Covid-19: ASAE fiscalizou 1.288 espaços comerciais e detetou 23 infrações às regras

O foco das ações desenvolvidas foram, entre outros operadores económicos, os centros comerciais e as grandes superfícies comerciais tendo sido intensificadas com a declaração de estado de calamidade que entrou em vigor em 15 de outubro.

Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), explica que de acordo com suas competências, tem vindo a intensificar, nos últimos dias, a sua atividade de fiscalização a nível nacional, no âmbito da verificação do cumprimento das regras estabelecidas pela Direção-Geral da Saúde para minimizar os impactos provocados pela covid-19.

Estas ações foram reforçadas esta semana com o objetivo de verificar as regras aplicáveis ao setor da restauração e similares e o normativo referente à venda e consumo de bebidas alcoólicas, assim como confirmar o cumprimento das regras de ocupação, permanência e distanciamento físico.

Um total de 1.288 operadores económicos foram fiscalizados (de norte a sul do continente) tendo sido instaurado um processo crime pela existência de géneros alimentícios anormais 46 processos de contraordenação e apreendidas 390 máscaras sociais no valor estimado de 1.000 euros e 58 quilos de produtos cárneos, no valor estimado de 500 euros.

Como principais infrações a ASAE destaca 23 relacionadas com o incumprimento das regras da DGS para minimizar os impactos provocados pela pandemia, designadamente no que se refere às regras de ocupação, permanência e distanciamento físico nos locais abertos ao público e a falta do uso de máscaras ou viseiras para acesso ou permanência nos espaços e estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços.

Em comunicado, a ASAE assinala ainda infrações relativas ao incumprimento de rotulagem de máscaras e falta de requisitos gerais e específicos de higiene.

Um mês depois continua sem aparecer homem que saiu de casa para ir a um funeral em Famalicão

O homem da imagem, António Silva de 80 anos, desapareceu a 25 de setembro e nunca mais foi visto.

Quando saiu de casa, em Santo Tirso, disse a um familiar que ia a um funeral, em Lousado, Vila Nova de Famalicão. Ainda terá sido visto em Areias, ao volante do seu Opel Corsa preto (LQ-25-86) mas, desde então, nunca mais ninguém teve informações do seu paradeiro.

Até ao momento, numa altura em que passa um mês do desaparecimento, nem familiares nem autoridades conseguem explicar o que aconteceu uma vez que não existe nenhuma pista que possa ajudar nas buscas.

Se tiver alguma informação sobre António Silva (na imagem) entre em contacto de imediato com as autoridades locais.

 

Ordem dos médicos alerta: “Estão a sobrecarregar as urgências com utentes sem qualquer sintoma”

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) alertou este domingo que a atuação da Linha SNS 24, no âmbito da covid-19, causa uma “grave sobrecarga” nas urgências, pelo que defende alterações na referenciação dos doentes.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a SRCOM “considera inadmissível a forma como está a ser feita a referenciação dos doentes através da Linha SNS 24 e solicita uma atuação urgente por parte do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde (DGS) que têm mantido, até agora, uma inexplicável passividade na resolução deste problema”.

“A Ordem dos Médicos tem recebido numerosas queixas de médicos de toda a região Centro que alertam para o encaminhamento errado, do ponto de vista clínico, através da Linha SNS 24”, é referido.
Segundo a nota, “situações não urgentes ou em que nem sequer existe doença estão a ser encaminhadas, quer para as urgências de adultos, para as urgências pediátricas e até para as unidades de cuidados de saúde primários, estando em causa a ‘grave sobrecarga’ dos serviços”.

“Estão a chegar às urgências, via SNS 24, utentes sem qualquer sintoma, nalguns casos porque estiveram em contacto com pessoas suspeitas de terem covid-19 ou porque testaram positivo, o que não constitui, só por si, indicação para serem atendidos em ambiente de urgência. Noutros casos, são doentes com sintomas ténues cuja indicação é manterem-se no seu domicílio”, explica Carlos Cortes, presidente daquela estrutura.

O responsável, citado no comunicado, alerta que o Ministério da Saúde “está a permitir, também, que as urgências sejam postos de colheita para testagem do SARS-CoV-2 e isso assume contornos muito perigosos, já que o número de patologias graves, nomeadamente descompensações de patologias crónicas, está a ser cada vez mais frequente e precisa de atendimento urgente”.

“De forma a evitar descoordenação, o Ministério da Saúde e a DGS têm de atualizar os procedimentos e garantir o acompanhamento e a melhor assistência nos serviços de urgência aos doentes com covid-19 e com todas as outras patologias”, defende Carlos Cortes.

A SRCOM apela ao Ministério da Saúde e à DGS que tornem públicos “os protocolos e algoritmos em vigor na Linha SNS 24 (808 24 24 24), de forma a que os médicos possam dar um contributo eficaz para melhorar o encaminhamento de doentes”.

Em breve vai poder renovar o cartão de cidadão no multibanco

Depois de poder renovar o cartão de cidadão por mensagens escritas ou por e-mail, a renovação deste documento através de uma caixa de multibanco é o próximo passo.

A medida foi anunciada por Anabela Pedroso, secretária de Estado da Justiça, numa entrevista na Portugal Digital Summit, uma conferência da ACEPI que decorreu apenas online até esta sexta-feira, 23 de outubro.

Este é mais uma medida do governo para simplificar a renovação deste documento.