Camilo na Conferência Democracia 4.0

A convite da Comissão Europeia, e com o apoio do Europe Direct do IPCA e da Câmara Municipal de Famalicão, um grupo de alunos do Clube Europeu da Camilo participou na Conferência Democracia 4.0, na Universidade Nova de Lisboa, uma organização conjunta da Comissão Europeia e do jornal Público.

O evento contou com um painel internacional ao mais alto nível de investigadores, analistas e decisores, que discutiu com o público os desafios da democracia participativa e digital, do uso das redes sociais e das fake news e da inteligência artificial.

Com uma metodologia interativa, em que os participantes lançavam questões através do Slido, a conferência contou ainda com as intervenções muito aplaudidas dos seus mentores, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Comissário Carlos Moedas.

Os camilianos puderam aprofundar os seus conhecimentos, posicionar-se criticamente face à revolução tecnológica e à sociedade digital e perspetivar o seu futuro, enquanto cidadãos que vivem num mundo político com maior apetência pela democracia direta e futuros profissionais num mercado laboral em rápida mutação.

Lamborghini do Papa Francisco leiloado por 715 mil euros

O Lamborghini oferecido ao Papa Francisco há um ano foi leiloado no sábado, no Mónaco, por 715 mil euros, o dobro do preço inicial, indicou a leiloeira Sotheby’s.

O carro branco e com duas listas douradas, do modelo Huracan, foi oferecido pelo construtor italiano e o seu preço tinha sido estimado entre 250 mil e 350 mil euros no catálogo. O Papa benzeu o veículo e assinou-o quando o recebeu, em novembro passado.

A leiloeira não divulgou a identidade do comprador, que deverá pagar 715 mil euros e mais 20% para impostos.

O dinheiro da venda vai financiar um projeto de reconstrução de casas e locais de culto em Ninive, no Iraque, uma ajuda aos cristãos afetados pela guerra nesta região, indicou a Santa Sé em novembro.

Parte do dinheiro irá ainda para uma associação italiana de ajuda a vítimas de redes de prostituição e para duas outras associações italianas com atividade em África.

 

Jovem encontrada seminua e desorientada em Braga

Uma jovem de 20 anos foi encontrada desorientada e seminua na madrugada deste domingo, no recinto das festas académicas, em Braga.

A Polícia Judiciária (PJ) de Braga não confirma, pelo menos para já, ter havido uma violação ou qualquer outro tipo de crime sexual sobre a jovem universitária de cerca de 20 anos, nas festividades do Enterro da Gata, da Universidade do Minho. O alerta chegou à PSP através de uma amiga, pelas 5.30 horas.

“Só posso confirmar termos recebido uma participação de eventual crime sexual contra uma jovem, em Braga, mas todos os dados de que dispomos até ao momento não confirmam ter ocorrido nesse caso alguma situação de importunação sexual” – disse o diretor da PJ de Braga, Henrique Passos.

Em declarações ao JN, aquele coordenador de investigação criminal explicou “terem sido acionados todos os meios para averiguar imediatamente a situação, incluindo exames no Hospital de Braga, findos os quais ficará tudo melhor esclarecido”.

“Queremos que este local se torne num espaço de criação artística pessoal”

Em Famalicão nasceu um novo pólo cultural. O Fauna, projecto concebido pelo Teatro da Didascália, foi apresentado esta sexta-feira.

Instalada há dez anos na vila de Joane, a companhia vai organizar espetáculos tanto em espaço exterior, como em espaço interior, graças à transformação de um antigo salão para casamentos numa “black box”.

Para o director artístico, Bruno Martins, o espaço é uma oportunidade de diálogo mais íntimo com aquela comunidade do Vale do Ave, até pelo contexto informal da sua criação. “Queremos que este local se torne num espaço de criação artística pessoal, que possa ser apropriado pelo público e não seja simplesmente um espaço de passagem institucional”.

A outra iniciativa de raiz, “Música da Época”, arranca também em Junho e funde a cozinha e a música num só momento cultural, agendado para o primeiro domingo de cada mês. “Os músicos farão a música em função do que está a ser cozinhado, mas também a cozinha vai funcionar segundo os estímulos musicais”, explica o director do Teatro da Didascália, realçando a intenção de promover alimentos produzidos localmente.

O Fauna entra, porém, em atividade já na próxima semana com uma ideia que a companhia estreou no ano passado: os Territórios Dramáticos. De 18 a 25 de Maio, a quinta vai ser “uma espécie de observatório da dramaturgia nacional”, segundo dois eixos: “o Reescrita da História, ligado à memória coletiva e às experiências de vida, e o Teatro Fora do Formato, com propostas difíceis de catalogar”, descreve Bruno Martins.

Criado há uma década, o Teatro da Didascália continua a apresentar as suas encenações por todo o país, mas já alargou a sua presença a outros territórios como o novo circo, graças ao Vaudeville Rendez-Vous – a quinta edição decorre no mês de Julho, em Famalicão, Braga e Guimarães -, e à tradição oral, com os Contos d’Avó, iniciados em 2013.

Presente na cerimónia de apresentação, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, enalteceu a qualidade do projeto, por garantir o apoio da Direção-Geral das Artes num “contexto de contração”, e ainda a capacidade do Teatro da Didascália para manter a ligação às raízes, apesar do seu trabalho chegar já a todo o país. “Os projetos culturais não têm de estar sediados nas capitais de distrito ou na capital do país. É possível ir-se longe a partir de uma vila em Famalicão, resistindo às tentações de se mudarem”, disse.

Paulo Cunha avisa que divisão de autarcas “pode ser fatal” para o Norte

O presidente do Conselho Regional do Norte (CR) alertou esta sexta-feira que “pode ser fatal” para a região “uma divisão entre os seus autarcas” sobre quem deve negociar com o Governo a reprogramação dos fundos comunitários. Em declarações à Lusa, Paulo Cunha defendeu que cabe à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) aquela negociação, salientando que é aquela estrutura que tem “o poder legal e estatutário” para o efeito.

O também presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão formalizou um pedido junto dos presidentes dos municípios que integram o CR de “um voto de confiança”, através de procedimento de consulta escrita ao presidente da CCDRN, Fernando Freire de Sousa, para negociar a nova distribuição dos fundos comunitários, sendo que o pedido não está a ser aceite por alguns autarcas. “Acho que o presidente da CCDRN ter o voto de confiança dos autarcas dá-lhe boas condições para que consiga boas soluções para a região. Se os autarcas não se entenderem acerca de como o tema deve ser tratado, isto enfraquece não a CCDRN mas o Norte, isto pode ser fatal para os objetivos do Norte”, avisou.

Num documento que está a circular pelos autarcas do Norte e a que a Lusa teve acesso, é proposto negar aquele “voto de confiança” a Fernando Freire de Sousa, argumentando que “não se encontram reunidas as condições nem legais nem políticas para se endossar à Autoridade de Gestão do Programa Operacional (PO) Norte / CCDRN qualquer decisão sobre o fecho das grandes linhas do referido processo de reprogramação junto do Governo”.

Isto porque, explica o texto, “é desajustado colocar uma instituição que o Governo tutela a negociar com o próprio Governo, uma vez que, como é natural, a Autoridade de Gestão do PO Norte 2020/CCDR-N terá que respeitar obrigatoriamente todas as diretrizes que a Comissão Interministerial de Coordenação do “Portugal 2020″ entende deliberar ao nível nacional sobre o presente processo de reprogramação”.

Para Paulo Cunha, este argumento não tem força: “Quem tem o poder legal, estatutário de negociar com o Governo sobre esta matéria [distribuição ou aplicação de Fundos Comunitários] é a própria CCDRN, não é o CR, nem presidentes de câmara, nem universidades ou politécnicos”, justificou. “Não foi sempre assim, não é assim que deve ser? Qual é a intenção? Que o presidente se demita e que em vez de ter a CCDRN sejam oito autarcas ou 9, ou 10 ou 30, essa é que é a solução?”, questionou Paulo Cunha.

O autarca considerou a altura para aquela tomada de posição de alguns autarcas “estranha, curiosa, no mínimo”. “Esta atitude que pode revelar enfraquecimento da posição do presidente da CCDRN é preocupante”, alertou. Admitindo que a “diversidade de opiniões” faz parte do processo, Paulo Cunha chama a atenção para as consequências da recusa do voto de confiança na CCDRN.

“Se decidirem que ele não merece esta confiança, é uma censura que fazem ao presidente da CCDRN, o que eu não acho que deva acontecer. Mas agora isso pode acontecer da parte de alguns autarcas e depois têm que ser responsáveis pelo que dizem, porque imagine lá que o Governo decide dar mais importância a um conjunto de autarcas do que ao presidente da CCDRN, a que caminho isto leva?”, questionou, apontando uma resposta.

“Só se for ao pedido de demissão do atual presidente da CCDRN. Eu não imagino que nenhum presidente de uma CIM ou de uma área metropolitana o queira substituir”, disse. O CR reúne-se a 22 de maio, em Felgueiras, estando entre os pontos da agenda a eleição do novo presidente daquele órgão. A Lusa tentou contactar o presidente da CCDRN, que não quis prestar declarações sobre este assunto.

“Aprendi noutras IPSS a fazer burlas destas”

Um casal de Famalicão começou esta quinta feira a ser julgado por ter organizado uma rede de peditórios falsos, através de telefonemas e utilizando pedidos de ajudas enganosos invocando crianças com doenças, e que durante cerca de sete anos angariou, pelo menos, 316 mil euros. Um reformado, de Ribeirão, também se senta no banco dos réus por burla. Cobrava os donativos, porta a porta, e recebia, segundo o casal, 2,5 euros por cada donativo recebido. Trabalhou para o casal durante seis anos.

Cátia Fonseca, de 35 anos, assumiu ter sido a autora da ideia e justificou: “Trabalhei em várias instituições de solidariedade social e que eram só fachada. Fazia telefonemas e angariava dinheiro. Foi lá que aprendi a fazer isto.” Interrogada pela juíza, não teve medo de indicar o nome das três IPSS de Vila Nova de Gaia a que se referia. “Nunca lá vi um saco de arroz que fosse para dar”, afirmou a arguida, que assumiu a culpa, mas apontou o dedo às colaboradoras. “Todas sabiam que o dinheiro que pediam não era para ajudar ninguém. Todas recebiam o salário mínimo, mas não passavam recibo porque estavam a receber subsídio de desemprego ou RSI”, afirmou a arguida, repetidamente. O marido, Hélder Fonseca, de 40 anos, confirmou que fazia as cobranças em 9 concelhos e que mensalmente o esquema rendia até três mil euros. “O dinheiro era para pagar aos funcionários e o resto era para pagar as despesas de casa”, disse.

Fonte: CM