O Centro Social e Cultural de São Pedro de Bairro, em Vila Nova de Famalicão apresentou esta quarta feira na Casa do Território, no Parque da Devesa, o primeiro Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental. O CAFAP é um serviço de apoio especializado às famílias com crianças e jovens, vocacionado para a prevenção e reparação de situações de risco psicossocial mediante o desenvolvimento de competências parentais, pessoais e sociais das famílias. O propósito é o acompanhamento de 80 famílias e suas crianças/jovens em situação de perigo, ao nível de apoio familiar e aconselhamento parental, oriundas das 49 freguesias do concelho de Vila Nova de Famalicão. Preservação Familiar e Ponto de Encontro Familiar são as duas modalidades de intervenção. A nova resposta social do Centro Social e Cultural de São Pedro de Bairro conta com o apoio da Câmara Municipal de Famalicão e da Segurança Social.
Cidade Hoje apoia o projecto “Territórios Dramáticos”
No mês em que se celebra o Dia Mundial do Teatro (27 de março), a Câmara Municipal de Famalicão e o Teatro Didascália apresentaram esta quinta feira o projecto “Territórios Dramáticos”, um encontro que visa refletir sobre um território que tem uma forte ligação a esta arte, desde a década de 70, através da Associação Teatro Construção. A partir desta mostra, pretende-se segundo Bruno Martins, diretor artístico do Teatro Didascália dar a conhecer novos e inovadores projectos enraizados noutros territórios. Leonel Rocha, vereador da Educação na Câmara de Famalicão, vê a iniciativa como um factor de desenvolvimento, conhecimento e educação ao serviço dos famalicenses. De 17 a 26 de março, no Centro Cultural da Juventude de Joane e no Joannem Auditorium (antiga sede da junta) são exibidas várias peças de teatro, filmes e conversas entre artistas e o público.
FAMALICÃO QUER CRIAR “ROTAS ARQUEOLÓGICAS”
A Câmara de Famalicão quer criar rotas turísticas “em torno” do património arqueológico do concelho, pelo que a classificação do Conjunto Arqueológico das Eiras assume «grande importância» para os objetivos da autarquia, disse o presidente. Em declarações à Lusa, a propósito da abertura do procedimento para classificação do Conjunto Arqueológico das Eiras, o presidente da Câmara, Paulo Cunha, apontou como prioridade da autarquia «preservar a possibilidade» de no futuro de estudar as «referências históricas» do território. «Não escondemos a ambição de criarmos rotas turísticas em torno do nosso património arqueológico. Achamos que a criação dessas rotas são, por ventura, a melhor forma de proteger o património porque, quanto mais visitável e visitado for, mais ajuda a sua proteção», referiu Paulo Cunha. O objetivo da autarquia esclareceu, não passa por «fechar a arqueologia em baús» mas sim abrir o património arqueológico.
FAMALICÃO É O CORAÇÃO DO CLUSTER TÊXTIL DE PORTUGAL
O Cluster Têxtil Tecnologia e Moda, foi reconhecido na quinta feira como um dos vinte clusters nacionais de competitividade, iniciativa do programa Interface. O CITEVE – Centro Tecnológico Têxtil e do Vestuário de Portugal, é a entidade pivô do Cluster Têxtil Tecnologia e Moda e conta com a cooperação institucional da Câmara Municipal, assim solidificando uma relação de parceria que se estende no tempo e em diversas vertentes, mas cujo objetivo assenta na promoção da competitividade e da inovação e no crescimento económico do concelho. O Cluster Têxtil Tecnologia e Moda reúne cerca de seis dezenas de empresas e entidades e assenta na promoção do desenvolvimento integrado e sustentável do agregado económico envolvendo têxteis, vestuário e têxteis de aplicação técnica. O programa Interface visa intensificar as ligações entre empresas, universidades, politécnicos e centros tecnológicos, promovendo maior e melhor aproximação entre conhecimento científico e a competitividade e inovação empresarial. Para este programa, durante os próximos seis anos, o Governo tem prevista uma dotação de 1,4 milhões de euros, entre fundos europeus e linhas de crédito.
ANTIGA CEGONHEIRA VAI SER TRANSFORMADA EM CAMPUS ESCOLAR
A Câmara Municipal de Famalicão e a Artave – Escola Profissional Artística do Vale do Ave, preparam-se para comprar o edifício da antiga Cegonheira, localizado no centro da cidade, junto às escolas D.Sancho I, Júlio Brandão e Camilo Castelo Branco.
O assunto foi levado esta quinta-feira a reunião de Câmara mas não chegou a ser aprovado a pedido do Partido Socialista que pretende reavaliar o projeto. O objetivo é fazer com que aquele espaço seja um Campus Escolar e sirva os alunos de instituições de ensino profissional.
Paulo Cunha quer partilha de competências para dinamizar a economia
“Gestão partilhada”, “processos de codecisão”, “coabitação de competências”. De acordo com Paulo Cunha estas seriam expressões-chave no léxico de uma descentralização de competências do poder central para os municípios no domínio da dinamização económica que traria bons resultados. Opinião expressa na quarta feira pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão na conferência “Crescimento económico: vantagens comparativas de Portugal. Uma visão estratégica”, promovida pelo Círculo de Cultura Famalicense, entidade proprietária do Jornal Cidade Hoje e da Rádio Cidade Hoje. “Muito mais do que as câmaras municipais poderem ter mais competências nessa matéria, devia haver maior proximidade, estreitamento e partilha de competências entre as câmaras municipais e outras instâncias, como o IAPMEI, a AICEP, a ANI e o Ministério da Economia. O processo seria muito mais simples para as empresas”, justificou o edil famalicense. E exemplo dado, já clássico, é o do licenciamento industrial. O objetivo é ultrapassar a morosidade processual e burocrática que ainda se verifica e que é “absolutamente desnecessária”. Paulo Cunha, contudo, ressalva: “Não quero que as câmaras municipais absorvam os poderes destas entidades. O que eu quero é que se criem estruturas de gestão partilhada, estruturas de coabitação de competências, em que as diferentes entidades fazem parte do mesmo processo de decisão, tal como já acontece ao nível do PDM e da proteção civil.”
Argumento a favor da implementação desta ideia é a inexistência de aumento de despesa. “Porventura pode significar a quebra de alguns poderes instalados, mas como isso todos nós podemos bem. Oxalá aconteça brevemente.” A conferência teve ainda como oradores Ferraz da Costa, Presidente do Fórum para a Competitividade e ex-Presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, Teresa Lehman, Professora Catedrática da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, e João Miranda, Diretor Executivo da Frulact. A moderação coube a Mário Rui Silva, docente da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.







