Primeira Liga tem que terminar até ao final de julho

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol e os presidentes da Liga e dos clubes das competições profissionais reuniram esta quarta-feira, após o encontro da UEFA com as suas filiadas devido à pandemia de COVID-19. Dessa reunião saíram decisões quanto ao futuro do futebol português, uma das quais determina que os campeonatos devem estar concluídos até ao final do mês de julho..

Fernando Gomes e os presidentes dos clubes decidiram que os campeonatos profissionais (I e II Liga) devem ser concluídos até essa data. E, se tal não for possível, podem os campeonatos serem ‘empurrados’ para o início de agosto.

Portugal deve apresentar a lista de participantes nas competições europeias do próximo ano até 3 de agosto, o que obriga a I Liga a estar terminada antes dessa data.

Os jogos da I Liga e II Liga de futebol estão suspensos, por tempo indeterminado, desde 12 de março.

Após 24 das 34 jornadas, o FC Porto lidera o principal escalão, com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica. O FC Famalicão, com 37 pontos e na luta por um lugar na Liga Europa, é sétimo classificado.

Cuidar maior contacta cuidadores informais

O Cuidar Maior, projeto a funcionar na sede da Junta de Freguesia de Requião, vai contactar todos os cuidadores informais sinalizados, para avaliar das suas necessidades para entrega de bens essenciais (alimentos, produtos de limpeza e higiene) e entrega de medicação.
O espaço está encerrado, mas mantém uma linha SOS Cuidadores – 967 295 459 – para ouvir e quebrar o isolamento.

Sindicato acusa Trofa Saúde de fecho ilegal de hospital em Famalicão

O Sindicato da Hotelaria do Norte acusou hoje o Grupo Trofa Saúde de encerramento temporário “ilegal” do seu hospital em Famalicão e de obrigar os trabalhadores a escolherem entre férias forçadas ou redução salarial de 25%.

Em comunicado enviado à Lusa, o sindicato diz que “já protestou” junto da empresa e já pediu a intervenção “urgente” da Autoridade para as Condições do Trabalho.

O Sindicato da Hotelaria do Norte acusou hoje o Grupo Trofa Saúde de encerramento temporário “ilegal” do seu hospital em Famalicão e de obrigar os trabalhadores a escolherem entre férias forçadas ou redução salarial de 25%.

Em comunicado enviado à Lusa, o sindicato diz que “já protestou” junto da empresa e já pediu a intervenção “urgente” da Autoridade para as Condições do Trabalho.

“A empresa alega o artigo 309.º do Código do Trabalho, sabendo, como sabe, que tal norma não se aplica ao caso”, acrescenta.

Aquele artigo alude a casos de “encerramento temporário ou diminuição temporária de atividade de empresa ou estabelecimento que não respeite a situação de crise empresarial”.

“O encerramento do hospital de Famalicão foi feito sem que a empresa estivesse obrigada a tal e, por isso, é ilegal”, diz ainda o sindicato.

A Lusa contactou o Grupo Trofa Saúde, que ainda não reagiu.

No entanto, a Lusa teve acesso a um e-mail enviado pelos Recursos Humanos do Grupo Trofa Saúde a uma trabalhadora, que refere que a “catástrofe” provocada pela infeção covid-19 obrigou ao encerramento temporário dos serviços, por ter criado uma falta de atividade imediata, imprevisível e totalmente fora do controlo da empresa”.

“Ou seja, os serviços encerraram por motivos de força maior, encontrando-se a empresa a analisar as melhores formas de reação a esta crise que se instalou e de assegurar os postos de trabalho”, acrescenta.

O grupo diz ainda que, “para que os trabalhadores não perdessem rendimento, a empresa indicou como caminho que, durante este período, os dias fossem de compensação de horas e férias para os colaboradores”.

“A empresa indicou este caminho no sentido de não prejudicar demasiadamente os colaboradores”, sublinha.

Ressalva que não obrigará qualquer trabalhador a gozar agora o seu período de férias, se não for essa a sua intenção e conclui dizendo que os trabalhadores que não quiserem gozar agora as férias continuarão a não ter que ir trabalhar, mas verão a sua retribuição reduzida em 25% durante o período do encerramento.

O hospital do grupo em Famalicão fechou em 19 de março.

Os trabalhadores foram sendo, entretanto, informados da prorrogação do prazo de encerramento, que agora se situa em 20 de abril.

“Estou de férias desde 16 de março. Se o fecho se prolongar até 20 de abril, cumpriria mais do que os 22 dias de férias a que tenho direito”, disse uma trabalhadora à Lusa.

A trabalhadora já contestou, dizendo que não aceitava, mas ainda não obteve qualquer resposta.

Para o sindicato, a empresa não está a cumprir os formalismos e procedimentos legais previstos no Código do Trabalho, incorrendo, assim, numa contraordenação “muito grave e na prática de um crime, punível com pena de prisão até dois anos e multa até 240 dias”.

Covid-19: 90 detenções por desobediência durante estado de emergência

Em comunicado, o MAI refere que, entre as 00:00 do dia 22 de março e até às 18:00 de hoje, foram detidas 90 pessoas por crime de desobediência, designadamente por violação da obrigação de confinamento obrigatório e por outras situações de desobediência ou resistência.

Em relação ao último balanço feito pelo MAI, às 18:00 de terça-feira, nas últimas 24 horas foram detidas mais seis pessoas pelo crime de desobediência.

Segundo o MAI, estas duas forças de segurança encerraram também 1.633 estabelecimentos por incumprimento das normas estabelecidas.

O Ministério da Administração Interna volta a apelar para o “cumprimento rigoroso das medidas impostas pelo estado de emergência”, tendo em conta “a imperiosa necessidade de todos contribuírem para conter o contágio da covid-19.

No âmbito do estado de emergência, a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública têm vindo a desenvolver uma intensa atividade de sensibilização, vigilância e fiscalização junto da população.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%).

Os primeiros casos em Portugal surgiram a 02 de março.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.

Empresa famalicense dá 1 milhão de luvas

A Raclac ofereceu um milhão de luvas à Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS), que as vai distribuir pelas suas associadas.

A CNIS diz que as luvas serão entregues às uniões distritais por uma empresa de tranpostes, Torrestir, que assegura o serviço de igualmente de forma gratuita.

Segundo o comunicado, a empresa famalicense encontrou, em dois dias, uma solução com tecido técnico para resolver a proteção em Portugal contra o novo coronavírus, “algo que se faz há anos apenas na China. A sua solução está já a chegar a todos os hospitais nacionais”, acrescenta.

Arrancou esta quarta-feira a entrega de IRS

A campanha do IRS arrancou esta quarta-feira, prolongando-se até 30 de junho. Os contribuintes terão três meses para submeter a declaração de rendimentos relativa a 2019, quer seja através do IRS automático, se reunirem as condições para tal, ou preenchendo o Modelo 3.

O prazo de entrega da declaração anual do IRS aplica-se a todas as tipologias de rendimentos, tendo de ser feita exclusivamente por via electrónica, através do Portal das Finanças.

Segundo a AT, o IRS automático vai abranger três milhões de contribuintes. Há, contudo, que ter em conta que o IRS automático começa por corresponder a uma declaração provisória que se converte em definitiva no final do prazo da entrega, caso o contribuinte não a valide. Sendo assim, o prazo do pagamento do reembolso apenas começa a contar depois de 30 de junho.