Augusto Canário apresenta candidatura de canto ao desafio a património da Humanidade

O processo de candidatura à Unesco do canto ao desafio e do repentismo português a Património Cultural Imaterial da Humanidade vai ser iniciado em outubro, em Viana do Castelo, disse hoje o promotor do projeto.

Em declarações à agência Lusa, o intérprete de música tradicional portuguesa e cantador ao desafio Augusto Oliveira Gonçalves explicou que “o projeto vai começar a dar os primeiros passos no primeiro encontro de cantadores ao desafio e repentistas portugueses, que vai decorrer dias 20 e 21 de outubro, no teatro municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo”.

“O objetivo é juntar todas as formas de canto de improviso existentes em Portugal, com vista à criação de uma associação nacional que congregue todo este conhecimento para que, dentro de dois a três anos, possa ser formalizada uma candidatura do canto ao desafio e do repentismo português a Património Imaterial da Unesco”, afirmou.

Augusto de Oliveira Gonçalves, conhecido como Augusto Canário, de 58 anos, é natural de Vila Nova de Anha, freguesia da margem esquerda do rio Lima, em Viana o Castelo.

Em janeiro de 2017 foi distinguido pela autarquia da capital do Alto Minho com a medalha de cidadão de mérito, durante as comemorações do 169.º aniversário de elevação de Viana a cidade.

Além de cantador ao desafio, à desgarrada, tocador de concertina e intérprete de música tradicional Augusto Canário é, há 35 anos, animador sociocultural na delegação de Viana do Castelo da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM).

O músico, com o apoio da câmara da capital do Alto Minho, vai juntar, durante dois dias, “cerca de uma centena de cantadores ao desafio, repentistas e músicos portugueses”, num encontro que “tem também uma dimensão internacional garantida pela presença de cantadores da Galiza e do Brasil”.

O cantar ao desafio é uma cantiga popular em que os cantadores vão improvisando, desafiando e respondendo um ao outro, normalmente ao som de concertina. Também conhecida por desgarrada, esta tradição é ainda denominada por cantares ao desafio, cantigas ao desafio ou cantigas à desgarrada.

Segundo Augusto Canário, o encontro marcado para dias 20 e 21 de outubro vai contar com a participação de cantadores ao desafio do Minho, Trás-os-Montes, Douro, Beira Alta, Beira Litoral, Alentejo, Madeira, Açores, poetas repentistas do Ceará, no Brasil e cantadores regueifeiros da Galiza.

“Viana do Castelo, com o apoio da câmara municipal, vai iniciar um projeto nacional que, nos anos seguintes, irá disseminar-se por outras regiões do país, chamando outros grupos da Galiza e partilhando o repentismo com grupos de outros países”, destacou.

Além de espetáculos de cantares ao desafio, o programa do encontro inclui ainda a realização das jornadas “Cantar ao Desafio-Repentismo em Portugal”, que contarão com a participação “de especialistas nesta forma de expressão artística”.

Augusto Canário conta com mais de 35 anos dedicados à música tradicional e popular, através da participação em vários grupos e projetos musicais, dos quais se destaca o grupo Cantares do Minho, de que foi um dos fundadores.

Foi congregando outros tocadores e cantadores que o acompanham nas várias atuações ao longo do país e do estrangeiro, tendo atualmente uma banda “Augusto Canário e Amigos”, em que a concertina ocupa um lugar de destaque, bem como o cantar ao desafio (desgarrada).

Mais um golfinho apareceu morto em praia do norte

Foi encontrado em avançado estado de decomposição, o golfinho que deu à costa na praia da Carroagem, no concelho de Esposende. O terceiro animal achado sem vida nas praias do norte, num espaço de apenas uma semana.

De acordo com o Diário do Minho, o animal já tinha sido detetado naquele areal no passado sábado e ainda esta terça-feira permanecia no mesmo local.

Proteção Civil e Polícia Marítima desconheciam o caso até este ser divulgado através da imprensa.

 

Corpo de homem encontrado a boiar no Rio Ave em Pedome

O corpo de um homem foi visto, esta terça-feira, a boiar no rio Ave na Ponte de Serves, em Pedome, Vila Nova de Famalicão.

De acordo com o portal Notícias ao Minuto, o cadáver foi avistado, cerca das 17h00, a partir de uma ponte que faz a ligação entre as freguesias de Pedome e Gondar.

Quando os meios chegaram ao local verificaram que o homem já se encontrava cadáver, não tendo consigo qualquer documento que possa ajudar na sua identificação.

O corpo da vítima já foi retirado da água e as autoridades estão a investigar.

Para o local foram mobilizados os Bombeiros Voluntários de Riba de Ave, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação do INEM e ainda a GNR, num total de 16 operacionais com seis viaturas.

 

Famalicenses vão beneficiar de “Saúde oral para todos”

O município de Vila Nova de Famalicão integra a linha da frente de municípios que vão receber o programa “Saúde Oral para Todos” que vai permitir a disponibilização de consultas de medicina dentária através do Serviço Nacional de Saúde.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, esteve esta terça-feira, em Lisboa, para formalizar a adesão do município ao protocolo promovido pelo Governo, assumindo assim, todos os encargos financeiros com os equipamentos necessários para a criação de um consultório dentário num Centro de Saúde do concelho, através de um investimento municipal que deverá rondar os 50 mil euros. Por sua vez, o Governo compromete-se a realizar as obras necessárias no espaço dedicado às consultas de medicina dentária, assim como assegurar os recursos humanos habilitados (médico dentista e auxiliar técnico), os consumíveis necessários e as adequadas condições de funcionamento do espaço. O gabinete deverá ficar disponível em meados do próximo ano.

“É uma excelente oportunidade para conseguirmos garantir a toda a população o acesso à prestação de cuidados de saúde essenciais e de proximidade” afirma a propósito Paulo Cunha, acrescentando que o investimento do município surge no âmbito das “políticas de apoio social desenvolvidas pela Câmara Municipal, através de uma parceria com a Administração Regional de Saúde do Norte, e irá contribuir para a promoção de uma política efetiva de combate às assimetrias territoriais e sociais”.

O autarca aproveitou a oportunidade para reafirmar a disponibilidade do município para continuar a cooperar com o Governo no que diz respeito aos cuidados de saúde, adiantando que “as autarquias desempenham, ao nível local, um papel preponderante, no âmbito do bem-estar das populações, constituindo-se como uma plataforma naturalmente capaz de congregar os vários domínios de atuação das políticas públicas”.

O protocolo será ratificado numa das próximas reuniões do executivo municipal.

Pizzaria “Porto dos Piratas” firma acordo pioneiro com a Coca Cola

A “Pizzaria Porto dos Piratas”, inaugurada em junho de 2018, na Avenida dos Descobrimentos, em Vila Nova de Famalicão, continua a inovar e a proporcionar aos seus clientes uma experiência gastronómica única.

Na “Pizzaria Porto dos Piratas” os clientes são convidados a provar mais de 40 sabores de pizza (doces e salgadas), num ambiente temático inédito em Portugal.

O mês de setembro marca o arranque de uma nova era para este estabelecimento de restauração. O “Porto dos Piratas” acabou de celebrar um protocolo com uma gigante mundial, a Coca Cola.
Este acordo é único em Portugal e vem mostrar a força que a marca “Porto dos Piratas” já está a ter junto do público que a procura.
O proprietário da pizzaria, Adriano Cavaleiro, não revela o que está planeado para o futuro mas garante que esta parceria vai fazer “muita coisa acontecer”.

Governo compromete-se a aumentar salário mínimo até 600 euros

O ministro do Trabalho disse hoje que o Governo está “sempre aberto” a propostas de atualização do salário mínimo, mas frisou que o único compromisso que pode agora assumir é de que o valor chegará aos 600 euros em 2019.

“Vamos discutir na Concertação Social sem fechar nenhuma porta, mas aquilo que é o compromisso que penso, indiscutivelmente, que é possível assumir de forma clara, se nada de extraordinário acontecer, é aquele que está expresso no programa do Governo”, de 600 euros no próximo ano, disse o ministro Vieira da Silva.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social falava aos jornalistas, na sede da UGT, em Lisboa, à margem de uma conferência sobre negociação coletiva.

Vieira da Silva lembrou ainda que, segundo a lei, cabe ao Governo fixar o valor do salário mínimo, ouvidos os parceiros sociais, e indicou que o processo de discussão na Concertação Social será iniciado em breve.

“O Governo está sempre aberto às propostas que apareçam, mas está principalmente aberto a cumprir aquele que é o seu programa”, reforçou o governante, defendendo que, apesar do crescimento da economia e do emprego, nem todos os setores conseguem suportar facilmente as atualizações dos últimos anos.

“A economia é um todo onde existem setores onde têm sido negociados salários mínimos de 700, 650 euros, acima do salário mínimo nacional, mas há setores onde essa evolução não é fácil”, defendeu o ministro, dando como exemplo o setor dos serviços.

Segundo adiantou, enquanto grande parte do setor exportador tem maior facilidade, há setores “onde o crescimento [do salário mínimo] de 15% dos últimos anos tem exigido um esforço grande às empresas”.

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, reafirmou, por sua vez, que “há margem para ir além dos 600 euros”, defendendo que a proposta de central sindical, de 615 euros para o próximo ano, é “moderada”.

O salário mínimo para os trabalhadores portugueses por comparação com os restantes trabalhadores da Europa, sobretudo da Europa ocidental, é miserável

“O salário mínimo para os trabalhadores portugueses por comparação com os restantes trabalhadores da Europa, sobretudo da Europa ocidental, é miserável”, sublinhou o sindicalista.

O salário mínimo é atualmente de 580 euros brutos.

Além do salário mínimo, o ministro foi questionado sobre quando irá começar a discussão relativa à revisão das reformas antecipadas.

Vieira da Silva lembrou que hoje foi publicada em Diário da República a nova regra para as carreiras muito longas que permite a reforma sem cortes para quem começou a trabalhar aos 16 anos de idade ou antes com 46 anos de contribuições, mas não adiantou quando irá começar a discussão do próximo ponto do processo, um tema exigido pelos partidos à esquerda do PS.

A abertura para alterar o regime de flexibilidade da reforma “existe”, mas “tem de ser amplamente negociada”, afirmou o governante.

“Estamos num momento do mercado de trabalho diferente do que estávamos há três anos. Nós hoje defrontamo-nos com um mercado de trabalho com escassez de mão de obra em quase todos os setores da economia”, disse ainda.

O ministro acrescentou que neste momento há “dificuldade em encontrar mão de obra disponível” em algumas atividades e que, por isso, a revisão das reformas antecipadas deve ser vista com “maior prudência”, embora se confirme “que é um objetivo para se cumprir”.

O debate não tem data precisa, uma vez que o momento é “marcado pelo debate do Orçamento”, disse adiantando estar certo de que “será completado até ao final da legislatura”.

Sobre a contratação de 100 precários para o Instituto da Segurança Social, criticada pelos sindicatos, Vieira da Silva explicou tratar-se de uma situação “excecional” devido a estar a decorrer ainda o recrutamento de trabalhadores para o organismo que perdeu cerca de 30% de funcionários nos últimos anos, sobretudo no Centro Nacional de Pensões.