Possíveis surtos de COVID-19 em Paços de Ferreira e Vizela

Há vários casos de covid-19 em Vizela e no concelho de Paços de Ferreira. Aliás o presidente da Câmara da Capital dos Móveis deu positivo e há cinco trabalhadores da autarquia infetados.

Em Paços de Ferreira, o caso foi detetado primeiro na Fábrica de lacados Abrelac e depois na Escola Básica n.º 2 de Paços de Ferreira, onde foram detetados seis infetados. Estes dois espaços foram encerrados.

O caso de Vizela aconteceu na Escola Básica de Tagilde, após uma funcionária ter testado positivo. Por prevenção, há diversas celebrações públicas que foram canceladas e a autarquia apela contenção nas habituais festividades em honra de S. Bento das Peras.

Equipamentos de diversão autorizados a trabalhar

Entrou em vigor, esta quarta-feira, o despacho do Governo que autoriza o funcionamento de equipamentos de diversão e similares mediante o cumprimento das regras sanitárias e de segurança aplicáveis.

O despacho determina que as instalações e os estabelecimentos podem funcionar desde que cumpram as orientações e instruções da Direção-Geral da Saúde, mas carece de parecer técnico especificamente elaborado para o efeito.

Esta determinação não se aplica às áreas em que seja declarada a situação de calamidade ou a de contingência, como é o caso da Área Metropolitana de Lisboa.

O funcionamento de equipamentos de diversão e similares é permitido desde que funcionem em local autorizado, nos termos legais, pela autarquia local e cumpram a demais legislação.

Entre as instalações e estabelecimentos encerrados, encontravam-se, por exemplo, as atividades recreativas, de lazer e diversão, onde se incluem os salões de dança ou de festa, os parques de diversões e parques recreativos e similares para crianças.

Avelino, o reparador de letras

A história de Avelino Machado é imensa. A que aqui trazemos é a sua mais recente história. Tem seis anos. Decorre na Oficina de Reparação de Letras. Está no Porto. O Avelino é de Famalicão.

Avelino Guilherme Barros Machado já foi radialista, manager de bandas, na então ”Deixe de ser duro Ouvido”, técnico de festivais de música, escritor e, agora, abraça as artes plásticas num quase abandonado centro comercial do Porto.

Avelino, o artista plástico, trabalha, em tela, a letra, a palavra e textos do escritor Guilherme Barros (que é ele próprio). Qual ourives, trabalho de filigrana, Avelino cuida e projeta as palavras que o Guilherme lhe dá «num trabalho de paciência, único e delicado», processo que Avelino assume «como um projeto de vida».

No fundo, o artista usa a escrita da sua meia parte – Guilherme Barros – transpondo-a para a tela, colocando letra a letra, palavra a palavra… A frase.

As letras são feitas de aglomerado de madeira, cortadas pelo irmão mais novo que inventou a máquina para o efeito. «Este processo de fazer a letra, formar a palavra e construir a frase é um trabalho muito singular e inovador, é essa a reação das pessoas», que falam num projeto original.

Uma mistura de arte plástica com a escrita, com dois parceiros: o Avelino e o Guilherme Barros que escreve e idealiza o texto que depois transmite ao Avelino que idealiza qual é a fonte da letra, a sua espessura, que cor vai trabalhar e o tamanho da tela.

Depois do irmão devolver as letras, estas têm que ser polidas, lixadas, pintadas e colocadas uma a uma, num processo de filigrana. As letras de tamanhos e fontes várias ganham corpo e dimensão na tela.

Uma das telas tem quase oitocentas letras; há uma com mais de quatro metros de comprimento. O processo de pintura e secagem de todo o texto durou quase um ano; «estamos a falar de letras que foram pintadas quatro vezes uma a uma. É um processo de muita paciência», mas também «terapêutico», dita o artista Avelino.

Cada tela é acompanhada de um passaporte de identificação que contém todas as descrições técnicas, desabafos, pensamentos e as folhas de trabalho.

Este projeto surge depois ter escrito (o Guilherme Barros) o primeiro livro, “Esboços Palavras”, em 2014, «e por alguma curiosidade de continuar na escrita, que me ajudou muito a fazer o luto pela morte da minha mãe»

O tempo que passou e um desafio depois (de um amigo) levou-o, no dia seguinte, a passar por uma loja de materiais de arte. «Lembrei-me da conversa na noite anterior». Entrou. «Comprei uma tela e uns pastéis de óleo».

Em casa fez os primeiros esboços, sempre «com palavras». Ficou a sensação: «gosto disto».

Depois, em vez de desenhar as palavras «comecei o processo de as pintar e colá-las na tela e com o decorrer deste trabalho começo a ir buscar outras telas, encontro outros fornecedores até que há cerca de quatro anos, o meu irmão mais novo criou uma máquina de corte…» que chega à minúcia da própria caligrafia do artista Avelino.

Aqui, e desde então, Avelino tem o apoio de muitos amigos que o ajudam a ter as condições de trabalho. «Gostava de poder dedicar uma tela a todos os que me têm ajudado».

É isto que pretendo contar sobre o Avelino, o artista, e do cúmplice Guilherme Barros que prepara um novo livro… “Reparador de Letras”.

Fotografias: Patrick Esteves

Uma Praça na Devesa para todos os famalicenses

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão inaugura esta quinta-feira, dia 9, junto à entrada principal do Parque da Devesa, a Praça da Cidadania.

No espaço foi colocada, em monobloco, a palavra Famalicão. Mais do que um cartão de visitas, o município quer homenagear todos os famalicenses.

Com esta homenagem coletiva fica marcado o Dia da Cidade, que celebra 35 anos de elevação de Famalicão a cidade.

«O que é justo este ano é medalhar todos os famalicenses», disse Paulo Cunha. O autarca acrescenta que «os famalicenses deram e estão a dar uma resposta exemplar, não só ao nível profissional – os profissionais da saúde, da segurança pública, os voluntários das corporações de bombeiros, mas também muitos profissionais de outras áreas, como a recolha do lixo, o setor alimentar, agricultores, indústrias e seus trabalhadores, transportadoras e seus motoristas de ligeiros e pesados, etc… -, mas também ao nível pessoal, pela forma como as pessoas souberam recolher-se ao confinamento familiar e sabem acatar as regras da DGS, ajudando desta forma a combater a propagação da Covid 19».

A cerimónia de homenagem será condicionada dada a situação de pandemia em que vivemos, sendo transmitida em direto através do facebook do município emhttps://www.facebook.com/municipiodevnfamalicao/

Capotamento condiciona trânsito na A7

Esta quarta-feira, uma carrinha que transportava produtos de higiene e limpeza despistou-se na A7, sentido Famalicão – Vila do Conde. Não há feridos a registar, mas o trânsito ficou condicionado. O capotamento do veículo obrigou a que o trânsito circulasse apenas por uma faixa de rodagem.

Além dos Bombeiros de Famalicão, no local estiveram o Destacamento de Trânsito da GNR e elementos da concessionária.