Contribuintes com contabilidade organizada terão omitido 437,8 ME de rendimentos

A Inspeção-Geral de Finanças detetou indícios de evasão fiscal de cerca de 437,8 milhões de euros de rendimento potencialmente não tributado junto de contribuintes da categoria B com contabilidade organizada e sugere limites no acesso ao regime.

As situações e o valor dos rendimentos potencialmente não tributados são uma das conclusões a que chegou a Inspeção-Geral de Finanças (IGF) durante uma auditoria para verificar a eficácia do controlo da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) junto dos contribuintes que auferem rendimentos da categoria B do IRS, mas que estão enquadrados no regime de contabilidade organizada.

Em causa estão, por exemplo, profissionais liberais, sendo que o regime de contabilidade organizada é obrigatório para quem fatura mais de 200 mil euros por ano e opcional para quem fatura abaixo deste valor, mas não quer ficar no regime simplificado — em que o fisco assume como despesa da atividade uma determinada percentagem do rendimento declarado.

Nesta auditoria, focada no biénio 2015/2016 e cujo relatório foi agora divulgado publicamente, foram identificados “fortes indícios de evasão fiscal que, no período auditado, poderá ascender a 437,8 milhões de euros de rendimento potencialmente não tributado”.

Em causa estão, assinala a IGF, situações de “subfaturação ou subvalorização dos inventários, custos de fornecimentos e serviços externos superiores aos proveitos, não acréscimo na declaração modelo 3 de IRS de custos não aceites fiscalmente e omissão de imposto relativo à tributação autónoma”.

Além da parcela de rendimento que terá ficado por tributar, como consequência da redução indevida da matéria tributável, alguns destes contribuintes “acederam indevidamente a benefícios e prestações sociais”.

Recorde-se que o acesso a algumas prestações sociais, como o abono de família ou a mensalidade das creches e jardins de infância comparticipadas pela Segurança Social, por exemplo, depende do valor de rendimentos declarado pelo agregado familiar.

No biénio 2015/2016 estavam enquadrados naquela categoria 90 mil contribuintes, sendo que 90% tinha aderido por opção à contabilidade organizada. Mas enquanto os que estão no regime simplificado tiveram neste período uma rentabilidade fiscal média de 22,7%, os que estão na contabilidade organizada apresentaram uma rentabilidade fiscal entre 6,5% e 8%.

Diferença que, segundo a IGF, “representa uma perda potencial para o erário público de 1.250 milhões de euros/ano de rendimento tributável”.

Esta situação levou a IGF a propor ao Governo limitações no acesso ao regime da contabilidade organizada além do valor da faturação anual (200 mil euros).

“Foi proposto ao Governo (…) que o acesso ao regime fosse limitado a SP [sujeitos passivos] que desenvolvam uma atividade económica estruturada e que, designadamente, disponham de ativos fixos tangíveis afetos à atividade, exceto viaturas ligeiras, de valor superior a 30 mil euros, de pelo menos um trabalhador e de um volume de negócios superior a 200 mil euros, de forma a reduzir os níveis de evasão fiscal e aumentar a receita fiscal”, refere o relatório.

Ao contrário do que sucede no regime simplificado, na contabilidade organizada, os contribuintes podem apresentar despesas de atividade e deduzir o IVA suportado.

No decurso desta auditoria, a IGF detetou ainda falhas de validação entre o cadastro e as declarações de rendimento destes contribuintes (Anexo C) e verificou que 7% não entregaram a Informação Empresarial Simplificada (IES), incumprimento este que não foi sancionado pela AT.

“A análise de risco realizada pela AT limitou-se ao cruzamento automático da informação do Anexo C da modelo 3 de IRS, com as declarações acessórias de rendimentos e retenções e com o E-Fatura”, refere o documento, referindo que este procedimento se revelou “muito insuficiente no que respeita à análise dos resultados da atividade e do correto apuramento da matéria tributável com recurso à informação da IES”.

Tendo concluído que o controlo realizado pela AT sobre estes contribuintes “não tem sido eficaz, existindo fortes indícios de redução indevida da matéria tributável”, a IGF propõe que sejam criados indicadores de análise de risco a partir da IES e da Declaração Mensal de Remunerações, de forma a detetar indícios de subfaturação ou erosão indevida de rendimento tributável.

Em paralelo, defende uma análise e correção das situações anómalas de enquadramento em IVA e das que apontam para a existência de indícios de irregularidade no apuramento do rendimento tributável.

Confeitaria Moura promove palestra com o jornalista Júlio Magalhães

A Confeitaria Moura, em Santo Tirso, promoveu, no dia 10, uma mesa redonda sobre comunicação com Júlio Magalhães. Numa parceria com a Idioteque, o jornalista e escritor falou sobre a sua vida e carreira, dando-se a conhecer melhor aos que participaram no evento.

Júlio Magalhães, ex-diretor de informação da TVI, é atualmente diretor-geral da Porto Canal e autor de vários romances.

É habitual por altura das festas em honra de S. Bento, a Confeitaria Moura, uma das mais prestigiadas do concelho de Santo Tirso, promover um encontro com um jornalista, a que chama “Um Jesuíta com…” Um contributo à cultura da parte da Confeitaria Moura.

Recorde-se que a Confeitaria Moura conta já com 128 anos de existência, mas não é só a longevidade que lhe dá estatuto; esta é uma confeitaria muito famosa no país pela qualidade dos seus doces, especialmente os jesuítas. Com fabrico próprio, tem lojas em Santo Tirso e no Porto, onde pode degustar algumas das especialidades ou fazer encomendas.

GNR de Luto: Morreu militar ferida em acidente na A1

A militar da GNR que tinha ficado ferida com gravidade no acidente com um carro-patrulha na A1, na passada terça-feira, morreu esta segunda-feira.

A notícia da morte da cabo Vânia Martins, de 31 anos, foi avançada pela GNR no Facebook.

https://www.facebook.com/GuardaNacionalRepublicana/photos/a.258840950880298/3113231428774555/?type=3&__xts__%5B0%5D=68.ARAPx_MVlHcdNLnZJYbzvcqEH8aO_IYgG4itqGXDE9NIvokt7U1lt-YebxCi5XjBVVaH1-N1ivT0orA8M9Zk66z67lgRcwRd7V2pOa_EgxTDYDt2s1BT00Mptc-7rMtXg8h3R-lDY7Tr4cfYMXJA4gcRGQCfFTLfk-tf0dMlX2Brq1zMos5xWwGeRb47CuwZId2BWnCGHwO_3yLhwBikpIm_XP1HD9CmK3hg4OQPd3pIq5cQF9KHZvflUn-vUX2CCrFq2ruD62fOnQ7o0UGDDtRcHfzRnlIW02XppdkgtfW9tIhWhSB1DpC7yx0GSkBAIBzGIJXH6-SwCZ7CWUmF8QFE6Q&__tn__=-R

Covid-19: Governo melhora recolha de dados sobre a doença para “reduzir erros”

As ferramentas utilizadas para analisar e tratar os dados relativos aos infetados com covid-19 estão a ser alvo de uma “intervenção profunda” para reduzir a “possibilidade de erros”, disse hoje o secretário de Estado da Saúde.

“Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) encontram-se a fazer uma intervenção profunda nos sistemas de recolha e tratamento dos dados epidemiológicos com o objetivo de reduzir as tarefas manuais, acelerando o processo diário de elaboração do boletim [da Direção Geral de Saúde] e diminuindo a possibilidade de ocorrência de erros”, afirmou António Lacerda Sales durante a conferência de imprensa para fazer um balanço da epidemia de covid-19 em Portugal.

O governante salientou a importância da “transparência e rigor” na recolha e divulgação de dados sobre o novo coronavírus.

Também presente na conferência de imprensa, Luís Góis Pinheiro, presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), acrescentou que o objetivo é reduzir a intervenção manual de “operações complexas que passam a ser cada vez mais automatizadas”.

Desta forma, aumenta a celeridade na recolha e divulgação de dados e “diminui-se o erro”, reforçou Luís Góis Pinheiro, garantindo que este trabalho de melhoria “estará finalizado muito em breve”.

Além dos dados que permitem elaborar diariamente o boletim da DGS, no qual constam informações sobre o aumento de infetados e óbitos relacionados com a covid, tais como a idade ou a cidade onde foram identificados, os SPMS estão também a melhorar o TraceCovid19.

O TraceCovid19 permite fazer a gestão da pandemia e dar apoio aos médicos que mantêm os doentes em vigilância. Segundo Luís Góis Pinheiro, o aperfeiçoamento desta ferramenta vai “permitir tratar cada vez mais a informação” e “apoiar as decisões daqueles que têm de as tomar”.

DGS alerta para os perigos que ‘traz’ a subida de temperaturas

Graça Freitas aproveitou a conferência de imprensa destinada ao balanço da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal para alertar para um outro risco de saúde: o calor excessivo previsto para os próximos dias que se poderá traduzir em “maior morbilidade e eventualmente maior mortalidade”.

Durante esta semana, “preveem-se temperaturas muito elevadas com noites tropicais, ou seja, noites em que a temperatura não vai descer abaixo dos 20.º“, sublinhou a diretora-Geral da Saúde, recordando que existem quatro grandes grupos que acabam por estar mais vulneráveis: as crianças, idosos, mulheres grávidas e doentes crónicos.

Por isso, a responsável da DGS recordou algumas “medidas básicas” tais como beber água ou sumos de fruta naturais sem açúcar, salientando que é necessário beber mesmo que não haja a sensação de sede, ou usar roupa larga e fresca, chapéu e óculos de sol.

As refeições devem ser frias e leves e devem ser várias vezes ao dia e as pessoas devem permanecer durante duas ou três horas em ambientes frescos, porque “o corpo tem mecanismos de regulação térmicas mas precisa de ajuda”, alertou.

Evitar demasiados esforços físicos e não estar ao sol nas horas de maior calor foram outras das recomendações deixadas hoje pela DGS, que voltou a lembrar os números para os quais as pessoas devem ligar caso se sintam mal: 112 ou para o 808 24 24 24, do SNS24.

A estes conselhos, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, reforçou o alerta, que não podemos descurar, que o vírus “não tira férias” e que a sua propagação “não anda ao sabor das estações do ano”.