Famalicão: Alunos celebram 150 anos da chegada do comboio com uma exposição no Museu Ferroviário de Lousado

Vai ser apresentada no dia 30 de abril, pelas 14h00, a exposição coletiva “De Famalicão para o Mundo… De comboio há 150 anos!” que reúne trabalhos de expressão plástica e escrita de alunos famalicenses do pré-escolar ao 12º ano, no Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado.

Os trabalhos vão estar expostos até ao dia 30 julho, com entrada livre, e assinalam a celebração dos 150 anos da Linha do Minho e da chegada do comboio a Famalicão que se assinalou em 2025.

O concurso contou com a participação de 627 alunos e resultou num total de 200 trabalhos artísticos avaliados por um júri composto por investigadores, professores e técnicos municipais.

A entrega de prémios aos vencedores vai acontecer no dia 23 de maio, pelas 16h30, no museu. A lista completa dos vencedores pode ser consultada em www.famalicao.pt/de-famalicao-para-o-mundo-de-comboio-ha-150-anos

Famalicão: Inscrições abertas para adultos concluírem o 9º e 12º ano com horário flexível

Estão abertas as inscrições no Centro Qualifica de Famalicão para os adultos com mais de 23 anos que pretendam obter certificação escolar equivalente ao 9º ou 12º ano.

A iniciativa é gratuita e surge como uma oportunidade para melhorar perspetivas de emprego, numa altura em que a certificação escolar continua a ser um fator importante na progressão de carreira.

O percurso será adaptado à experiência de cada candidato, de acordo com os conhecimentos e competências já adquiridos.

O Centro Qualifica disponibiliza horários flexíveis, com apenas duas sessões semanais. As atividades decorrem em dois períodos: de manhã, entre as 10h00 e as 12h00, e em regime pós-laboral, das 19h00 às 21h00.

Pode fazer a inscrição ou solicitar mais informações através do 252 320 931, do e-mail centroqualifica@famalicao.pt ou do site www.famalicaoeducativo.pt/_centro_qualifica_inscricao

Famalicão: Ecos culturais do Louro celebram o 25 de abril

Esta quarta-feira é dia de Café filosófico na Casa do Artista Amador, no Louro, a partir das 21h30 com Rui Queirós na vertente musical, Juca Carvalho um dos pioneiros no que toca ao teatro na freguesia e Domingos Peixoto experiente na área do associativismo. A entrada é livre.

Na quinta-feira há Jam Session, às 21h30, um momento onde os artistas que precisam de palco podem fazê-lo de forma gratuita e mostrar o seu talento ao público, esta semana com especial enfoque na música de abril. A inscrição pode ser feita na hora e a entrada é livre.

Sexta-feira é dia de teatro às 21h00, com a companhia Flagrante que vai estrear a peça “A cantiga é uma arma, merecemos mais…” e ainda haverá tempo para as conversas de abril. A entrada é livre.

No sábado, 25 de abril, pelas 11h00 o convite é para que todos os interessados tragam o farnel para o almoço/piquenique acompanhado de música e jogos tradicionais. Haverá ainda serviço de bar com petiscos e bebidas.

À noite, pelas 22h30, António Gil e Vítor Mesquita darão um concerto inspirado nas Canções de Abril de vários autores portugueses e a eles junta-se o humorista Rui Xará. A entrada para o concerto tem um custo de 5 euros e as restantes atividades ao longo do dia são gratuitas.

Para reservas e outras informações, contacte o 969 489 422.

MP quer prisão para os 12 que agrediram equipa do Hospital de Famalicão

O Ministério Público pediu esta segunda-feira pena de prisão para os 12 arguidos que invadiram as urgências do Hospital de Vila Nova de Famalicão, para exigir o atendimento imediato de uma familiar, tendo agredido dois profissionais de serviço, em fevereiro de 2022.

Dois dos arguidos são vistos como os principais responsáveis. Segundo informações divulgadas pelo Jornal de Notícias, foram eles que terão iniciado a confusão, pelo que o procurador pediu para ambos penas superiores a cinco anos de prisão efetiva. ou seja, sem possibilidade de suspensão.

Os restantes dez arguidos deverão ser condenados a penas acima dos dois anos, por crimes como agressão, ameaças e coação.

Fonte: JN

Famalicão: Homenagem a Salvador Coutinho, «agrada-me, mas não era necessária»

António José Salvador Coutinho nasceu em 1935, em Espinho. Aos 9 anos veio viver com a família para Famalicão porque o médico recomendou que se afastasse da zona marítima. «Não me fazia bem aos pulmões», conta. A família instalou-se na Castela, Calendário, um ano depois veio viver para a Rua da Liberdade (na mesma freguesia).

Um prenúncio daquilo que seria a sua vida, sempre pautada pela luta pelos direitos cívicos e liberdades individuais. Ideais que defendeu como advogado e como político. Faz questão de salientar que nunca exerceu cargos executivos na política, nem foi remunerado, para ser mais livre. A pretexto, volta da falar da Rua da Liberdade. Conta aos jornalistas que, em plena ditadura, a população afirmava viver na Rua da Liberdade, que não era o nome oficial daquela via. Salvador Coutinho diz que era um sinal da fibra daqueles moradores. Lamenta, por isso, que a memória desta rua não tenha sido preservada, como, no seu entender, devia ter sido, do ponto de vista histórico e cultural. «A Rua Direita e a Rua da Liberdade deviam ter sido protegidas, numa cidade tão jovem como Famalicão», defende.

Advogado e político, Salvador Coutinho é, também, escritor e o seu mais recente livro (o 18.º) fala, precisamente, da Rua da Liberdade. Da antiga, não da atual. Dos costumes, das pessoas, do comércio, da fábrica têxtil, da Farmácia do Calendário, criado pelo seu pai, Júlio Coutinho Neto, no verão de 1948. Assim descreve Salvador Coutinho, detentor de uma memória muito preservada.

O lançamento deste livro, com o título “Era uma vez uma história que não sabia contar-se”, é editado aos 90 anos de idade. A escrita é para Salvador Coutinho uma paixão. Confessa que se tivesse que escolher apenas uma profissão seria escritor, mas lembra que em Portugal é difícil viver só dos livros. Não que a advocacia seja uma profissão de recurso, confessa que foi o caminho que sempre quis trilhar. Para isso, trabalhou (na Mabor) e estudou ao mesmo tempo. Desde 1970 que o seu nome é reconhecido pelos seus pares e pela sociedade famalicense.

Junta-se, agora, a Casa da Memória Viva que vai organizar uma homenagem, marcada para o próximo sábado, a partir das 15 horas, na Fundação Cupertino de Miranda. Uma data escolhida com propósito, por todo o percurso profissional que fez. À comunicação social, Salvador Coutinho diz apenas que «agrada-me, mas não era necessária». Carlos Sousa, presidente da Casa da Memória Viva, insiste que é imperioso que seja feita para honrar um famalicense que ajudou a escrever a história coletiva deste concelho. Junta-se a outras personalidades já homenageadas, «e que são exemplo de cidadania, de probidade profissional e deixam pegada na nossa comunidade», refere Carlos Sousa.

Esta conversa com os jornalistas, a propósito dos livros, da liberdade, da política e de outros assuntos, aconteceu no Restaurante Aljubarrota, precisamente na Rua da Liberdade.