«Desejava colocar uma medalha no peito de cada famalicense»

Esta quinta-feira, dia 9 de Julho, Famalicão vai comemorar os 35 anos de elevação a cidade. Há sessão solene, inauguração de uma exposição e de uma praça, tendo como objetivo homenagear todos os famalicenses. Não há lugar a distinções para personalidades que se destacaram ou instituições; a medalha é para todos os famalicenses pela forma como se têm portado durante esta pandemia. Mas o presidente de Câmara diz que é também o reconhecimento aos famalicenses por terem tornado este concelho desenvolvido.

Cidade Hoje (CH) – As comemorações do Dia da Cidade, a 9 de julho, são reservadas…

Paulo Cunha (PC) – As circunstâncias assim o exigem, mas não impedem que assinalemos uma data que para os famalicenses é muito importante. O que aconteceu a 9 de julho de 1985 marcou o nosso passado recente e tem influenciado positivamente o nosso presente, ao ponto de nós, ano após ano, quando comemoramos o Dia da Cidade, querermos apresentar aos famalicenses aquela que é a fasquia que nós nos propomos para o futuro, por forma a que possamos crescer e ser um concelho onde as pessoas melhor se realizem e sejam mais felizes.

CH – Este ano, o município optou por homenagear todos os famalicenses, porquê?

PC – É uma opção influenciada pelas circunstâncias em que vivemos. Esta pandemia, este problema de saúde pública, esta dimensão sócio económica que a crise também representa, fizeram-nos refletir acerca do modelo de galardoar os famalicenses.

Se nós, anualmente, fazemos uma individualização das pessoas e instituições; fazer o mesmo desta vez implica necessariamente atribuir o galardão a todos os famalicenses, porque eu não consigo distinguir os famalicenses uns dos outros naquilo que foi a reação a esta pandemia, na forma como lidaram com a questão de saúde pública, na forma como confinaram, na forma como desconfinaram. Estão aqui os profissionais de saúde na primeira linha, mas também os bombeiros, a proteção civil toda, estão os motoristas dos veículos que transportam os bens essenciais, quem nos supermercados trabalhava, os agricultores que continuaram a trabalhar, a indústria, quem removia o lixo todos os dias…É impossível nós retirarmos deste universo um famalicense, por isso estamos a homenageá-los a todos porque essa é a forma mais justa de cumprir aqueles que foram os desígnios que levaram à implantação da cidade em Famalicão.

Estão aqui os profissionais de saúde na primeira linha, mas também os bombeiros, a proteção civil toda, estão os motoristas dos veículos que transportam os bens essenciais, quem nos supermercados trabalhava, os agricultores que continuaram a trabalhar, a indústria, quem removia o lixo todos os dias

CH – A medalha acaba por ser uma homenagem a todo o esforço coletivo que foi feito?

PC – Com certeza. É bom não ignorar que os famalicenses fizeram um esforço de que beneficiaram muitas outras comunidades. Somos um concelho que produz, que emprega, que exporta, somos um concelho com uma relação forte com o território. As nossas indústrias praticamente não pararam no período de confinamento. Nós víamos as grandes cidades muito ligadas ao comércio e aos serviços, nomeadamente ao turismo, como é o caso da grande Lisboa e Porto, praticamente desertas, e víamos Famalicão com movimento por causa das pessoas que tinham que ir trabalhar. Aquelas cidades mais dependentes da indústria e da agricultura são cidades que nesta altura tiveram que continuar o seu dia da dia, para que nada faltasse nas prateleiras dos supermercados. Para isso, foi muito importante que alguns territórios, onde Famalicão está incluído, tivessem continuado de forma pujante a fazer aquilo que sempre souberam fazer, que é produzir e contribuir para o sucesso do país.

CH – Sendo uma homenagem coletiva, sente que os famalicenses a vão sentir como sua?

PC – Sinto que sim, desejava colocar no peito de cada famalicense uma medalha. Isso não é possível, por isso fomos à procura de medidas simbólicas. Tudo o que está a acontecer na programação, desde a exposição no espaço permanente da Casa do Território até à apresentação daquela que é a imagem de Famalicão na entrada de Famalicão, passando pela sessão solene e pelo simbolismo dessa homenagem, fará com que os famalicenses percebam que estamos a dizer obrigado a cada um. Nós, ao dirigirmo-nos a cada uma das pessoas que vive, estuda ou trabalha no nosso concelho, estamos a dizer – “muito obrigada pelo trabalho que tiveram e pelo resultado que permitiram”. Isto sabendo que o trabalho não terminou, o processo está em curso, mas percebemos que esta é a altura certa para dizer obrigado. Não devemos esperar pelo dia seguinte a tudo ter terminado para agradecer a quem muito está a fazer. É importante que ao longo do processo haja sinais de gratidão. E o município está a ser grato com os famalicenses e será sempre ao longo deste processo.

CH – Este 35.º aniversário fica também associado a obras como o novo Mercado Municipal, a renovação urbana… Será um ano também lembrado por isso?

PC – Claro, são intervenções contraciclo. O que era suposto acontecer nesta fase era uma contração, ou seja, entidades públicas e privadas, fruto de uma grande incerteza (há empresas que não sabem se vão continuar com as linhas de produção que tinham, a exportar como exportavam), podiam-se retrair. Por isso, é muito importante que haja sinais que tenham uma leitura de apoio àquilo que está a acontecer no território e estes investimentos públicos são extremamente importantes para que em Vila Nova de Famalicão se perceba que a câmara Municipal está a dar um impulso significativo para direta e indiretamente melhorar a performance do investimento privado em Famalicão.

PSP atenta aos festejos desportivos

A Polícia de Segurança Pública apela a todos os cidadãos que, não obstante a preferência clubística, cumpram de forma muito rigorosa as indicações das autoridades de saúde e o quadro legal em vigor.

Atendendo à crise pandémica, a PSP recorda que os ajuntamentos não são permitidos por constituírem um potencial foco de contágio. Os adeptos que, pretendendo comemorar na via pública, não deverão frequentar locais onde não seja possível manter de forma permanente o distanciamento social.

A PSP está atenta ao final do campeonato nacional, prometendo estar junto da população nos locais públicos, contribuindo, em colaboração com as demais entidades com competência nesta área, para a observação das recomendações das autoridades de saúde por parte de todos os cidadãos.

A PSP apela, assim, que o contexto desportivo, em particular o futebol, não seja uma exceção às regras de saúde pública, pelo impacto que poderá ter na vida de cada um e, consequentemente, de familiares e amigos.

Pais de Seide assinalam final do ano letivo de porta-a-porta

A Associação de Pais da Escola Básica de Seide não deixou passar o final do ano letivo sem a devida celebração.

Porque se tratar de um momento relevante no percurso académico das crianças, a Associação de Pais da Escola Básica de Seide fez questão de dar os parabéns aos finalistas e toda a comunidade escolar, com a entrega de lembranças ao domicílio

Uma surpresa que deixou os mais novos encantados e felizes.

Paulo Cunha apresenta lista de candidatos à distrital de Braga do PSD

O candidato à presidência da distrital do PSD de Braga, apresentou esta semana a equipa que o acompanha nestas eleições, que se realizam sábado, dia 11, em cada uma das sedes concelhias.

Além do mandatário, e atual líder distrital, José Manuel Fernandes, fazem parte da lista Ricardo Rio, candidato a presidente da Mesa da Assembleia Distrital; Isabel Miranda, de Barcelos, como candidata à comissão de auditoria financeira; César Teixeira, de Guimarães, para liderar a comissão de jurisdição.

«É um orgulho apresentar esta equipa que representa o distrito. O PSD quer servir as pessoas do distrito de Braga, as instituições, as empresas, as dinâmicas e as forças de Braga. Queremos ajudar a colmatar as lacunas, satisfazer as necessidades de cada um dos 14 concelhos e de todos os cidadãos», afirma Paulo Cunha, que assume a preparação das eleições autárquicas como o principal objetivo da sua ação. Atualmente, o PSD tem 9 das 14 autarquias.

Hackers não terão tido acesso a dados dos utilizadores do Portal das Matrículas

O Centro Nacional de Cibersegurança, CNCS, confirmou, ao SAPO TEK, que o ataque informático que afetou o Portal das Matrículas decorreu entre as 20 e as 23 horas do dia 6 de julho.

O CNCS confirma que o Portal das Matrículas foi alvo de um ataque do tipo Negação de Serviço Distribuída (DDoS), que é feito através do envio massivo de pedidos de acesso aos servidores, “entupindo” o sistema e impedindo que os legítimos utilizadores pudessem utilizar o site.

O centro, que é responsável pela coordenação operacional e é a autoridade nacional especialista em matéria de cibersegurança junto das entidades do Estado, refere que “durante o ataque foram identificados vários momentos com picos de cerca de 1Gbps, que consequentemente tornaram o serviço indisponível”.

Para já, não há conhecimento nem suspeita de que possa ter sido comprometida a integridade ou confidencialidade dos sistemas informáticos do Portal das Matrículas, o que quer dizer que os hackers não terão tido acesso a dados dos utilizadores, das matrículas ou das escolas que tiverem sido registadas no sistema. No entanto, a investigação vai continuar, também para identificar a origem dos ataques.

Na sequência dos problemas, o Governo decidiu avançar com a renovação automática das matrículas para os 2.º, 3.º, 4.º, 6.º, 8.º, 9.º, 11.º e 12.º anos. A exceção é a transferência de estabelecimento de ensino, e as inscrições no 5º, 7º e 10º anos, que marcam mudanças de ciclo, que continuam a ser feitas no portal. As escolas têm, também, indicação para receber as matriculas dos alunos.