“Lamentamos que até ao momento não exista ampla divulgação de normas orientadoras, para lidar com este tipo de coronavírus, assim como não existem em quantidade suficiente equipamentos de autoproteção”, escreve o Sinapol em comunicado.
A estrutura sindical lamenta igualmente “a inexistência de medidas para mitigação de eventuais consequências de contágio”, sublinhando que “os polícias não têm qualquer informação sobre como atuar numa situação em que o vírus esteja em fase propagação”.
O Sinapol “espera e quer acreditar, que durante o dia de hoje a Direção Nacional da PSP dê uma cabal resposta às insuficiências descritas no comunicado, tendo em conta que é a saúde dos polícias que está em causa e da população em geral”.
O sindicato lembra que os profissionais da Polícia de Segurança Pública (PSP), pelas características da sua missão, são usualmente dos primeiros a responder a qualquer tipo de ocorrência de cariz urgente, estando assim expostos a forte ameaça de contágio, simplesmente porque lidam com a população em geral, quer na rua, quer nas esquadras onde atendem dezenas de cidadãos diariamente, “muitas vezes sem as mínimas condições de segurança, em espaços exíguos e não devidamente ventilados”.
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou os dois primeiros casos positivos de infeção no país, um homem de 60 anos e outro de 33, internados em hospitais do Porto.









