Câmara de Famalicão antecipa apoios à cultura

Face às restrições de trabalho provocadas pela pandemia do covid-19, a Câmara Municipal de Famalicão resolveu ajudar os artistas e as instituições culturais antecipando os subsídios à cultura.

Até ao momento, a autarquia famalicense já transferiu cerca de 420 mil euros para os parceiros culturais locais. A somar a este valor, estão os 14 mil euros pelo trabalho online de artistas, grupos de música e companhias de teatro, com diversos espetáculos de dança, teatro, poesia, literatura e oficinas temáticas.

«Com a pandemia da Covid 19, as associações culturais e os artistas foram os primeiros a parar e a fechar portas. Foram obrigados a interromper todo o seu trabalho. Apesar de tudo, não baixaram os braços e deram o exemplo à comunidade, continuaram em casa a criar e a oferecer-nos a sua arte», explica o presidente da Câmara Municipal. Para Paulo Cunha, «a arte e a cultura foram fundamentais durante o período de confinamento, pois ajudaram as pessoas a não se sentirem sozinhas, a terem companhia, a divertirem-se e a continuarem ligadas à cultura».

O autarca famalicense destaca, ainda, a importância dos apoios para garantir a sobrevivência das próprias instituições artísticas. «Precisamos da cultura e das artes na nossa vida e temos que os apoiar neste momento difícil».

Recorde-se que durante o período de confinamento, foram promovidos, através da página de facebook “Famalicão Comunitário”, cerca de 60 eventos culturais, que atingiram mais de 70 mil visualizações. Apesar da área predominante ser a música, também decorreram espetáculos de dança, teatro, poesia/literatura e oficinas temáticas, e foi apresentada uma web série.

BE e Câmara em desacordo quanto aos direitos dos trabalhadores

O Bloco de Esquerda denuncia, em comunicado, que a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão processou cortes nos vencimentos de cerca de mil funcionários que estiveram em casa nos meses de Abril e Maio. A estimativa é que estes trabalhadores tenham perdido cerca de 100 euros mensais relativos ao subsídio de alimentação.

A concelhia do BE exige ao município que «adote também medidas de proteção dos seus trabalhadores, restituindo os pagamentos e garantindo que os seus trabalhadores não percam direitos nem capacidade orçamental numa fase de dificuldade».

Entretanto, na resposta, a Câmara Municipal de Famalicão garante que defende os direitos dos trabalhadores e cumpre as regras da administração pública. Relembra o despacho do Conselho de Ministros de n.º 3614-D/2020, que estabelece que o funcionário em teletrabalho mantenha o subsídio de refeição, mas não estabelece para os trabalhadores em regime de disponibilidade, caso das “equipas em espelho”.

Assim, o município informa que no mês de março foram descontados subsídios de alimentação a 59 trabalhadores; no mês de abril foram descontados subsídios de alimentação a 189 trabalhadores; não foi descontado subsídio de alimentação aos trabalhadores que se encontravam em regime de teletrabalho.

Hortas de Famalicão fornecem legumes para famílias carenciadas

As Hortas Urbanas de Famalicão, no Parque da Devesa, têm dois talhões que são exclusivos para formação e cujo resultado da produção vai para a loja social e para a ACB – Associação Cultural, Beneficente e Desportiva dos Trabalhadores do Município.

Neste ano de pandemia, mesmo sem cursos a funcionar, mas com o apoio de voluntários, as hortas conseguiram uma boa colheita de alfaces, curgetes, couves, entre outros legumes que já começaram a entregar à loja social, que faz a respetiva distribuição pelas famílias mais carenciadas do concelho.

Abertas candidaturas ao Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco

Estão a decorrer, até 30 de junho, as candidaturas ao Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.

O prémio, instituído em 1991, pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e patrocinado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, destina-se a galardoar anualmente uma obra em português, de autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro em primeira edição no ano de 2019. Tem um valor pecuniário de 7.500 euros.

O regulamento, disponível no site do município em www.famalicao.pt, indica que, de cada livro concorrente devem ser enviados cinco exemplares para a sede da APE, destinados aos membros do júri e à biblioteca. Não serão admitidos a concurso livros póstumos, nem de índole infanto-juvenil.

O galardão distinguiu já escritores como Hélia Correia, Mário de Carvalho, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria e José Eduardo Agualusa. José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo, Paulo Kellerman, Gonçalo M. Tavares, Ondjaki, Afonso Cruz, A.M. Pires Cabral e Eduardo Palaio, entre outros.