Os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) da Unidade Local de Saúde do Médio Ave, em greve desde 4 de setembro, concentraram-se hoje em frente ao Hospital de Vila Nova de Famalicão para demonstrar o seu descontentamento. A adesão tem rondado os 90%, e, sem os resultados desejados, os profissionais decidiram prolongar a paralisação em outubro, com greves agendadas para os dias 2, 3, 8, 9, 15, 16, 22, 23, 29 e 30, entre as 08h00 e as 11h00.
De acordo com Luís Dupont, Presidente do STSS, a greve prende-se com questões de progressão na carreira e a “atribuição de pontos com base na avaliação de desempenho, o que afeta o posicionamento remuneratório”. Dupont sublinha que “há instituições que estão a aplicar corretamente os pontos”, enquanto a ULS do Médio Ave ainda não o fez, resultando em “diferenças de 200€ ou 400€ mensais” para os trabalhadores afetados.
A paralisação compromete exames de diagnóstico e áreas terapêuticas, como fisioterapia e terapia ocupacional. Apenas os serviços mínimos, como urgências, estão garantidos. Os profissionais acusam a tutela de inação e preparam a intensificação da luta caso não haja avanços até ao final de outubro.








