Álvaro Domingues apresenta novo livro em Famalicão

A Casa do Território, no Parque da Devesa, acolhe esta quinta feira, 17 de maio, pelas 18h30, a apresentação do novo livro do geógrafo, ensaísta e fotógrafo Álvaro Domingues, intitulado “Volta a Portugal”.

A sessão contará com uma conversa com o autor sobre o território português, as suas gentes e paisagens, com as intervenções do Diretor Artístico do Theatro Circo, Paulo Brandão, e do radialista e vocalista do “The CityZens”, Jorge Humberto.

Refira-se que Álvaro Domingues é geógrafo, doutorado em Geografia Humana e Professor Associado da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP). Entre outras obras, é autor de Território Casa Comum (com Nuno Travasso, FAUP), A Rua da Estrada (Dafne), Vida no Campo (Dafne), Políticas Urbanas I e II (com Nuno Portas e João Cabral, Fundação Calouste Gulbenkian) e Cidade e Democracia (Argumentum).

A iniciativa é de entrada livre.

Famalicão ressuscita personagens históricas para celebrar do Dia Internacional dos Museus

Na quinta-feira, dia 17 de maio, o antigo presidente da República Portuguesa, Bernardino Machado vai sair do Palacete Barão da Trovisqueira, onde está localizado o seu Museu, e vai animar as viagens de comboio entre Braga e o Porto, entre as 9h00 e as 18h30. A iniciativa intitulada “Património… em viagens” insere-se na programação do Dia Internacional dos Museus, promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

A efeméride que se assinala a 18 de maio é proposta pelo ICOM (International Council of Museums) que, este ano, escolheu o tema “Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos”.

Em Vila Nova de Famalicão, as comemorações arrancam a 17 de maio e decorrem até dia 20, com mais de duas dezenas de atividades que envolvem a Rede de Museus do concelho.

As celebrações iniciam com um momento histórico, 143 anos depois da inauguração da linha férrea entre Porto e Braga, que aconteceu a 20 de maio de 1875, durante uma viagem experimental chefiada pelos reis D. Luís I e D. Maria Pia, o antigo presidente da Câmara Municipal, Barão da Trovisqueira, regressa à Estação dos Caminhos-de-Ferro de Famalicão para fazer as honras da casa e repetir o discurso realizado na época. O momento acontece nos dias 17 e 18, entre as 7h30 e as 9h00 e as 17h30 e as 18h30.

Para além do reviver dos momentos e das personagens históricas, os museus de Famalicão abrem as portas, através de visitas livres e guiadas, workshops, atelieres e oficinas, exposições e encontros.

Neste âmbito, destaque para a iniciativa “Museu Adentro” que proporcionará uma experiência totalmente diferente aos visitantes dos museus, recriando ambientes e atmosferas ancestrais, através de sons, aromas, melodias e dramatizações teatrais. A iniciativa irá realizar-se no dia 18, pelas 21h30, no Museu Soledade Malvar; no dia 19, pelas 15h00, no Museu da Industria Têxtil e no dia 20, pelas 16h00, no Museu Nacional Ferroviário.

Também no dia 20, no Museu Ferroviário, será inaugurada pelas 15h00 a exposição fotográfica “Retratos Ferroviários”, que apresenta pedaços de história ferroviária.

NOITE DOS MUSEUS COM CAMILO CASTELO BRANCO E BERNARDINO MACHADO

Entretanto, o município de Vila Nova de Famalicão associa-se mais uma vez à iniciativa Noite Europeia dos Museus, com a promoção de diversas iniciativas. No dia 18, pelas 21h30, será apresentado o conto “Maria Moisés” no auditório do Centro de Estudos Camilianos. No dia 19, é a vez do Museu Bernardino Machado abrir as portas à festa noturna “De caras no Museu”, a partir das 23h00.

Refira-se que o município de Vila Nova de Famalicão possui treze museus, núcleos museológicos e coleções visitáveis com enormes potencialidades pedagógicas, culturais e turísticas. Em 2013, foi criada a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão para preservar e valorizar os espaços museológicos do concelho.

Consulte o programa completo em www.vilanovadefamalicao.org

Daniela Pereira conquista 4º lugar na Taça de Portugal de Cross Country Olímpico

Fundão recebeu a terceira prova da Taça de Portugal de Cross Country Olímpico (XCO), onde Daniela Pereira, da Saertex Portugal | Edaetech alcançou o 4º lugar em elites femininos.

Depois de mau arranque e de ter rodado durante duas voltas na 6.ª posição, a famalicense forçou o andamento e recuperou algumas posições, tendo mesmo lutando pelo lugar mais baixo do pódio, mas sem sucesso, ficando a 18 segundos do 3º posto.
Com este resultado, Daniela Pereira sobe um lugar no ranking e ocupa agora o 4º lugar com 67 pontos.

A próxima prova da Taça de Portugal de XCO tem lugar em Valongo, no dia 17 de junho.

Unidade pioneira na área das demências em Riba de Ave

Os deputados do PSD visitaram esta segunda feira o histórico Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Riba de Ave onde está a nascer um projeto piloto que será replicado pelo país.

Chefiados pelo Líder da Bancada Parlamentar, Fernando Negrão, os deputados do PSD eleitos pelo Circulo Eleitoral de Braga, entre eles o famalicense Jorge Paulo Oliveira, acompanhados de dirigentes concelhios do PSD e da JSD, visitaram ontem o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Riba de Ave.

Recebidos pelo Provedor, Fernando Guedes, e pelo Diretor Clinico, Salazar Coimbra, os deputados social democratas percorreram todas as instalações desta unidade hospitalar de proximidade e de complementaridade com o serviço público, conhecida por assegurar aos seus utentes o acesso aos melhores cuidados de saúde na área cirúrgica, consultas de especialidade, meios complementares de diagnóstico e terapêutica e aos serviços de atendimento permanente.

Nos últimos anos a Santa Casa da Misericórdia de Riba de Ave fez importantes investimentos como a construção do novo edifício hospitalar que permitiu duplicar a sua capacidade em termos de salas operatórias, serviços de internamento cirúrgico e de medicina física e reabilitação e, iniciou no ano passado o Processo Acreditação do Hospital pela Direção Geral de Saúde, de forma a manter elevados padrões de qualidade.

Os deputados inteiraram-se também do projeto que representa uma nova página na vida da Santa Casa da Misericórdia de Riba de Ave: a construção do Centro de Investigação, Diagnóstico, Formação e Acompanhamento das Demências (CIDIFAD).

Trata-se de uma unidade inovadora que preconiza uma intervenção diferenciada e ajustada às especificidades dos diferentes estádios do processo demencial e que se reveste de particular importância em face da conhecida grande incidência de situações de demência e da preocupante falta de respostas especializadas.

Em Portugal, esta é uma unidade pioneira que junta investigação, à formação, ao diagnóstico e ao acompanhamento das demências, assumindo-se como um projeto piloto que servirá de exemplo para criação de outros centros no país.

A visita dos deputados do PSD inseriu-se numa jornada de trabalho dedicada à temática da Saúde que se iniciou com uma visita ao Hospital de Barcelos.

Economia famalicense impressiona pelos números

Perto de 25% dos bens transacionados internacionalmente pelo município mais exportador do Norte de Portugal têm como destino a Alemanha. Segue-se a Espanha, como destino de 14,5% das exportações e a França com 8,2 por cento. O exigente mercado Europeu é mesmo o destino de mais de 50% das exportações do concelho famalicense, que se destaca pelo valor acrescentado bruto das suas indústrias transformadoras, o segundo maior do país e que, entre 2013 e 2016, cresceu mais de 25 por cento.

Os números da impressionante dinâmica económica de Vila Nova de Famalicão, que tem a balança comercial mais favorável de Portugal, foram atualizados no decurso da realização do Fórum Económico Famalicão Made IN, que se realizou na passada quinta-feira, dia 10 de maio, com lotação esgotada, no grande auditório da Casa das Artes de Famalicão, numa organização do Jornal ECO, em parceria com o Município de Vila Nova de Famalicão.

“Os dados mostram como aqui em Famalicão o espírito empreendedor, e dentro do espírito empreendedor a vontade de internacionalizar as empresas, marcam a sociedade, sendo um pilar fortíssimo para as exportações de Portugal”, referiu o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que partilhou com uma plateia de mais de cinco centenas de pessoas, maioritariamente constituída por empresários, as tendências mundiais em 2018, o novo mundo da geo-economia e suas consequências e oportunidades.

Também o Ministro da Economia, que encerrou o evento, realçou Vila Nova de Famalicão como “um concelho que se distingue pela dinâmica económica que tem sabido imprimir, pela dinâmica de atração de investimento e pela dinâmica de crescimento das empresas locais”.

Manuel Caldeira Cabral reconheceu publicamente que “o concelho famalicense deu um contributo decisivo para o processo de recuperação económica nacional, com um crescimento de exportações que tem sido sistemático e onde se destacam igualmente os novos investimentos.”

A verdade é que nos últimos anos, ao abrigo do programa de apoio a novos investimentos “Made 2IN”, por via do Compete 2020 e do Norte 2020, foram aprovados e apoiados 310 novos projetos empresariais no concelho, que representam um investimento global superior a 450 milhões de euros no território.

“Realmente, Famalicão está na ordem do dia com estes números fantásticos”, disse,“orgulhosa”, a empresária famalicense Isabel Furtado, neta do empresário famalicense Manuel Gonçalves e líder da TMG Automotive e que vai ser, a partir de 22 de maio, presidente da COTEC Portugal, a Associação Empresarial para a Inovação.

O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, gosta naturalmente dos números, mas olha para a frente. “Depois do contexto de um enorme volume de desemprego podemos antecipar um problema com a escassez de recursos humanos, sobretudo qualificados”, assinalou Paulo Cunha apontando “o desafio da formação e da qualificação” como a “grande tarefa que temos pela frente”.

O autarca assume que a Câmara Municipal vai aprofundar a sua ligação com as empresas e as instituições de ensino, de forma a criar respostas concertadas que dêem resposta às necessidades do território e apontou o protocolo anunciado com o Instituto Politécnico de Bragança, para a disponibilização de Cursos Técnicos Superiores Profissionais no concelho, como um exemplo do caminho que o município quer percorrer e intensificar para fazer face aos desafios do futuro.

Radares da VCI vão voltar a multar

O excesso de velocidade detetado pelos radares da Via de Cintura Interna (VCI), no Porto, vai traduzir-se em multas nas “próximas semanas”, devido a novas condições técnicas para comunicar infrações às entidades competentes, revelou hoje a Infraestruturas de Portugal.

“Dentro de algumas semanas já estarão visíveis os novos sinais de alerta de excesso de velocidade [na VCI – Via de Cintura Interna]. A partir desse momento os radares estarão com todas as valências instaladas e operacionais”, disse à Lusa fonte oficial da Infraestruturas de Portugal (IP), apontando o início do registo para o fim de maio ou início de junho.

O excesso de velocidade detetado pelos radares da VCI não é penalizado há mais de dez anos, depois de os pórticos, instalados em 2003 pela Câmara do Porto, terem sido desativados em 2007. Em 2013, quando passaram para as mãos da IP, os radares voltaram a assinalar as infrações sem que tal se traduzisse em multas, pois os dados não eram comunicados às entidades competentes para o processamento de contraordenações.

Com as alterações em curso, correspondentes a um investimento de mais de 100 mil euros, passar nos radares da VCI em excesso de velocidade “pode dar direito a multa”, explicou a fonte da IP.

A mesma fonte explica que as infrações registadas pelos radares dos pórticos da VCI vão “ser comunicadas” às entidades competentes para a aplicação de contraordenações, ou seja, “a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária”.

“A informação é recolhida pelos radares e as infrações são reportadas às autoridades competentes”, acrescentou a fonte.

Para “operacionalizar” os radares da VCI, a IP investiu nos mesmos, desde 2017, “uma verba superior a 100 mil euros”, no âmbito de um contrato que ainda “está em execução”, acrescentou fonte oficial daquele organismo.

A mesma fonte indica que dois dos radares da VCI estão “em funcionamento”, ao passo que quatro estão “em processo de renovação e certificação”.

Assim, prevê-se que dentro de “duas a três semanas” as infrações já sejam registadas e comunicadas.

A IP revelou à Lusa em julho de 2016 que pretendia, em 2017, dar aos radares da VCI condições técnicas para registar infrações e enviar dados às entidades competentes para a aplicação de multas.

“Estes quatro radares estiveram sobre a gestão da Câmara do Porto, tendo, entretanto, passado para a IP, que tem previsto a sua reabilitação, de modo a ficarem operacionais no orçamento de 2017”, revelou a empresa.

Em 2016, segundo a IP, a VCI tinha “instalado um sistema de deteção e controlo de velocidade, constituído por quatro pórticos, equipados com ‘sinais ocultos’ e cinemómetros”.

“O sistema visa a dissuasão da circulação em excesso de velocidade, alertando os condutores quando excedem o limite de velocidade legal”, esclarece.

Na ocasião, a IP informou ainda a Lusa de que aqueles radares “não vão ser integrados no Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO) da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR)”, uma rede de 50 cabinas que, até janeiro de 2017, ia receber 30 radares móveis em 26 vias do país.

Em fevereiro de 2015, a EP – Estradas de Portugal (entidade que, entretanto, passou a integrar a IP) revelou à Lusa que o excesso de velocidade na VCI, detetado e assinalado em quatro pórticos, não era penalizado.

Na altura, a EP referia que a ativação do Sistema de Deteção e Aviso de Excesso de Velocidade da VCI no fim de 2013 correspondeu a um “notório decréscimo das velocidades” nos troços abrangidos pelos equipamentos.

Os radares começaram a funcionar com a aplicação de multas em 2003, sob gestão da autarquia em colaboração com a PSP, segundo anunciou então o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio.

De acordo com o autarca, o sistema que custou à autarquia cerca de meio milhão de euros permitiria detetar, através de sinais ocultos no pavimento, os veículos que circulassem a mais de 90 quilómetros por hora (limite de velocidade na VCI).

As coimas a aplicar variavam entre os 120 e os 1.200 euros, conforme o tipo de contraordenação (simples, grave ou muito grave).