“Se for necessário, bares e discotecas continuarão fechados no verão” diz António Costa

O primeiro-ministro diz que as casas de diversão são “atividades que vivem da interação” e que, por isso, estão “no último lugar” dos serviços que reabrirão.

Não podemos pôr em causa o que conseguimos com enorme dificuldade

António Costa em entrevista à TSF

O governante diz que, se for necessário, estes espaços vão manter-se encerrados, uma vez que promovem uma aproximação das pessoas quando, o que se pretende, é precisamente o contrário.

Covid-19: Restaurantes voltam hoje a abrir portas mas com restrições

Os restaurantes, cafés e pastelarias, que até aqui podiam funcionar apenas em ‘take-away’ ou com entregas, reabrem hoje portas, podendo servir os clientes no interior dos espaços, com normas de segurança e lotação máxima reduzida a metade.

De acordo com o Plano de Desconfinamento, aprovado em Conselho de Ministros, na sexta-feira, restaurantes, cafés, pastelarias, assim como lojas com porta aberta para a rua até 400 metros quadrados, salvo exceções definidas pelas autarquias, voltam hoje a receber clientes no interior dos espaços.

Também hoje os estabelecimentos turísticos e o alojamento local voltam a poder disponibilizar os seus serviços de bebidas e restauração para o exterior e não apenas para os seus clientes, como até aqui acontecia.

No entanto, a lotação dos estabelecimentos de restauração está agora limitada a metade, devendo ainda ser promovida a ocupação de esplanadas.

Por outro lado, têm que ser cumpridas as normas de higiene e segurança, que foram acordadas entre a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

As medidas que entram agora em funcionamento têm sido contestadas pelo setor, nomeadamente, no que toca à limitação da capacidade, o que já levou, pelo menos, 20% dos estabelecimentos a avisarem não ter condições para abrir, segundo os dados da AHRESP, avançados na quinta-feira.

“O grande constrangimento e o ponto mais crítico tem que ver com a limitação da capacidade a 50%”, disse a secretária-geral da AHRESP, na altura, durante um ‘webinar’ para apresentação de um guia de boas práticas para o setor, que contou com a presença do secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres.

Conforme apontou Ana Jacinto, a redução de 50% é “um ponto muito crítico” que “compromete a abertura de muitos estabelecimentos que desejariam abrir e não vão ter condições”, lembrando que “há muitos anos” que o setor convive com normas de higiene e segurança “muito apertadas”.

De acordo com o último inquérito feito aos seus associados, 20% das empresas avisou a AHRESP que não tinham condições para abrir com limitação de capacidade a 50%, o que Ana Jacinto considerou ser “extremamente preocupante”.

Dos que vão abrir, continuou, apenas uma parte dos trabalhadores vai voltar, pelo que se mantém a necessidade de o Governo apoiar a manutenção destes postos de trabalho e dos apoios ao setor, nomeadamente dando continuidade ao ‘lay-off’ simplificado (redução do horário ou suspensão dos postos de trabalho).

Durante a mesma sessão, Ana Jacinto esclareceu que a distância de dois metros entre as mesas, apesar de recomendada, não é obrigatória, ressalvando que o distanciamento não será necessário no caso de se tratarem de pessoas que convivem na mesma casa.

A proibição de entrada nos estabelecimentos depois das 23:00 também não será impeditiva de que os clientes possam permanecer no interior e terminar tranquilamente as suas refeições após essa hora, disse.

A responsável desaconselhou ainda o investimento em acrílicos para a divisão de mesas, uma vez que estes serão mais uma superfície a desinfetar e porque não reduzem a necessidade do distanciamento obrigatório.

O uso de máscaras é obrigatório para funcionários e clientes, mas a medida não se aplica aos trabalhadores nas zonas de calor, como as cozinhas, onde o uso não é obrigatório.

As viseiras não são obrigatórias e não poderão substituir as máscaras utilizadas pelos trabalhadores.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou agora a ser o que tem mais casos confirmados embora com menos mortes.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia de covid-19, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

Humanitave confecionou 600 refeições em Famalicão e 450 no Porto durante o fim de semana

A Humanitave – Associação de Emergência Humanitária, com sede na freguesia de Pedome, em Vila Nova de Famalicão, confecionou mais de mil refeições durante este sábado e domingo.

Esta associação tem-se revelado uma grande ajuda para muitas famílias, grande parte delas afetadas pela crise gerada pela pandemia.

Este fim de semana, para além das refeições confecionadas em Famalicão, na cantina da escola de Pedome, a Humanitave rumou ao Porto para colaborar com um outro projeto.

Das mil refeições, 450 foram distribuídas pelo projeto “Porta Solidária” da invicta, um serviço da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, que tem batido recordes de procura por parte da comunidade carenciada.

 

F.C.Famalicão: Já não há infetados com Covid-19 no clube

O Futebol Clube de Famalicão anunciou, em comunicado publicado no site oficial, que já não tem nenhum elemento do clube infetado com o novo coronavírus.

O Futebol Clube de Famalicão informa que todos os jogadores, elementos da equipa técnica e staff de apoio à equipa principal foram submetidos a testes de rastreio da Covid-19 na passada sexta-feira, através da pesquisa de SARS-CoV-2 com zaragatoa nasofaríngea. Todos os referidos testes tiveram resultados negativos

O clube mais informa que, na próxima sexta feira, haverá nova bateria de testes.

Informação útil: O que precisa de saber para quando reabrirem os centros comerciais

Os centros comerciais vão voltar a abrir portas no próximo dia 1 de julho. A Associação Portuguesa de Centros Comerciais acaba de lançar um pequeno guia com as recomendações que devem ser seguidas por todos os que permaneçam nestes espaços:

  • O uso de máscara de proteção ou viseira será obrigatório por todos os que entrem nestes espaços;
  • Deverá respeitar-se o distanciamento social de dois metros entre os visitantes;
  • O acesso ao centro comercial deve ser controlado através dos já habituais sistemas de vídeo vigilância, encerrando as suas portas sempre que se verifique que já está na capacidade permitida;
  • Todos os espaços, incluindo escadas rolantes e casas de banho, devem possuir linhas sinaléticas que permitam identificar a distância entre visitantes;
  • Da mesma forma, as zonas de restauração devem manter o espaçamento entre mesas, de forma a manter o distanciamento de dois metros entre os clientes;
  • Os espaços para crianças devem permanecer fechados. Da mesma forma, outros equipamentos de uso específico para os mais pequenos, como carrinhos de passeio, não devem ser utilizados nesta primeira fase de reabertura;
  • Sempre que surja um caso suspeito nas imediações destes locais de lazer, será seguido um protocolo de quarentena;
  • Todos os colaboradores devem seguir as normas de higienização avançadas ao longo de todos este dias pela Direção Geral da Saúde: lavar as mãos com frequência; usar álcool ou gel desinfetante sempre que necessário e higienizar, regularmente, as zonas comuns, como balcões ou máquinas de pagamento por multibanco;
  • Os sistemas de ar condicionado deverão funcionar em regime de 100% de ar novo;
  • Os sistemas de áudio devem manter uma linha aberta de comunicação com os seus visitantes, de forma a poder relembrar, de tempos a tempos, todas as normas de utilização destes espaços.