Entra hoje em vigor a lei que proíbe o abate de animais nos canis municipais

A lei que proíbe o abate de animais como medida de controlo da população entra hoje em vigor no continente, mas os responsáveis veterinários afirmam que o problema dos animais abandonados vai aumentar.

O Bastonário dos Médicos Veterinários, Jorge Cid, mostrou-se “preocupado e apreensivo” relativamente à falta de ação dos municípios para se adaptarem à proibição de abate de animais.

“Vejo com alguma preocupação, apreensão e alguma tristeza que não haja nenhuma evolução nesta matéria e não se esteja a querer estudar o assunto de base que é o que me parece que vai resolver o problema”, afirmou o bastonário em declarações à agência Lusa.

O bastonário dos veterinários reforçou que só o combate ao abandono dos animais poderá ajudar a resolver o problema do número de animais nos canis e nas ruas, que as famílias portuguesas não têm capacidade de adotar.

“Parece-me que o caminho é precisamente o combate ao abandono e realmente criar condições para que as pessoas não abandonem os animais e estudar este problema a fundo, aí é que acho que devia incidir o esforço”, frisou.

Em vigor desde 23 de setembro de 2016, a lei que aprova medidas para a criação de uma rede de centros de recolha oficial de animais e estabelece a proibição do abate de animais errantes como forma de controlo da população estabelecia um período transitório de dois anos para adaptação, que termina hoje.

Também Ricardo Lobo, membro da direção da Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios (ANVETEM), afirma que o problema dos animais errantes é um “problema de educação”.

“O problema dos animais errantes tem que se resolver com tempo, é um problema basicamente de educação das pessoas e o que temos de baixar é este número perfeitamente absurdo de animais que nos chegam aos Centros de Recolha Oficial (CRO). Baixando este número de animais que nos chega aos Centros de Recolha Oficial obviamente que deixamos de abater animais”, disse.

A partir de hoje é proibido o “abate de animais em centros de recolha oficial de animais por motivos de sobrepopulação, de sobrelotação, de incapacidade económica ou outra que impeça a normal detenção pelo seu detentor”.

De acordo com a lei, os animais acolhidos pelos Centros de Recolha Oficial que não sejam reclamados pelos seus donos no prazo de 15 dias, a contar da data da sua recolha, são “considerados abandonados e são obrigatoriamente esterilizados e encaminhados para adoção”.

O diploma prevê também a “integração de preocupações com o bem-estar animal no âmbito da Educação Ambiental, desde o 1.º Ciclo do Ensino Básico” e a dinamização anual de “campanhas de sensibilização para o respeito e a proteção dos animais e contra o abandono”.

A Região Autónoma da Madeira deixou de abater animais nos canis municipais em 2016 depois de aprovar a proibição do abate de animais de companhia e errantes e definiu um programa de esterilização, em sessão plenária no parlamento insular em 04 de fevereiro de 2016, que entrou em vigor 30 dias depois.

Já os municípios da Região Autónoma dos Açores têm até 2022 para se prepararem para o fim do abate de animais nos canis municipais apesar de haver já alguns municípios a tentar antecipar o fim do abate.

Jovem de Joane em “estado crítico e com prognóstico muito reservado”

Continua internato no hospital de Braga o jovem de 24 anos envolvido num acidente de viação, na tarde deste sábado, em plena N206, na vila de Joane.

A vítima, natural daquela via, conduzia uma moto quando terá chocado com um carro onde seguiam duas mulheres, também elas feridas neste acidente embora com menos gravidade.

Devido aos ferimentos, o condutor da mota teve que ser transportado de urgência pelos Bombeiros Voluntários Famalicenses para o Hospital de Braga. Segundo fonte próxima, o jovem mantém-se em “estado crítico e com prognóstico muito reservado”.

Francês capotou e destruiu Jaguar que conduzia na N206

Um homem de 50 anos ficou com ferimentos considerados ligeiros, na sequência de um acidente de viação registado na última madrugada, na N206, em Negreiros, Barcelos, na chamada Reta da terra Negra.

De acordo com populares, o Jaguar SType terá entrado em despiste e capotou, o condutor conseguiu sair da viatura sem grandes ferimentos apesar desta ter ficado totalmente destruída.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Viatodos, a Delegação da Cruz Vermelha de Macieira de Rates e o Destacamento de Trânsito do Comando da GNR de Braga.

Jovem de Joane em estado grave depois de acidente de mota

Um jovem de 24 anos, natural da vila de Joane, está em estado grave na sequência de um acidente de moto, na tarde deste sábado.

Ao que a Cidade Hoje conseguiu apurar, a vítima conduzia uma mota na N206 quando embateu num carro que seguia na mesma via. As duas ocupantes desse veículo, com 28 e 25 anos, também ficaram com ferimentos na sequência do choque.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários Famalicenses, acompanhados pela VMER da unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave.

O jovem, devido aos ferimentos graves, teve que ser transportado de urgência para uma unidade hospitalar de Braga.

Famalicão vai ter dois postos de carregamento de veículos elétricos no centro da cidade

Vila Nova de Famalicão vai ganhar em breve os dois primeiros postos públicos de carregamento de veículos elétricos. A celebração do protocolo entre a autarquia famalicense e a Mobiletric, um dos principais operadores de pontos de carregamento da rede pública em Portugal (rede Mobi.e), foi aprovada na reunião de câmara desta quinta-feira, 20 de setembro.

Os dois postos, um de carregamento normal (semi-rápido) de baterias e outro de carregamento rápido, vão ser instalados na Rua Luís Barroso, no centro da cidade.

Uma ferramenta “útil” para os detentores deste tipo de veículos e que o autarca Paulo Cunha espera que seja também “um sinal de estímulo para que a questão da mobilidade elétrica seja objeto de reflexão por parte da comunidade”.

“Como é que podemos estimular uma pessoa a usar um automóvel elétrico se depois não tem onde o carregar? Não é suficiente dizermos às pessoas para contribuírem para a descarbonização, para a diminuição da pegada ecológica e para a implementação de meios de transporte suaves, se não lhes dermos condições para o fazerem”, disse.

Paulo Cunha manifestou ainda a vontade do executivo municipal de ir mais longe e de instalar mais infraestruturas deste género noutros pontos do concelho.

“Não nos passa pela cabeça que isto seja suficiente para o que queremos para o futuro. Isto é o princípio daquilo que é uma intervenção ao nível da criação de condições para que os veículos elétricos possam percorrer as ruas de Famalicão”.