Polícias organizam hoje encontro nacional para decidir protestos de 21 de janeiro

O encontro, que vai realizar-se na Voz do Operário, em Lisboa, foi decidido após “a postura intransigente” do Ministério da Administração Interna (MAI) no processo negocial em curso, segundo a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), um dos sindicatos organizadores.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à Lusa que provavelmente os protestos a realizar a 21 de janeiro não vão passar por uma manifestação idêntica à de 21 de novembro do ano passado, estando a ser pensadas outras ações de luta.

O protesto de 21 de janeiro foi decidido na manifestação de 21 de novembro, em que os sindicatos da PSP e as associações profissionais da GNR exigiam uma solução para as principais reivindicações da classe.

O Movimento Zero (M0), um movimento social inorgânico criado em maio de 2019 por elementos da PSP e da GNR, já anunciou a realização de uma concentração em todos os aeroporto portugueses em 21 de janeiro e apelou a todos os polícias para que participem nesse protesto.

O Movimento Zero, bastante visível na manifestação de novembro, precisa também que a partir de 21 de janeiro os aeroportos portugueses vão ter elementos do movimento “por tempo indeterminado”.

“Não vamos permitir nova humilhação em São Bento, com muros idênticos aos que cercam criminosos. Não vamos permitir um adiar de soluções, com usual desdém, seja por parte da tutela, seja por parte das altas hierarquias das instituições PSP e GNR”, sublinhou o grupo.

Paulo Rodrigues afirmou à Lusa que esta ação do M0 “não vai condicionar” outros protestos.

Entre as reivindicações da classe policial e militar da GNR estão o pagamento do subsídio de risco, a atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, o aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

O Ministério da Administração Interna definiu um calendário específico das matérias objeto de diálogo com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, tendo o primeiro ponto das negociações, o pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias, decorrido sem um acordo.

Para hoje está agendada uma nova reunião com o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, e em cima da mesa das negociações vai estar o plano plurianual de admissões para a PSP e a GNR.

Em 16 de janeiro de 2020 o tema de uma nova reunião será sobre os suplementos remuneratórios, em 13 de fevereiro estará em discussão a nova lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança, e em 05 de março será a segurança e saúde no trabalho.

Exposição “6 mil – das origens a Famalicão” até março

A exposição “6 mil – das origens a Famalicão”, que deveria encerrar no final de janeiro, foi prolongada até ao primeiro dia de março, por sugestão de várias instituições educativas, para que mais alunos a visitem no segundo trimestre letivo, no âmbito do serviço educativo do Parque da Devesa.

O coordenador científico da exposição, o historiador Armando Coelho, fala de uma «pequena amostra do grande potencial arqueológico do concelho e do muito que há a explorar».

A exposição, que foi inaugurada em julho de 2019, está patente na Casa do Território (Parque da Devesa). São mais de uma centena de objetos arqueológicos recolhidos no território de Famalicão e que servem para contar a história do concelho. Aborda os primeiros vestígios de expressão megalítica reveladores dos começos da agricultura e da introdução da metalurgia.

A mostra, que retrata a evolução do território desde os primeiros vestígios da presença humana até à Idade Média, propõe ao visitante uma leitura pedagógica e criativa da “primeira história” do território e da sua ocupação ao longo 6 mil anos.

Nesta exposição, organizada pela Câmara Municipal, no âmbito das comemorações do 34.º aniversário da elevação de Famalicão a cidade, é possível também conhecer os projetos, as intervenções e os sítios arqueológicos do concelho, bem como todo o trabalho que tem vindo a ser realizado pelo Gabinete de Arqueologia do Município. Dá também a possibilidade de mostrar alguns objetos que se encontram dispersos por alguns museus nacionais como, por exemplo, uma ara (altar romano) da Sociedade Martins Sarmento, uma lucerna (lamparina da época romana) patente no Museu Nacional de Arqueologia e uma lâmina de piras em ouro cedida pelo Museu do Ouro de Travassos.

Há, ainda, uma reconstrução digital do Castelo de Vermoim, que terá sido atacado por vikings, durante uma incursão à região Entre-Douro-e-Minho, em 1016.

Assaltantes de café em Fradelos detidos pela GNR em tempo recorde

A GNR conseguiu, num curto espaço de tempo, localizar e deter a dupla que, ao início da tarde desta quarta-feira, assaltou um café na freguesia de Fradelos, em Vila Nova de Famalicão.

Depois de cedidas as imagens das câmaras daquele estabelecimento, e de passada a matrícula do carro que utilizaram para fugir, as autoridades foram encontrar a dupla já no concelho de Matosinhos, no Porto.

Todos os bens levados do café de Fradelos, e de um outro em Balasar, na Póvoa de Varzim, foram recuperados.

Estes homens encontravam-se armados, e poderão ser os responsáveis por outros crimes do género que aconteceram na região.

Abertas candidaturas para Prémio Alberto Sampaio

Estão abertas as candidaturas ao prémio de História Alberto Sampaio, no valor de 6 mil euros. Os estudos concorrentes devem ser enviados para a Academia das Ciências de Lisboa até 31 de maio de 2020. Podem resultar ou ter por base trabalhos académicos, nomeadamente dissertações de mestrado ou teses de doutoramento, desde que respeitem o regulamento.

Esta é uma organização conjunta das autarquias de Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão e da Academia das Ciências de Lisboa, a quem cabe a designação do júri.

O objetivo do galardão é homenagear Alberto Sampaio, «vulto da historiografia portuguesa» e «incentivar o estudo e a investigação histórica» em Portugal, nomeadamente nas áreas económica e social.

Alberto Sampaio foi, «indubitavelmente, um eminente historiador que, nascido em Guimarães e sepultado em Vila Nova de Famalicão, passou a sua vida entre estes dois concelhos minhotos, tendo organizado a I Exposição Industrial de Guimarães e sido sócio fundador da Sociedade Martins Sarmento e destacado colaborador da Revista de Guimarães da mesma Sociedade». O prémio pretende manter viva a pessoa e a obra de Alberto Sampaio, «promovendo o desenvolvimento dos estudos científicos e investigação nas áreas ligadas ao seu legado, em especial, nas disciplinas da História Social e Económica».

As regras ditam que os estudos concorrentes devem ser inéditos, em língua portuguesa, com uma extensão compreendida entre 20.000 palavras (mínima) e 40.000 palavras (máxima).

O júri será designado pela Academia das Ciências de Lisboa a quem competirá garantir as condições necessárias ao funcionamento do mesmo, sendo constituído anual e rotativamente por três académicos de entre as seguintes universidades: Católica, Coimbra, Lisboa, Minho, Porto, Lusíada e Nova de Lisboa.

Saúde24: Cerca de quatro mil telefonemas e mais de 10 mil contactos digitais por dia

António Sales, que visitou o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24) acompanhado pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, e o vogal dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), disse que a deslocação pretendeu “reforçar a confiança nesta linha que tem mais de 4.000 telefonemas e contactos por dia, mas tem também agora uma linha digital há cerca de um ano com mais de 10 mil contactos digitais por dia”, disse António Sales, sublinhando que são “duas linhas muito importantes” na assistência aos portugueses.

“Mas é natural que em algumas situações, nomeadamente nesta altura da atividade gripal, nos meses de dezembro, janeiro e de fevereiro, cresça um pouco mais”, disse, contando que houve situações em que se chegaram a mais de 10 mil contactos na linha telefónica.

Segundo António Sales, existem neste momento três centros, em Lisboa, no Porto e em Braga, mas há um plano para alargar e para estender estas linhas a outras regiões do país “para que não haja assimetrias e que haja um reforço na sensação de confiança do paciente e dos utentes em relação a estas linhas”.

O governante destacou ainda a “qualificação e a competência” dos profissionais que todos os dias atendem as chamadas dos portugueses, que podem ter “confiança nesta linha telefónica (808 24 24 24)”.

“É um número a ficar na cabeça dos portugueses porque é um número muito importante na triagem, aconselhamento e encaminhamento das diferentes situações”, vincou.

A diretora-geral da Saúde lembrou que o SNS 24 começou há 21 anos com a Linha “Doi, Doi, Trim Trim” e teve “altos e baixos”.

“Neste momento é uma porta de acesso extraordinária no Serviço Nacional de Saúde” porque o contacto “é muito fácil”, seja digital ou telefónico, e “há sempre um profissional altamente diferenciado para acompanhar, para fazer tudo o que é preciso fazer”.

Sublinhando que o SNS 24 evita que as pessoas se desloquem a urgências hospitalares, em alturas de atividade gripal por exemplo, Graça Freitas adiantou que a linha de contacto “retira de facto pessoas das urgências, mas retira bem, deixando-as no seu domicílio, em cuidados domiciliários”, tendo depois o cuidado de voltar a falar com essas pessoas, fazendo o acompanhamento da situação e “isso é extraordinariamente bom”.