Famílias de instituição famalicense de braços abertos para acolher crianças do Afeganistão

Dez famílias que fazem parte da Bolsa de Acolhimento da instituição famalicense Mundos de Vida estão disponíveis para dar acolhimento a crianças vindas do Afeganistação.

Essa disponibilidade foi revelada pela instituição, num post colocado na rede social facebook. A Mundos de Vida refere que as famílias, residentes nos distritos de Braga e Porto, estão formadas e aptas para receber as crianças, recordando que o programa de acolhimento, levado a cabo pela instituição de Lousado, já recebeu mais de 170 crianças.

Esta vontade em acolher jovens afegãs já foi comunicada à Segurança Social, esclarece a Mundos de Vida.

Fundação Portuguesa do Pulmão diz que é prematuro abandonar a máscara

“Apesar dos indiscutíveis avanços que temos registado no combate à presente pandemia, sobretudo na sequência do sucesso da campanha de vacinação, a respetiva situação epidemiológica aconselha que se deva manter um robusto nível de medidas preventivas”, defende a instituição em comunicado enviado à agência Lusa.

A fundação sustenta que a variante Delta, com uma capacidade de contágio 60% superior à anterior, e o conhecimento de que a vacina não tem eficácia suficiente para impedir totalmente, quer a infeção, quer a transmissão do vírus, justificam medidas acrescidas.

A instituição destaca também como fatores “não tranquilizadores” a elevada incidência de casos (310 por 100.000 habitantes, com uma média de 2.317 novos casos diários na última semana), um nível elevado de casos ativos (45.542) e um nível de mortalidade “ainda muito expressivo” (média diária de 11 óbitos na última semana), a par dos níveis de hospitalização, quer em enfermaria, quer em cuidados intensivos (733 e 151, respetivamente).

“É prematuro considerar o fim da obrigatoriedade do uso da máscara de proteção respiratória nos espaços públicos exteriores sempre que a distância social de segurança não esteja garantida. No mesmo sentido é nossa opinião que o uso de máscara deverá continuar a ser obrigatória em todos os espaços públicos interiores”, defende a Fundação Portuguesa do Pulmão.

“A decisão de liberalizar o uso de máscara só deve ser considerada quando sairmos da quarta onda epidémica, quando tivermos uma maior percentagem da população totalmente vacinada (a tão almejada imunidade de grupo) e os marcadores epidemiológicos da infeção pelo SARS-Cov-2 evidenciarem um mais seguro controlo da pandemia”, acrescenta.

A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou no dia 19 que a decisão sobre o uso de máscara na rua é uma competência da Assembleia da República.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu na semana passada o fim do uso obrigatório da máscara só em meados de setembro e apelou aos jovens para se vacinarem contra a covid-19 antes do início do ano letivo.

A covid-19 provocou pelo menos 4.472.486 mortes em todo o mundo, entre mais de 214,5 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.711 pessoas e foram contabilizados 1.033.165 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

PSP e GNR detiveram 361 pessoas que deviam estar em confinamento

O Jornal de Notícias revelou, este domingo, o número de detenções por violação do confinamento obrigatório durante o período de pandemia.

Desde março do ano passado e agosto deste ano, PSP e GNR procederam à detenção de 361 pessoas que não cumpriram o confinamento obrigatório.

Estas pessoas deviam estar em casa por terem testado positivo à Covid-19 ou por terem contactado com um infetado.

Ainda segundo o JN, a maior parte das detenções aconteceu na sequência de denúncias de populares.

Famalicão: Concerto de Tatanka anima final de tarde no Parque de Devesa

O fim-de-semana em que cessa o Anima-Te fica marcado pelo concerto de Pedro Taborda, mais conhecido como Tatanka (19h00).

Desde cedo que o artista demonstrou talento para a guitarra, tendo realizado o seu primeiro concerto aos 10 anos. Apesar deste início promissor, aos 12 anos abandonou os estudos musicais, e apenas os retomou já no ensino secundário, quando, em conjunto com alguns colegas, formou a banda Malta Rude.

Em 2010, juntou-se à banda Speak Easy, de Ciro Cruz, na qual se assumiu, pela primeira vez, no papel de vocalista. É nesta altura que se junta Miguel Cassais e a banda The Black Mamba surge. Os The Black Mamba deram-se a conhecer em 2011, tendo realizado, no seu primeiro ano, cerca de 260 concertos. Em 2012, gravaram o seu primeiro disco, homónimo. Seguiram-se convites para atuar no Rock in Rio e em diversas salas de espetáculos americanas.

Em 2014, lançaram o disco «Dirty Little Brother», um trabalho que contou com a participação de Áurea e António Zambujo. Já no ano de 2019, Tatanka criou a sua própria editora «La Resistance» e lançou o disco a solo, «Pouco Barulho», e um outro com os The Black Mamba, «The Mamba King». No próximo dia 29 de agosto, Tatanka apresenta-se no Parque da Devesa a solo, num concerto que será precedido pela atuação de Renata Braga.

Recorde-se que os espetáculos inseridos no palco do Anima-te, instalado no Parque da Devesa, ao ar livre, junto ao lago, têm entrada gratuita, com levantamento obrigatório de ingresso no local do evento no período das 2 horas que antecede o espetáculo. Cada pessoa poderá levantar até 6 ingressos. O recinto está preparado para receber cerca de 882 pessoas com todas as condições de segurança.

 

Infeções em idosos e pressão hospitalar podem aumentar nas próximas semanas

A pandemia da covid-19 regista uma “elevada intensidade” em Portugal, com as autoridades de saúde a alertarem esta sexta-feira para uma “tendência crescente” de casos de infeção nos mais jovens e nos idosos nas próximas semanas.

“A análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de infeção por SARS-CoV-2 de elevada intensidade, com tendência estável a nível nacional, mas com provável tendência crescente na região Centro, nos grupos etários dos 10 aos 29 anos e acima dos 65 anos de idade”, indica o relatório das “linhas vermelhas” da pandemia da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Segundo o documento, a manter-se o atual quadro da pandemia no país, a “atividade epidémica na população sénior e a pressão nos serviços de saúde poderão aumentar nas próximas semanas”.

Os dados divulgados esta sexta-feira indicam que o número de infeções nos últimos 14 dias foi de 315 casos por 100 mil habitantes, com tendência estável a nível nacional.

No grupo das pessoas com 65 ou mais anos, o número de novos casos foi de 124 casos, com tendência estável a crescente a nível nacional, mas ainda assim inferior ao limiar definido de 240 infeções por 100 mil pessoas.

No que respeita ao Serviço Nacional de Saúde, o relatório refere que estavam internadas na quarta-feira 150 pessoas em unidades de cuidados intensivos (UCI) em Portugal continental, o que corresponde a 59% do valor crítico definido de 255 camas ocupadas, quando na semana anterior estava nos 55%.

Perante os indicadores da pandemia, a DGS e o INSA admitem que a pressão sobre os serviços de saúde, que apresenta uma tendência estável a crescente, poderá “aumentar nas próximas semanas”.

O maior número de doentes de covid-19 internados em UCI corresponde ao grupo etário dos 60 aos 79 anos, com 66 pessoas.

A proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 4,4% – na semana anterior tinha sido de 4,0% – encontrando-se acima do limiar definido de 4,0%, adianta ainda o relatório, que avança que se registou uma diminuição do número de testes, com 369.637 despistes realizados nos últimos sete dias, menos 32.721 do que na semana anterior.

“Nos últimos sete dias, pelo menos 95% dos casos de infeção por SARS-CoV-2 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação e, no mesmo período, foram rastreados e isolados, quando necessário, todos os contactos em 81% dos casos”, indicam as autoridades de saúde.

O relatório refere ainda que a mortalidade específica por covid-19 se situou nos 15,4 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes, o que corresponde a um decréscimo de 15% relativamente à semana anterior.

“Este valor é superior ao limiar de 10 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC). Este indicador apresenta uma tendência estável e é provável que assim se mantenha ou comece a diminuir se a incidência na população se mantiver estável a decrescente”, salientam as “linhas vermelhas” da pandemia.

A covid-19 provocou pelo menos 4.472.486 mortes em todo o mundo, entre mais de 214,5 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.689 pessoas e foram contabilizados 1.028.421 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.