Famalicão elogiado pelo desenvolvimento do turismo industrial

O presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, acredita que o turismo industrial tem enorme potencial e pode ajudar o setor do turismo a reerguer-se após a pandemia. Neste contexto, elogiou a oferta famalicense, no âmbito da marca “Famalicão Cidade Têxtil”, produto complementado com o enoturismo e com os produtos locais do Made In “Famalicão – Produto que é Nosso”.

Luís Martins falava no “Webinar: Turismo industrial: Partilha de boas Práticas – Desafios e Oportunidades”, que decorreu na passada sexta-feira e contou ainda com a intervenção da Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

O presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal apontou Vila Nova de Famalicão como exemplo de um município onde se desenvolve o Turismo Industrial assente numa estratégia diferenciadora, que privilegia experiências autênticas e descobertas originais.

Mas não é só Famalicão, o responsável acredita que todo o Norte de Portugal tem «um enorme potencial para se afirmar como destino por excelência do turismo industrial, contribuindo para o seu prestígio e notoriedade. Estamos a trabalhar em rede, a nível nacional, em estreita ligação com o Turismo de Portugal, e também a nível regional de forma muito próxima e com o envolvimento direto e ativo dos municípios e parceiros, para edificarmos e consolidarmos um produto devidamente estruturado com o contributo de todos», afirmou.

Quem também participou no webinar foi o vereador do Turismo de Famalicão. Augusto Lima destacou o papel ativo e imprescindível de cada um dos agentes que integra o Roteiro Famalicão Turismo Industrial. Na altura afirmou que «a Câmara Municipal é um facilitador neste processo de estruturação de produto, com um importante papel na animação da rede e promoção do produto». O vereador referiu que esta rota integra áreas onde há um enorme potencial turístico para ser conhecido e visitado e sublinhou que sendo Famalicão sendo uma verdadeira referência a nível industrial, detentora da marca Cidade Têxtil, tem todas as condições para fazer desta nova aposta um projeto de grande sucesso turístico.

Refira-se que o Turismo de Portugal, IP., lançou, em janeiro, o Grupo Dinamizador da Rede Nacional de Turismo Industrial. O Município de Vila Nova de Famalicão faz parte deste Grupo Dinamizador, a par de mais cinco Municípios, atendendo ao trabalho que tem vindo a realizar no âmbito do produto Turismo Industrial e por ter sido reconhecido com o Prémio ALA+T.

 

Famalicão: PSP encerra snack-bar com clientes a consumir no interior

A Polícia de Segurança Pública procedeu, este sábado, ao encerramento de um café snack-bar, na freguesia de Antes, em Vila Nova de Famalicão, que estava a funcionar à revelia da lei.

Tudo aconteceu ao final da manhã quando, as autoridades se deslocaram a este estabelecimento comercial e deparam-se com clientes a consumirem no seu interior.

Esta situação levou ao encerramento imediato daquele café snack-bar, e à identificação do responsável pelo espaço e dos respetivos clientes. Entretanto foram levantados autos de contraordenação sobre os infratores.

Esta ação da PSP decorre das atuais medidas restritivas decretadas pelo governo no âmbito do estado de emergência, imposto devido à pandemia de Covid-19.

Famalicão: Hortas Urbanas mudam de local e abrem novo corredor verde na cidade

O CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, um instituto de inovação e investigação de importância estratégica nacional, vai ter instalações próprias e definitivas, a construir pelo CITEVE, com o prolongamento do seu edifício que se estenderá até às atuais hortas urbanas do Parque da Devesa que vão para um novo espaço.

Será junto à Avenida dos Descobrimentos, no leito do rio Pelhe, perto do Hospital de Dia da Trofa e ao campo da Feira de Famalicão. Vai ocupar uma área total superior a 21 mil metros quadrados (as atuais estavam numa zona com 11,7 mil metros quadrados) que inclui a criação de uma zona pedonal ribeirinha de utilização pública, entre a Av. Rebelo Mesquita e a Av. dos Descobrimentos.

Este prolongamento do canal verde da cidade para sul, através da valorização do Pelhe, assume o Município, dá sequência à intervenção que está a ser feita na Praça Mouzinho de Albuquerque onde está em curso uma obra de reabilitação urbana que prevê aí também a valorização da margem ribeirinha.

Numa carta dirigida esta segunda-feira aos hortelãos, Paulo Cunha informa-os individualmente do facto da autarquia não poder ficar insensível «à necessidade de expansão de instituições como o CITEVE e o CeNTI, que muito contribuem para a nossa dinâmica concelhia, responsáveis pelo sucesso de muitos projetos têxteis e diretamente relacionados com a criação de emprego na nossa comunidade». Pede, por isso, «compreensão, deixando-lhes a garantia de que todos quantos têm o seu talhão terão direito assegurado a novo talhão em idênticas condições ao atual» e que «os serviços municipais prestarão toda a ajuda necessária para que se proceda à deslocação de construções e à rápida instalação no novo espaço», esclarece o presidente da Câmara Municipal.

A Câmara Municipal garantiu a execução do projeto – expansão do CITEVE e CeNTI – ao aceitar reverter uma área de cerca de 9 mil metros quadrados, de que tinha direito de superfície por um período de 51 anos, mas que são propriedade do CITEVE. Esta área de terreno que vai ser devolvida ao proprietário – corresponde à instalação das hortas urbanas – faz parte de uma área total de cerca de 51 mil metros quadrados que são do CITEVE e que são parte integrante do Parque da Devesa pelo mesmo contrato de cedência feita ao município em 2009 e que agora, ao abrigo deste novo acordo, vai ser prolongado para um período de 100 anos, «ficando assim salvaguardada para as próximas gerações de famalicenses a existência do Parque da Devesa tal como é hoje», garante a Câmara Municipal em comunicado.

 

Refira-se que a intervenção a desenvolver pelo CITEVE não implica qualquer alteração ao Plano de Urbanização aprovado pela autarquia para a área em 2012.

 

Salazar Coimbra afirma que a mulher e a filha são voluntárias no Hospital Narciso Ferreira

Em comunicado enviado à Agência Lusa, o administrador do Hospital Narciso Ferreira, em Riba de Ave, afirmou que a mulher e a filha foram vacinadas porque são voluntárias no combate à pandemia de covid-19.

«Não existe, assim, qualquer fraude no processo de vacinação. Aliás, sempre se diga que outros familiares de outros trabalhadores que colaboram com a instituição foram igualmente vacinados», adianta no comunicado.

Salazar Coimbra acrescenta que ele próprio foi vacinado porque é diretor clínico do hospital, propriedade da Santa Casa da Misericórdia local.

No comunicado, o médico esclarece que a mulher se ofereceu para participar no auxílio a doentes covid-19 que se encontram no Hospital Narciso Ferreira. «Iniciará esta colaboração logo que a vacina produza o efeito», anuncia.

Realça que o processo gozou de total transparência, razão pela qual, afirma, o nome da mulher foi incluído na lista enviada à ARS – Norte. Quanto ao facto de lhe ser atribuída a profissão de médica, Salazar Coimbra admite o erro, mas que atribui a um lapso dos serviços administrativos, motivado por desconhecimento.

Em relação à filha, Salazar Coimbra refere que foi vacinada porque é médica e que também se disponibilizou «de forma altruísta» para integrar a unidade de doentes covid-19 «em virtude da extrema necessidade de profissionais capazes de permitir uma resposta urgente ao elevado número de doentes na unidade». Esta segunda-feira, o Hospital tinha 72 internados.

Ainda na nota à Agência Lusa, o responsável adianta que o hospital «tinha e tem necessidade de profissionais que cubram todas as carências no atual cenário pandémico, motivo pelo qual aceitou a disponibilidade da profissional em causa, integrando-a no quadro de médicos para a unidade covid-19 na linha da frente».

Na lista dos vacinados a meados de janeiro constavam também outros trabalhadores que não clínicos, como um motorista e o porteiro. Salazar Coimbra refere que estão incluídos na lista de trabalhadores das alas de tratamento covid e «encontrando-se nas prioridades indicadas pelo Ministério da Saúde».

O administrador acrescenta ainda que todos os enfermeiros da ala covid, urgência, gastroenterologia, anestesia, pneumologia, otorrino e bloco operatório foram vacinados. E que «apenas os enfermeiros que prestam serviço nos cuidados continuados não foram vacinados logo de imediato, em resultado de um surto de que foram alvo. Na semana passada foram também estes todos vacinados. Em suma, estão todos os enfermeiros vacinados», garante.

ARS Norte mandou investigar

Contactada pela Lusa, a Administração Regional de Saúde do Norte adiantou que o Grupo de Trabalho para a vacinação covid-19 incumbiu a Inspeção-Geral de Atividades em Saúde (IGAS) de averiguar todo o processo de vacinação e a forma como está a decorrer, «no sentido de apurar da existência, ou não, de eventuais inconformidades».

«Pela informação de que dispomos, esse trabalho já está a decorrer, motivo pelo qual, até à conclusão do mesmo, não nos vamos pronunciar», disse ainda a ARS Norte.