CENTRO DE FORMAÇÃO do FC FAMALICÃO JÁ ESTÁ A SER CONSTRUÍDO

O Centro de Formação contempla três campos relvados sintéticos (para futebol 5, 7 e de 11), bancadas, balneários e gabinetes técnicos, médicos e áreas de apoio. As construções já existentes no espaço serão reabilitadas para albergar uma secretaria, espaços de lazer e alojamento para 12 atletas. Os terrenos onde está a ser edificada a obra, «que vai dar mais e melhores condições para os jovens», como destacou o presidente da direção, foram cedidos pela Câmara Municipal que comparticipa, ainda, com cerca de meio milhão de euros.

Jorge Silva vê este centro «como um dos melhores do país» e uma obra fundamental «para o crescimento e sustentabilidade do clube». O dirigente assegurou, ainda, que o investimento para esta primeira fase está totalmente garantido.

Parceiro de referência nesta obra é a Câmara Municipal de VN Famalicão. Paulo Cunha vê o Centro de Formação «como um sonho concretizado» e fala num investimento «muito importante para o futuro do nosso concelho e para a capacitação dos nossos concidadãos, muito particularmente dos jovens».

A cerimónia, presenciada por muitos adeptos e por dezenas de jovens atletas que, de futuro, vão usufruir deste novo espaço, contou, também, com representantes da Federação Portuguesa de Futebol, da Liga, e do presidente da AF Braga, Manuel Machado, que elogiaram o projeto e a visão do clube e da Câmara Municipal.

TRAIL DAS EIRAS ALIA DESPORTO, HISTÓRIA E SOLIDARIEDADE

A Associação Moinhos de Vermoim (AMVE) volta a inovar no plano desportivo. Depois de provas de atletismo, ciclismo e caminhadas, vem aí, no dia 17 de junho, o 1.º Trail das Eiras. Para além da vertente competitiva, com duas distâncias (20 e 10km) e uma caminhada (8kms), a iniciativa alia a prática desportiva, à natureza, à história e à solidariedade, com 1 euro de cada inscrição a reverter a favor dos BV Famalicenses.

A passagem da prova pelo Castro das Eiras, pelo castelo medieval, pelas Mamoas e pelo Caruito, «é uma forma de valorizarmos o nosso património. Além do mais, queremos sensibilizar as pessoas para a preservação da nossa floresta que, no ano passado, foi desvastada pelos fogos. Faz todo o sentido aliarmos todos estes fatores (desporto, história, solidariedade e confraternização) numa prova» assumiu o vice-presidente da AMVE, Miguel Campos, na apresentação da prova.

Também o vereador da Juventude e Desporto da Câmara Municipal, Mário Passos, sublinhou os méritos da prova por «trazer várias valências associadas, sendo a história e a valorização do património, a proteção da floresta e a solidariedade as que mais destacaria, obviamente para além da promoção da prática da atividade física». Mário Passos vê na AMVE a «inteligência comunitária de que são feitas as nossas comunidades. Estão sempre à frente do tempo e das modas, pois muitas iniciativas, antes de serem moda, já existem no território concelhio», um sinal «de que as nossas comunidades estão bem preparadas e bem formadas e isto é inteligência comunitária».

As inscrições terminam no dia 15 de junho, podendo ser feitas em www.traildaseiras.pt.

EMPRESA PEÚGAS CARLOS MAIA INVESTE EM TECNOLOGIA

A empresa de Peúgas Carlos Maia está em contínua expansão: em 2016 investiu um milhão de euros e este ano repete o investimento em nova tecnologia que se vai traduzir em maior volume de produção, sobretudo meias técnicas, e também no aumento de postos de trabalho.

A unidade da Carreira (a empresa tem outra fábrica em Landim) foi alvo de uma visita, da equipa Made In, chefiada pelo presidente da Câmara Municipal de Famalicão. «É mais uma referência do têxtil na nossa região de uma empresa que produz uma enorme quantidade, mas também com qualidade», referiu o presidente da Câmara Municipal de Famalicão.

Fundada há 23 anos, a empresa iniciou o seu percurso pelas meias básicas, mas nos últimos anos lançou-se na produção de meias mais exigentes do ponto de vista técnico, nomeadamente para vários tipos de desportos e para a saúde. Por exemplo, Carlos Maia, fundador da empresa, conta que está a terminar uma investigação para a produção de uma meia com uma espécie de ligaduras que evite entorses e uma outra meia para pés de diabéticos, uma vez protege contra as bolhas.

A empresa, com 148 colaboradores, nas duas unidades fabris, produz cerca de 26 milhões de pares de meias por ano e 70% desta produção são já meias técnicas (desporto, saúde) porque são as mais rentáveis e com muito mercado internacional. São mais de 20 os mercados, na Europa e resto do mundo, com marcas como CAT, JCB, Coca-Cola, Umbro, Hello Kitty, New Balance e outras. CM Socks e Pureco são marcas próprias.

DIDÁXIS ABRE TURMAS DE 5º ANO COM ENSINO GRATUITO

A Didáxis está autorizada a abrir turmas do 5.º ano, com ensino gratuito e garantia de continuidade no 6.º ano de escolaridade. A confirmação surge pelo presidente da instituição, José Fernandes, que se mostra feliz com a medida do Governo que vai, assim, cumprir o contrato que a Didáxis firmou em 2015.

O limite de turmas no 5.º ano, segundo o contrato de associação, é de 8 em S. Cosme e 7 na escola de Riba de Ave.

Podem, assim, os encarregados de educação fazer a pré-inscrição dos filhos na secretaria das escolas ou através da página da internet.

MIGUEL CAMPOS FOI O MELHOR PORTUGUÊS NO RALI DE PORTUGAL

Décimo sexto classificado à geral, Miguel Campos, navegado por António Costa, foi, pela terceira vez consecutiva, o melhor português no Vodafone Rally de Portugal. A dupla do Skoda Fabia R5 assumiu como propósito terminar com este “título” e conseguiu-o.
O piloto famalicense esteve na frente da “classificação” lusa praticamente durante toda a prova e acabou com uma vantagem superior a seis minutos sobre o segundo classificado, Pedro Meireles/Mário Castro, também em Skoda Fabia. Miguel Campos também correu pelo WRC2 e terminou bem perto do pódio, no quarto posto.
No final, Miguel Campos revelou-se agradado com a sua prestação. «Foi um bom resultado. Podia ter feito melhor, mas desde cedo vi e percebi que estava a lutar com equipas oficiais. A partir desse momento, nas zonas com pior piso tive que levantar o pé, para poupar o carro e não ter nenhum problema, mas cuidando sempre por não perder muito tempo para os WRC2. Para o campeonato, distanciei-me muito cedo dos meus adversários e, depois, fui gerindo».

HOSPITAL DE RIBA DE AVE LANÇA PRIMEIRA PEDRA DO CENTRO DE APOIO À DEMÊNCIA

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, presidiu, no sábado, dia 20, em Riba de Ave, à cerimónia de lançamento da primeira pedra do Centro de Investigação, Diagnóstico, Formação e Acompanhamento das Demências, promovido pela Santa Casa da Misericórdia.

A obra, que deverá ficar concluída em 2019, vai custar 8,5 milhões de euros e, por enquanto, sem ajudas do Estado português.

O Centro para as Demências é um projecto pioneiro nesta área, mas com o objetivo de ser uma referência para o país, onde se estima que existam 160 mil pessoas com estas patologias.

Isso mesmo ambiciona o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde. «Queremos muito acompanhar este projeto e tirar daqui resultados do mesmo para depois poder aplicar a outros locais do país. Será uma experiência piloto e um local de excelência para testar novos conceitos», referiu o estadista na cerimónia solene que decorreu em Riba de Ave, com várias entidades em representação de instituições públicas e privadas.

Fernando Araújo reconhece que faltam respostas neste país ao nível da demência e mesmo um conhecimento da real dimensão do problema. Por isso, o governante anunciou que a Estratégia Nacional para a Demência deverá ficar concluída em Junho, antes das eleições, para, depois de uma discussão pública, serem tomadas medidas a médio e longo prazo. «Não há soluções simples mas queremos encontrar boas soluções», disse, acrescentando que o projeto da Santa da Misericórdia de Riba de Ave irá ser um valor acrescentado para esta estratégia. Desde logo porque conjuga a assistência com a investigação e o Hospital com a Universidade. Neste caso, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Riba de Ave, Fernando Guedes, destacava a importância da parceria para a melhoria das práticas e para a valorização dos profissionais. Ao passo que António Sousa Pereira, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, deposita grandes esperanças no projeto. «É uma parceria virtuosa. Ambos ficamos a ganhar e deveria ser replicada noutras situações para tirar a Universidade da torre de marfim em que se encontra instalada», realçou. António Pereira salientou ainda a rapidez de execução deste projeto que num curto espaço de tempo passou da conceção à execução, o que lhe dá garantias de uma maior adequação à realidade e «é sinal de dinamismo».

Parceria idêntica é o que o provedor espera que venha a existir com o Governo, desde logo no apoio financeiro à obra e aos serviços que vierem a ser administrados, nomeadamente apoio domiciliário, unidade de dia, internamento diferenciado e cuidados paliativos.

O concurso público internacional será lançado dentro de duas semanas e, para já, à custa da Santa Casa da Misericórdia, que irá avançar com a obra mesmo sem garantias do Governo. O provedor dá conta que a Santa Casa tem tido uma gestão rigorosa e, mesmo assim, terá de recorrer aos bancos. Fernando Guedes espera do Governo um apoio pelo menos nos mesmos moldes do que é conseguido para os normais cuidados continuados.

Há ainda uma outra vertente realçada pelo provedor e que tem a ver com os 120 postos de trabalho que irão ser criados. Um número que agrada à Câmara Municipal de Famalicão, representada nesta cerimónia pela vereadora da Família, Sofia Fernandes. A autarca frisou que esta é uma obra de especial importância para Famalicão e para o país «na proteção e auxílio aos cidadãos numa área com respostas ainda muito deficitárias». Sofia Fernandes entende que as doenças neurodegenerativas precisam de respostas técnicas «mas, ao mesmo tempo, de respostas humanas».