2020, a PSP deteve 3.019 pessoas por este motivo [condução sem habilitação legal], mais 522 do que no mesmo espaço temporal em 2019″, quando o número de detenções foi de 2.467.

Referindo que este aumento causa “especial preocupação”, a Polícia de Segurança Pública (PSP) refere, em comunicado, que “o aumento desta infração criminal” também se verificou nos acidentes rodoviários.

Nos sete primeiros meses do ano passado, 84 dos 2.467 cidadãos detidos por conduzirem sem carta foram detetados por estarem envolvidos em acidentes rodoviários, avança a polícia, acrescentando que, este ano, o número aumenta para 98, ou seja, mais 17%.

“Tanto em 2019 como em 2020, mantém-se o perfil dos cidadãos que praticam este crime, com idade média de 32 anos”, afirma a instituição no comunicado.

De acordo com a PSP, mesmo em “contexto da crise pandémica”, a polícia tem dedicado “especial atenção à segurança rodoviária” enquanto “vivência facilitadora do quotidiano das populações”.

“A condução de veículos por pessoas sem habilitação legal representa um perigo para a segurança rodoviária”, sublinha, lembrando que “estas pessoas não tiveram a formação necessária” para lidar com todas as regras e informação, “demonstrando dificuldade em interpretá-la”.

Apesar disto, a PSP registou menos acidentes e menos mortos e feridos no primeiro semestre deste ano do que no mesmo período de 2019.

Segundo a informação da polícia, foram registados 20.206 acidentes este ano, menos 31% do que no ano passado, quando o número chegou aos 29.289.

O número de mortos em acidentes rodoviários também caiu (menos 22%), passando de 62 para 40, enquanto o número de feridos graves desceu 26%, de 368 no ano passado para 273 este ano.

A PSP registou também uma descida do número de feridos ligeiros, identificado menos 37% este ano, ou seja, 5.881 no primeiro semestre de 2020 contra 9.345 em 2019.

O primeiro semestre deste ano abrangeu todo o período de confinamento no âmbito da pandemia da covid-19.

No comunicado hoje divulgado, a PSP pede aos condutores que “mantenham uma atitude prudente durante a condução, contribuindo para que, também neste capítulo, Portugal venha a ser um dos países mais seguros do mundo”.

Ensino superior: Candidaturas a 51 mil vagas começam hoje

O concurso nacional de acesso a mais de 51 mil vagas ao ensino superior arranca hoje, mais tarde do que o habitual devido à pandemia de covid-19 que obrigou a adiar as datas de exames e alterar calendários.

Entre hoje e 23 de agosto estão abertas as candidaturas para a primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior, sendo os resultados conhecidos em 28 de setembro.

Para o próximo ano letivo, as instituições de ensino superior disponibilizaram mais de 51 mil vagas, o valor mais elevado dos últimos sete anos, com as universidades de Lisboa e do Porto a liderarem no aumento de lugares.

As instituições de ensino superior do Porto poderão ter mais alunos nas áreas das engenharias enquanto em Lisboa o aumento registou-se nas competências digitais, segundo dados disponibilizados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES).

Apenas três instituições reduziram o número de vagas: a Universidade dos Açores, o Instituto Politécnico de Lisboa e a Instituto Politécnico de Viseu.

Além das 51.408 vagas do concurso nacional há outras 721 destinadas aos concursos locais, o que representa um aumento de 1% face ao número de vagas disponibilizadas no ano anterior.

Os números mostram também um aumento de 2% nas regiões mais desertificadas e de 1,3% nos institutos politécnicos, segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Ciência e Ensino Superior.

Tal como já vinha acontecendo nos anos anteriores, a candidatura é feita ‘online’, através do ‘site’ da Direção-Geral do Ensino Superior, onde também se pode pedir a senha necessária para realizar a candidatura ao ensino superior.

Nesta mesma página é possível ter acesso a toda a informação sobre cursos disponíveis, vagas e condições de acesso.

No entanto, é preciso ter em conta que as notas dos exames nacionais de quase todas as disciplinas subiram este ano – a exceção foi Matemática Aplicada às Ciências Sociais – e por isso as médias de acesso à generalidade dos cursos serão mais altas.

A média dos exames realizados a Biologia e Geologia, por exemplo, subiu 3,3 valores numa escala de 0 a 20, sendo agora de 14 valores.

O ministro da Ciência e Ensino Superior voltou esta semana a lembrar que o objetivo para o próximo ano letivo é que o ensino seja presencial.

Durante duas semanas e meia do mês de julho, milhares de alunos do 11.º e 12.º anos realizaram exames nacionais nas disciplinas que elegeram como provas de ingresso, ou seja, os exames realizados foram para acesso ao ensino superior.

Segundo dados do Ministério da Educação, registaram-se 257.330 inscrições na primeira fase dos exames finais nacionais, tendo sido realizadas 227.962 provas, o que corresponde a cerca de 88,6% das inscrições.