Gaia: Continente vendeu máscaras a 150 euros, fonte da Sonae admite erro e promete devolver dinheiro

A informação de que o Continente do Gaia Shopping estava a vender caixas de máscaras as 150€ foi divulgada nas redes sociais no dia de ontem.

A situação acabou por ser confirmada ao Observador, por parte de fonte da Sonae.

Para evitar furtos, as embalagens de luvas estavam fechadas em caixas com alarme, tipicamente usadas para aparelhos eletrónicos de grande valor.

Fonte oficial da empresa “admite que o preço do fornecimento é elevado” e que esse fator motivou a “retirada imediata do produto das lojas”, embora não tenha esclarecido quanto tempo esteve à venda, ou em que lojas — além do Gaiashopping —, e quantas unidades foram vendidas.

A mesma fonte garante que o Continente vai procurar devolver o dinheiro a todos aqueles que compraram o produto.

Primeiro famalicense infetado esteve, antes do teste positivo, na Feira Anual da Trofa

A primeira pessoa infetada com coronavírus em Famalicão esteve, dias antes do teste positivo, na feira anual da Trofa, certame que decorreu no último fim de semana, na presença de milhares de pessoas.

A situação foi revelada por um homem, residente na freguesia de Gondifelos, que decidiu partilhar a informação assim que percebeu que, o indivíduo com quem esteve naquela feira, era o primeiro infetado com covid-19.

A Cidade Hoje não conseguiu apurar o dia em que os indivíduos estiveram juntos, no entanto, sabe que o denunciante, com receio de ser portador do coronavírus, tomou medidas preventivas. Isolou-se e entrou em contacto com a linha SNS24; terá pedido um teste que deu negativo.

Vídeo: Presidente da Junta de Freguesia de Brufe falou sobre estado de saúde do primeiro infetado com Covid-19 no concelho

Ao Notícias da Trofa, o organizador do evento disse não ter conhecimento da situação. Garantiu “encetar todos os contactos devidos com as autoridades de saúde, incluindo a Direção Geral de Saúde”.

Coronavírus: Empresa de famalicense disponibiliza-se para ajudar seniores e vai por eles às compras

Um jovem empreendedor famalicense decidiu, nestes tempos difíceis onde se tenta travar a propagação do Covid-19, colocar a sua empresa à disposição dos mais vulneráveis ao vírus.

Assim, e durante os próximos dias, a Bite My Lunch está disponível para ir às superfícies comerciais e fazer as compras de todos aqueles que, por esta altura, possam não ter possibilidade de sair de casa.

A ajuda tornou-se viral nas redes socais, contando este desafio com mais de duas mil partilhas no facebook.

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Coronavírus: Pingo Doce passa a fechar às 19:00

“Na sequência da ativação do estado de alerta em Portugal motivada pelo evoluir da pandemia Covid-19, o grupo Jerónimo Martins decidiu implementar medidas extraordinárias por tempo indefinido, a aplicar nos seus escritórios centrais, e nas lojas e centros de distribuição em todo o país”, afirmou Pedro Soares dos Santos.

Assim, “a partir da próxima segunda-feira, 16 de março, as lojas do grupo Jerónimo Martins em Portugal (Pingo Doce, Recheio, Bem-Estar, Hussel e Jerónymos) vão passar a ter um horário de funcionamento reduzido e metade dos colaboradores dos escritórios centrais passarão a trabalhar a partir de casa, de forma rotativa”, explicou.

“Os horários das lojas variam em função da cadeia e também das localizações, podendo ser consultados nos respetivos ‘sites'”, adiantou o gestor.

“As lojas Pingo Doce fecharão no máximo às 19:00 e as lojas Recheio às 16:00”, disse Pedro Soares dos Santos.
“Desta forma, contribui-se, por um lado, para a contenção da propagação da doença e, por outro lado, garante-se que existe sempre, em cada unidade ou área, uma equipa pronta a avançar caso se tenha de isolar outra equipa”, salientou o presidente do grupo Jerónimo Martins.

“Em tempos de crise, o abastecimento alimentar assume uma importância estratégica, pelo que o objetivo passa por manter em funcionamento a cadeia logística, assegurar a disponibilidade de produtos nas lojas e reduzir o risco para colaboradores e clientes”, referiu Pedro Soares dos Santos, apontando que “o grupo está permanentemente a avaliar a evolução da situação e a introduzir os ajustamentos que, a cada momento, forem necessários”.

Esta semana, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a doença Covid-19 como uma pandemia e na quinta-feira à noite o Governo português declarou estado de alerta.

Esta madrugada, o Governo anunciou novas medidas para conter a propagação do Covid-19, nomeadamente o encerramento temporário das escolas, o que vai obrigar muitos trabalhadores a ficarem em casa com os filhos.
As pessoas nesta situação receberão 66% da sua remuneração, que será paga pelo seu empregador e pela Segurança Social.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 5.000 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a doença como pandemia.
O número de infetados ultrapassou as 134 mil pessoas, com casos registados em mais de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.

Chefe Renato Cunha fecha Ferrugem e desafia colegas a fazerem o mesmo

O Restaurante Ferrugem, na Portela, vai fechar preventivamente e o Chefe Renato Cunha desafia os colegas cozinheiros a adoptarem a mesma atitude.

Face à pandemia global do coronavírus, declarada pela OMS, e após reunião com toda a equipa, Renato Cunha decidiu o encerramento temporário do Ferrugem até ao dia 23 de março. Em texto publicado no Facebook, o chefe assume esta decisão como voluntária, unilateral e de carácter preventivo, «num momento em que se impõe uma consciência coletiva e de grande responsabilidade social».

Renato Cunha reconhece o momento difícil que se vive e escreve que, «apesar do Governo Português não ter demonstrado ontem essa coragem, espero, muito sinceramente, que os meus colegas cozinheiros e/ou restauradores, adotem a mesma decisão, determinando o encerramento coletivo de todos os espaços de restauração e bebidas em Portugal. É hora de agir», pede Renato Cunha, responsável de um dos restaurantes de referência no contexto nacional.

Depois, finaliza, «cuidaremos das feridas emocionais e económicas e encontraremos uma estratégia concertada para a recuperação do setor em Portugal».