TVI pede desculpa aos nortenhos por “frase infeliz no ecrã” que gerou polémica nas redes

A TVI emitiu um comunicado onde pede desculpa à população nortenha depois de emitida, na noite desta segunda-feira, uma reportagem polémica onde eram explicados os motivos para a região norte de Portugal fosse a mais castigada pelo Covid-19.


Comunicado

O Jornal das 8 de ontem emitiu uma peça que pretendia explicar os motivos que levam a Região Norte a constituir-se como a parte do território nacional onde a Covid-19 regista um número bastante superior de casos positivos e de óbitos devido à pandemia, face às outras regiões.

Desde o primeiro momento em que o assunto foi internamente discutido, logo na reunião da manhã de preparação do jornal – onde participou o editor habitual do Jornal das segundas-feiras, Miguel Sousa Tavares, o pivot José Alberto Carvalho, eu próprio e outros editores da TVI – a preocupação era legítima e construtiva: porquê e como responder àquelas populações particularmente afetadas?

Do ponto de vista jornalístico é normal que se questionem as razões que, numa só região, e segundo os dados oficiais, se registem 60% de todas as pessoas infetadas e 57% dos óbitos do país devido à doença. E do ponto de vista social consideramos que questionar é o primeiro passo para encontrar as respostas necessárias na resolução do flagelo.

Os nossos procedimentos foram os de sempre: à nossa jornalista destacada para a conferência de imprensa diária da DGS foi pedido que procurasse junto das Autoridades de Saúde uma explicação; o José Alberto Carvalho perguntaria sobre isso ao epidmiologista entrevistado em direto no Jornal (o que aconteceu) e a autora da reportagem recolheu a análise de vários especialistas, dois aceitaram ser entrevistados e entraram na peça.

Apesar de todas as redações que produzem jornalismo estarem a trabalhar em condições terríveis, em que nenhum de nós até hoje tinha vivido, a TVI fez o que estava certo: questionou algo relevante, falou com quem sabe e produziu uma reportagem com uma intenção genuinamente construtiva e socialmente relevante.

Isto não justifica, porém, a construção de uma frase infeliz no ecrã, nem a parte do texto que a suportava. Nomeadamente aquela que, entre as razões demográficas e sociológicas indagadas, sugeria níveis de educação abaixo da media nacional. Essa frase foi por muitos interpretada como uma ofensa às gentes do Norte – o que não era evidentemente o nosso propósito.

Nem é essa a tradição da TVI, que historicamente mantém uma relação de grande proximidade com as populações e de ligação à Região. No caso concreto da Informação, concentramos boa parte dos nossos recursos na redação do Porto e em duas delegações regionais que cobrem acontecimentos diários do litoral ao Interior.

Com a mesma humildade que a todos pedimos desculpas por um erro que somos os primeiros a lamentar, temos a convição que a TVI não deve a ninguém, em esforço, em tempo de antena, em grandes eventos desportivos e culturais que promovemos ou patrocinamos, a relevância que o Norte merece e justifica na mancha de cobertura informativa que diariamente, semana após semana, anos a fio, aqui lhe temos dedicado e que continuaremos a fazê-lo.

Da mesma forma que um erro grosseiro – que não foi previamente detetado nestas difíceis condições em que a pandemia também coloca ao trabalho dos jornalistas e de uma televisão – não caracteriza todo um Jornal e, menos ainda, uma estação televisiva que todos os dias acorda guiada pela sua mais nobre missão que é servir os portugueses. Sem exceções e sem discriminações de natureza alguma.

Covid-19: Famalicão com mais 3 casos, são agora 228 infetados. Veja o mapa de evolução do vírus

Dados divulgados pela Direção Geral da Saúde no mais recente relatório de situação.

CNIS e UMP dizem-se abandonadas pelo Governo

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) estão preocupadas com a grave situação que se vive nos lares de idosos e de deficientes de Portugal no contexto da pandemia COVID-19. Dizem que os responsáveis dos lares se sentem abandonados por parte do Governo e estão a viver uma sensação de impotência.

«Os Lares não são, pois, unidades de saúde e não têm como missão nem possuem condições, quer em termos de infraestruturas, quer em termos de recursos técnicos e humanos para darem acompanhamento na situação de doença aguda, não sendo, pois, compreensível nem aceitável que o Estado queira deixar os doentes com Covid-19 nos lares, retirando os utentes que não estão infetados», dizem.

Estas instituições lembram que um doente com infeção COVID-19 necessita de cuidados de saúde, com vigilância diária por médicos e enfermeiros. Acrescentam que no caso da infeção COVID-19 acresce o risco de disseminação interna da doença em estruturas que não têm condições físicas (espaços de isolamento), equipamentos de proteção individual (EPI) e profissionais de saúde adequadamente treinados para prevenir o contágio. E, pela enorme concentração de pessoas frágeis, também não faz qualquer sentido comparar os lares às casas das pessoas.

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) recordam que os lares têm feito um esforço muito grande para manter afastada a infeção por Covid-19. Acrescentam que os profissionais tem demonstrado um verdadeiro espírito de missão, muitos deles até vivem no lar. «No entanto, as auxiliares não podem prestar cuidados de saúde em doença aguda. Não é a sua competência nem a sua missão. Não são médicos, nem enfermeiras», reiteram.

Para ajudar neste esforço, estas instituições decidiram constituir um Gabinete Técnico composto por profissionais qualificados para apoio às Misericórdias e que vai ser alargado à CNIS.

«Preocupam-nos igualmente as famílias, a quem deixamos a nossa solidariedade, pois sofrem com a pandemia, com o afastamento afetivo dos seus idosos e a quem esta situação tem provocado um desnecessário aumento de ansiedade e angústia».

CDS recomenda massificação dos testes ao Covid-19

A concelhia do CDS-PP, liderada por Ricardo Mendes, está preocupada com a saúde dos famalicenses e com as dificuldades sociais e económicas que o concelho possa vir a atravessar. Por isso, e apesar de concordar com todas as ações já implementadas pelo município de Famalicão, propõe uma série de medidas.

O CDS lembra que um possível aliviar progressivo das medidas de contenção obriga a que se esteja atento e preparado para evitar uma segunda vaga de contaminação.

Assim, recomenda que quando for possível retomar as aulas seja distribuído de forma massiva equipamentos de proteção individual pela comunidade escolar: alunos, professores e assistentes operacionais.

O CDS diz que é preciso apostar na monotorização da temperatura de todos os que acedam aos estabelecimentos de ensino, à entrada e saída, com equipamentos “contactless” a realizar por funcionários, por forma a evitar possíveis contágios, assegurando que quem apresente febre não frequente a escola.

Relativamente a outros serviços que acomodem muitos cidadãos, apela à colocação de dispensadores de desinfetante nos locais que prestam serviço público nas localidades.

O CDS entende que é necessário realizar teste de imunidade, já a partir do início de maio, ao maior número possível de famalicenses, para que a retoma da atividade se possa fazer com a maior segurança possível. Nesta matéria, diz que é preciso dar continuidade à proteção e confinamento de todos os que integrem grupos de risco (idosos, portadores de doença imunodepressoras e outros).

Ainda relativamente a grupos de risco, o CDS recomenda a monitorização por parte das autoridades de Saúde e da Segurança Social de todos os lares de idosos e de estruturas de apoio à deficiência, promovendo testes e acompanhamento permanente.

Para aqueles que atravessam mais dificuldades sociais, e tendo sido acometidos pela doença, o CDS propõe que possam ser albergados nos centros de retaguarda, criados pela Câmara Municipal em resposta à pandemia, quer por inexistência de condições na sua residência quer por efetiva possibilidade de contágio de familiares que integrem grupos de risco.

Agência famalicense “Drible” vence prémio em festival internacional de criatividade

A agência de comunicação e marketing Drible, criada pelo famalicense Vítor Brandão, acaba de ser distinguida num importante festival internacional de criatividade.

A Drible entrou a concurso com o projeto de desenvolvimento da identidade corporativa do restaurante de Vila Nova de Famalicão Me.At, e foi essa candidatura que lhe valeu a distinção.

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Esta empresa famalicense destacou-se dos outros projetos apresentados por agências de países como Brasil, Angola e Moçambique.

Com seis anos de existência, os Prémios Lusófonos da Criatividade são um festival sediado em Portugal e também o único mundialmente dedicado exclusivamente a premiar, homenagear e debater os mercados publicitários e de comunicação dos países de língua oficial portuguesa.