Refood altera funcionamento para continuar a ajudar quem precisa

O Núcleo de Famalicão da Refood adaptou o seu serviço às necessidades de menos contacto pessoal. Isto levou a que tenha mudado o sistema de operacionalidade, ou seja, ao invés de recolherem refeições nos restaurantes aderentes para as entregar às cerca de 220 pessoas com necessidades, algo que faziam diariamente, estão a entregar semanalmente cabazes de alimentos.

Antes do covid-19, tinham 140 voluntários que trabalhavam em regime de turnos, nas diferentes funções, que iam da recolha das refeições, ao tratamento, embalagem e entrega; agora estão ao serviço apenas os voluntários que fazem parte da direção da Refood. Como explica Estefânia Pereira, em declarações ao Cidade Hoje, «foi necessário alterar por completo a nossa dinâmica que já estava uniformizada», mas foi feito por uma questão «saúde pública e responsabilidade social».

«Tem-nos aparecido situações complicadas»

Menos contacto não significa menos ajuda. Estefânia Pereira garante que as famílias continuam a ser ajudadas, mas agora com cabazes. Isto obrigou a Refood a lançar campanhas de doações. Têm recebido alimentos e até ajuda em dinheiro para comprar o que faz falta. Por isso, a dirigente da Refood agradece a generosidade dos famalicenses, mas espera que continuem a fazer doações.

O número de pedidos tem aumentado, fruto de famílias que perderam empregos precários ou têm o salário reduzido. «Tem-nos aparecido situações complicadas», descreve. Pedem ajuda diretamente, ou através de instituições parceiras.

A Refood trabalha com juntas de freguesia, a Associação Dar as Mãos, a Humanitave e empresas. Os serviços de ação social da Câmara também têm feito um trabalho importante, conta Estefânia Pereira. «Estamos numa linha de articulação institucional e de intervenção concertada para não duplicar apoios em relação a algumas famílias e deixar outras desprotegidas», sublinha.

Covid-19: Não há novos casos em Famalicão, Portugal tem perto de 22 mil infetados

Dados divulgados pela Direção Geral da Saúde no mais recente relatório de situação.

Hospital S.João no Porto faz teste Covid-19 em que sabe o resultado em 50 minutos

O Serviço de Patologia Clínica do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) começou na terça-feira a realizar testes “de biologia molecular para o diagnóstico da infeção pelo SARS-CoV-2, que possuem um tempo de execução significativamente mais rápido” do que “o teste clássico”, estando em causa “cerca de 50 minutos, a acrescer ao tempo de colheita, transporte, processamento da amostra e validação do resultado”, explica-se em comunicado.

Este teste rápido vai ser usado nos doentes dos serviços de urgência (adultos, pediatria ou obstetrícia/ginecologia) que “necessitem de procedimento urgente” ou que tenham “suspeita de infeção” por covid e “critérios de internamento”, bem como, quando se justifique a “doentes internados em que surja a suspeita” de infeção pelo novo coronavírus.

“A disponibilidade destes testes é de momento limitada, pelo que importa, neste contexto, definir prioridades para o seu uso”, justifica o CHUSJ.

Foram definidas como “situações em que será utilizado o teste molecular rápido de diagnóstico” os casos de doentes do Serviço de Urgência “a necessitar de procedimento urgente (potencialmente gerador de aerossol) em que seja clinicamente aceitável aguardar o tempo expectável de realização do teste”.

Exemplos disso são, de acordo com o CHUSJ, casos de “cirurgia com anestesia geral ou loco-regional, endoscopia digestiva, broncofibroscopia, mulher em trabalho de parto, entre outros”.

“Em situações em que não seja possível esperar pelo resultado do teste, o procedimento será realizado com EPI [Equipamento de Proteção Individual] adequado ao risco clínico, de acordo com as recomendações da UPCIRA [Unidade Prevenção e Controlo da Infeção e Resistência aos Antimicrobianos]”, acrescenta o CHUSJ.

No caso dos testes rápidos usados para diagnosticar doentes do Serviço de Urgência (adultos, pediatria, obstetrícia/ginecologia) “com suspeita de infeção por SARS-CoV-2 e critérios de internamento”, o hospital explica que “a intenção é “evitar o internamento em coorte [grupo de pessoas] de suspeitos (medicina intensiva ou enfermaria)”.

A intenção é “evitar o internamento em coorte [grupo de pessoas] de suspeitos (medicina intensiva ou enfermaria)”.

Os rastreios “rápidos” vão também ser aplicados a doentes internados “em que surja a suspeita de covid-19” e se “justifique a realização de teste diagnóstico de forma a minimizar o tempo de isolamento de contacto e de gotícula” num “ambiente onde se encontram doentes sem infeção por SARS-CoV-2”.

De acordo com o CHUSJ, nestes testes, “a colheita da amostra com zaragatoa é realizada nos mesmos moldes que para o teste clássico”.

Covid-19: FPF trabalha “num plano gradual de regresso à atividade” do futebol

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está a “trabalhar num plano gradual de regresso à atividade”, seguindo regras que garantam “a segurança de todos os intervenientes” para evitar a propagação da pandemia de covid-19, informou hoje o organismo.

“A FPF tem uma equipa de especialistas multidisciplinar a trabalhar num plano gradual de regresso à atividade”, indica o comunicado publicado no sítio oficial da FPF na Internet, mencionando um “plano detalhado para as diferentes áreas: seleções nacionais, clubes, competições, arbitragem, Cidade do Futebol e colaboradores”

O projeto que prepara o regresso do futebol à atividade em Portugal envolve uma equipa de especialistas que integra elementos do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto e a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.

“O objetivo da FPF é assegurar que o regresso será efetuado no momento adequado, de acordo com as regras estipuladas e garantindo a segurança de todos os intervenientes, desde logo os jogadores, os treinadores, e os ‘staffs’ clínicos e logísticos de apoio direto às equipas, mas estendendo-se aos restantes intervenientes em treinos, jogos e deslocações”, explica a federação.

A coordenação do projeto pertence à Unidade de Saúde e Performance da FPF, integrando as várias especialidades médicas na área da medicina desportiva e contando, entre outros, com a colaboração dos serviços de infecciologia do Hospital Curry Cabral e do Hospital São João.

“A FPF está comprometida e empenhada em garantir um regresso ordenado e seguro à prática desportiva. Com a nossa Unidade de Saúde e Performance, envolvemos algumas das mais reputadas instituições na área da saúde pública para a elaboração de um plano que permita esse regresso em condições que inspirem confiança”, observou o presidente da FPF, Fernando Gomes.

O organismo federativo assinalou que o grupo de emergência criado por Fernando Gomes e constituído pela Liga Portugal, representante das associações distritais e dos presidentes do Sindicato dos Jogadores e das associações de treinadores, árbitros e médicos, será mantido permanentemente a par do trabalho desenvolvido no âmbito deste plano.

Em 08 de abril, a FPF cancelou os campeonatos seniores não profissionais de futebol e de futsal da época 2019/20, devido à pandemia de covid-19, dando “por concluídas, sem vencedores, todas as suas competições seniores que se encontram nesta data suspensas, não sendo atribuídos títulos nem aplicado o regime de subidas e descidas”.

O cancelamento ocorreu depois de os campeonatos de futebol e futsal dos escalões de formação terem tido o mesmo desfecho, numa decisão tomada em 27 de março, numa altura em que vigorava o estado de emergência, que foi prolongado e se mantém em vigor.

As competições profissionais – I Liga e II Liga – continuam suspensas, após a realização de 24 das 34 jornadas previstas, bem como a Taça de Portugal, que tem o Benfica e o FC Porto como finalistas.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 176 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 567 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 762 pessoas das 21.379 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde. Das pessoas infetadas, 1.172 estão hospitalizadas, das quais 213 em unidades de cuidados intensivos, e o número de doentes curados aumentou 50,3%, de 610 para 917.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais”.

Época balnear não arranca em Maio mas pode começar a 1 de Junho

A informação está a ser avançada pelo Jornal de Notícias que cita a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Segundo a APA a próxima época balnear “mais exigente e segura, para banhistas e entidades envolvidas, atendendo ao facto de estar em causa a saúde pública e uma atividade de lazer essencial para o verão que se aproxima, tanto em termos da sanidade mental da população como da economia”.

O início da época balnear está condicionado, primeiro ao levantamento do estado de emergência, depois às determinações governamentais sobre o regresso à atividade, bem como às orientações da Direção-Geral da Saúde, e por último à elaboração de regras bem definidas de funcionamento destes espaços.

Nesta quarta-feira a APA vai renir com as entidades com jurisdição no espaço marítimo para a elaboração da proposta de portaria que vai definir a época balnear de 2020. O principal desafio será o de “garantir que a fruição das zonas balneares não configure um veículo de contaminação, devendo avaliar-se as condições de segurança necessárias aos banhistas, compromisso também no quadro de orientações comunitárias”, avança a Agência Portuguesa do Ambiente ao JN.

Paulo Cunha em seminário internacional sobre Covid-19

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, participa no próximo seminário on-line “Cidades voltadas para o COVID-19: o que deu certo, o que não deu e o que vem a seguir?”, que decorre no âmbito do Programa Internacional de Cooperação Urbana – América do Norte (IUC – NA), que conta com o apoio da União Europeia. O debate, que decorre a 28 de abril, a partir das 16 horas, é moderado pela Consultora de Desenvolvimento Urbano Sustentável da América do Norte, Tricia Hackett .

Neste webinar, acessível através da plataforma Zoom em , também participam o Chefe do Serviço de Controle de Doenças Infeciosas e Saúde Pública, de Hamburgo, na Alemanha, Elke Jakubowski, e o Chefe da Habitação do Conselho da Cidade de Barcelona em Espanha, Javier Buron.

Nesta sessão, os oradores vão partilhar experiências e recomendações sobre estratégias para responder e se recuperar da pandemia do COVID-19.

O Programa Internacional de Cooperação Urbana – América do Norte (IUC – NA) associa cidades da UE com cidades do México, EUA e Canadá para ajudar a alcançar objetivos políticos locais e internacionais sobre desenvolvimento urbano sustentável e mudanças climáticas.

Neste âmbito Vila Nova de Famalicão tem desenvolvido um trabalho de parceria e cooperação com Fort Collins, do estado americano do Colorado.