Covid-19: Hotéis começam a reabrir em julho com selo de garantia sanitária

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Raul Martins, disse hoje que a maioria dos hotéis poderá começar a reabrir em julho e que está a ser preparado um selo de garantia para dar confiança aos clientes.

“A hotelaria portuguesa pensa que poderá começar a reabrir em julho, provavelmente alguns hotéis ainda em junho, e naturalmente com todos os cuidados e todas as garantias sanitárias”, afirmou Raul Martins à saída de uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, que recebeu em São Bento, Lisboa, representantes do setor hoteleiro para falar sobre a crise causada pela pandemia covid-19.

Segundo disse, a hotelaria “está muito dependente da aviação e a aviação está muito condicionada pela segurança sanitária, que só existirá quando houver um medicamento ou uma vacina”, pelo que a abertura dos hotéis não será antes daquelas datas.

Raul Martins revelou que a AHP está a trabalhar com o Turismo de Portugal e com a Direção-Geral da Saúde (DGS) para ser criado um “selo de garantia sanitária nos hotéis” para dar confiança aos clientes.

Segundo explicou, o objetivo é atribuir o selo aos hotéis que cumpram “um determinado protocolo” que servirá para os turistas se sentirem seguros.

O presidente da AHP disse ainda que a reabertura para julho deverá acontecer em relação aos hotéis de férias, ou seja, das zonas balneares, interior do país e ilhas, mas acrescentou que os hotéis de cidade só deverão voltar a operar em setembro.

“As ocupações vão ser sempre dependentes daquilo que a aviação conseguir fazer, mas a nossa expectativa é de que vai ser um ano zero, se não for negativo”, considerou Raul Martins.

Na reunião com o primeiro-ministro, além da AHP, estiveram vários representantes de grupos hoteleiros, entre eles, do Pestana, Vila Galé, Porto Bay, Sana e Hoti.

Quarentena a Bulir pela sua saúde física e mental

“Movimento Quarentena a bulir”, assim se chama o grupo criado na rede social facebook pela professora Manuela Cunha. Já tem mais de 7 mil seguidores, de todo o país, com mais de 100 mil interações.

É destinado a todas as pessoas, desde que se interessem pelo bem-estar emocional e mental. Mas foi pensado em primeiro lugar para pais com filhos pequenos que precisam de os manter ocupados, e também para aquelas pessoas que, pelas mais diversas razões, vivem sozinhas.

Por isso, o “Movimento Quarentena a Bulir” tem muitas sugestões, desde uma biblioteca, com propostas de livros; uma secção com filmes; um espaço de apoio psicológico, em que uma psicóloga responde às questões que suscitam dúvidas e que são muitas nesta fase de isolamento social; tem uma rubrica sobre educação especial, porque «há pais e professores de meninos especiais que estão a partilhar connosco e com outras famílias atividades com que os meninos se podem entreter», realça Manuela Cunha.

O logotipo do “Quarentena a Bulir” representa tudo isto e foi pensado por um designer famalicense, Rogério Monteiro. Retrata uma casa que é o local onde estamos; o sol como símbolo de esperança e o relógio que convida a bulir. A imagem de fundo representa todas as atividades do mundo exterior que agora temos de trazer para dentro de casa.

Manuela Cunha diz que é preciso tirar o melhor partido deste isolamento social e fazer coisas que dizíamos que iríamos fazer quando tivéssemos tempo, como ler livros, ver os filmes que estão em atraso, retomar o hobbie que ficou na gaveta, etc. Tudo menos pensar no coronavírus, porque isso convida à depressão. Uma doença para a qual Manuela Cunha chama a atenção, lembrando que a saúde mental das pessoas está muito em jogo por causa do confinamento social, da perda de pessoas, das notícias constantes sobre o coronavírus, etc.

A participação está a ser tão positiva que o «movimento vai continuar mesmo depois do isolamento social. Temos tanta coisa boa que era uma pena não dar continuidade a isto», adianta Manuela Cunha. Esta professora acredita que vamos sair todos disto muito diferentes e a fazer uso das redes sociais também de forma diferente.

Covid-19: Têxtil de Barcelos “muda agulha” e investe na produção de máscaras

Prova provada de que a necessidade aguça o engenho, uma pequena têxtil de Barcelos rapidamente “trocou de agulha” e passou a dedicar-se essencialmente à produção de máscaras, tendo já uma capacidade para 20 a 30 mil unidades por dia.

Nesta altura, a Têxtilobo – The Textile Company, instalada na freguesia de Carapeços, está já certificada, pelo Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), para a produção de máscaras descartáveis.

“Facilmente se consegue produzir 20 a 30 mil máscaras por dia, dependendo do número de encomendas que se tenha”, diz Pedro Alves, gerente da empresa.

Desde que, há meia dúzia de dias, a Têxtilobo apareceu no ‘site’ do CITEVE como empresa produtora de máscaras certificadas, os telemóveis e o e-mail da empresa têm sido “inundados” de chamadas e mensagens de eventuais compradores.

“Neste momento, acho que preciso de uma telefonista”, atira Pedro Alves.

A pandemia da covid-19 provocou uma quebra na ordem dos 50% na produção tradicional da Têxtilobo, uma pequena empresa com cinco trabalhadores que se dedicava à produção de todo o tipo de vestuário.

A empresa nunca chegou a parar a laboração e rapidamente soube reinventar-se, passando a apontar baterias para as máscaras, cada vez mais tidas como essenciais nos tempos que correm.

Conseguida a certificação para as descartáveis, a empresa já tem também em curso um procedimento idêntico para as reutilizáveis, esperando que dentro de dias chegue a respetiva “luz verde”.

O reduzido número de trabalhadores, garante Pedro Alves, não será obstáculo para uma produção massiva.

“Basicamente, subcontratamos para nos auxiliarem na produção”, explica.

Para aquele empresário, serão as encomendas a ditar o “ritmo” da produção.

Nesta fase, a Têxtilobo está já a satisfazer encomendas de algumas câmaras municipais, de revendedores que trabalham para setores clínicos e farmacêuticos e de empresas “de todo o tipo” que vão precisar de máscaras para os seus colaboradores.

Paralelamente, e enquanto a aguarda a certificação das máscaras reutilizáveis, a empresa já “namora” o mercado internacional, designadamente os seus clientes habituais, em mercados como Espanha, Itália, Alemanha e Estados Unidos da América, entre outros.

“Já temos tido solicitações desses mercados”, garante Pedro Alves.

O telemóvel do empresário volta a tocar e percebe-se que o assunto gira à volta de máscaras e de preços, com o lado de lá a “marralhar” e o de cá a assegurar que “não pode fazer mais barato”.

Entretanto, nas máquinas da empresa as máscaras vão ganhando forma a um ritmo acelerado, que as encomendas são muitas e não há tempo a perder na luta contra um vírus que virou tudo do avesso, até as linhas com que se cose a indústria têxtil nacional.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 558 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 762 pessoas das 21.379 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais”.

Covid-19: Fabricantes de ventiladores têm de pedir parecer ao Infarmed antes de os disponibilizar

Os fabricantes de ventiladores para uso profissional nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde têm de demonstrar a segurança clínica destes dispositivos médicos, assim como a sua viabilidade e o seu benefício em relação ao risco, segundo o Infarmed.

Antes de disponibilizar o dispositivo, o fabricante deverá remeter ao Infarmed a informação para apreciação, com vista à emissão de um parecer técnico, segundo o documento “Procedimento especial de avaliação de dispositivos médicos no âmbito covid-19 – Ventiladores” divulgado hoje pela autoridade nacional do medicamento.

Para que o fabricante seja incluído na lista de potenciais fornecedores destes dispositivos é necessário que o parecer do Infarmed seja positivo.

“É imprescindível que o fabricante demonstre capacidade de assegurar a assistência técnica dos ventiladores disponibilizados, assim como assegurar o fornecimento de acessórios, partes ou componentes, quando estes forem específicos do equipamento e não existirem compatíveis no mercado”, adverte a autoridade do medicamento.

O documento, publicado no ‘site’ do Infarmed, descreve as “diferentes opções alternativas” e o procedimento regulamentar de aposição da marcação CE”, para “a disponibilização mais célere desses dispositivos”.

Divulga ainda as orientações sobre “as condições minimamente aceitáveis que os ventiladores devem ter, permitindo o fornecimento a curto prazo, sem prejuízo do seu desempenho e a segurança dos doentes”.

Devido à escassez de ventiladores, e tendo em vista “o interesse da proteção da saúde, foram equacionadas opções alternativas para a disponibilização desses dispositivos, excecionalmente num curto prazo, para uso profissional nos hospitais do SNS”, explica.

Segundo a autoridade do medicamento, “os ventiladores devem evidenciar que são adequados às necessidades atuais do SNS, clinicamente seguros e apesar da situação de emergência, deve ficar demonstrado, pelo seu fabricante, a sua viabilidade e que o benefício clínico é superior ao risco”.

Para a definição deste procedimento especial de avaliação dos ventiladores, o Infarmed considerou, entrou outros fatores, que “poderão ser reavaliados caso a caso e revistos a qualquer momento”, o grau de criticidade do uso do dispositivo para a proteção da saúde individual e pública e a informação recolhida pelo sistema de vigilância e/ou fiscalização do mercado.

“A saúde e a segurança dos cidadãos são prioridades absolutas, sendo essencial assegurar que os equipamentos médicos que são essenciais na prevenção e no combate ao novo coronavírus são rapidamente disponibilizados a quem deles mais necessita, designadamente os profissionais de saúde, uma vez garantidos os requisitos estabelecidos na legislação europeia dos dispositivos médicos”, salienta.

Segundo os últimos dados oficiais, Portugal regista 762 mortos associados à covid-19, mais 27 do que na segunda-feira (2,5%) e 21.379 infetados, mais 516 (3,7%).

Das pessoas infetadas, 1.172 estão hospitalizadas, das quais 213 em unidades de cuidados intensivos, e o número de doentes curados aumentou 50,3%, de 610 para 917.

Em todo o mundo, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Covid-19: Jogos da Santa Casa sofrem quebra no volume de negócio

Os Jogos da Santa Casa sofreram uma quebra no volume de negócio, como consequência da pandemia de covid-19, mas viram aumentar as suas apostas ‘online’, informou hoje a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).

“Atendendo às circunstâncias excecionais que se vivem e o estado de emergência em vigor, admite-se uma quebra no volume de negócio durante este período”, disse Lusa a assessoria da SCML.

No entanto, a mesma fonte salvaguarda que o plano de contingência dos Jogos Santa Casa “tem permitido a continuidade da sua atividade sem disrupções significativas”, sendo que grande parte dos pontos de venda distribuídos por todo o país continuam abertos e a funcionar.

A principal alteração significativa foi a suspensão temporária dos concursos do Totobola, devido à interrupção por tempo indeterminado das 1.ª e 2.ª Ligas portuguesas de futebol, bem como das ligas de outros países.

É também devido à suspensão do calendário desportivo que o Placard tem neste momento “uma oferta limitada”, mas continua “ativo”, sublinha a mesma fonte.

Apesar da quebra verificada no volume de negócios, cujos valores a SCML não revela, verifica-se desde o dia 01 de março “um aumento na vertente digital dos vários jogos sociais do Estado, quer através de apostadores antigos que reativaram as suas contas, quer através de novos registos na App e no ‘site’ dos Jogos Santa Casa”.

A pandemia de covid-19, causada por um novo coronavírus detetado na China no final do ano passado, já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Em Portugal, morreram 762 pessoas das 21.379 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais”.

Covid-19: DGS considera que há todas as condições para 25 de Abril no parlamento

A Direção-Geral da Saúde considera que há todas as condições de segurança e controlo de infeção para comemorar “com dignidade” os 46 anos do 25 de Abril na Assembleia da República no contexto da pandemia da covid-19.

“O próprio parlamento tomou todas as medidas necessárias e suficientes para cumprir as regras que estão estabelecidas para eventos deste tipo”, afirmou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa diária de acompanhamento da pandemia em Portugal.

Graça Freitas salientou que o plano de contingência para a covid-19 da Assembleia da República inclui “todas as condições que permitem assegurar a cerimónia com a dignidade que esta merece e, obviamente, cumprindo regras de segurança e de controlo de infeção e distanciamento social”.

Na segunda-feira, a DGS reuniu-se com os serviços do parlamento para discutir as comemorações da revolução de 1974, um encontro que Graça Freitas descreveu como “perfeitamente pacífico”, sem qualquer problema que “já não estivesse previsto pelo parlamento”.

As comemorações poderão até “servir de exemplo” para os cidadãos, considerou.

Devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19, a Assembleia da República decidiu na quarta-feira passada realizar a sessão solene do 25 de Abril no parlamento com um terço dos deputados (77 dos 230 parlamentares) e menos convidados, com o gabinete do presidente do parlamento, Ferro Rodrigues, a estimar que estejam presentes cerca de 130 pessoas, contra as 700 do ano passado.

A decisão da conferência de líderes teve o apoio da maioria dos partidos: PS, PSD, BE, PCP e Verdes. O PAN defendeu o recurso à videoconferência, a Iniciativa Liberal apenas um deputado por partido, enquanto o CDS-PP – que propôs uma mensagem do Presidente da República ao país – e o Chega foram contra.

Portugal regista 762 mortos associados à covid-19 em 21.379 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.