Depressão Norberto atinge Portugal continental com vento forte e descida de temperaturas

Em comunicado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) refere que o vento vai soprar forte (até 40 quilómetros/hora) durante o dia de hoje, com rajadas a atingir até 65 quilómetros/hora no litoral e 90 quilómetros/hora nas terras altas.

De acordo com o instituto, a depressão Norberto provocará agitação marítima forte, com ondas de noroeste com quatro a cinco metros a norte do Cabo Raso, em Cascais, no distrito de Lisboa.

Com uma frente fria associada, a depressão passou pelas regiões Norte e Centro de Portugal continental nas primeiras horas do dia, atravessando depois a região Sul.

A depressão Norberto originou períodos de chuva por vezes forte até ao início da manhã, em particular nas regiões do Minho e Douro Litoral, de acordo com o IPMA.

Segundo o instituto, os períodos de chuva vão chegar à região Sul ainda hoje, passando depois a um regime de aguaceiros fracos e pouco frequentes e que serão essencialmente nas regiões Norte e Centro.

A Météo France (Agência Estatal de Meteorologia de França) atribuiu o nome Norberto à depressão por esta ter uma pressão muito baixa sobre o Golfo da Biscaia e estar em deslocamento para leste.

D. Jorge Ortiga celebra 76 anos de vida

D. Jorge Ortiga, celebra neste dia 5 de março, o seu 76º aniversário.

O Arcebispo Primaz de Braga nasceu na freguesia de Brufe, em Vila Nova de Famalicão, no ano de 1944. Frequentou os seminários da Arquidiocese de Braga entre 1955 e 1967, tendo sido ordenado sacerdote no dia 9 de julho de 1967.

D. Jorge Ortiga foi ordenado Arcebispo Primaz de Braga na Cripta do Sameiro há 32 anos. Em 2016 recebeu a Medalha de Honra do Município de Braga que lhe conferiu o título de Cidadão Honorário do Município bracarense.

Aos 75 anos apresentou a resignação ao cargo de arcebispo que ocupa há 21 anos. O processo de substituição vai demorar vários meses e até lá o prelado famalicense vai manter-se em funções.

O próximo Arcebispo vai ser nomeado pelo Papa Francisco e, de seguida, anunciado à comunidade.

Famalicão: Sindicato denuncia falta de equipamento nos centros de saúde para evitar contágio pelo coronavírus

O Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU) diz que há falta de equipamentos nos centros de saúde do norte do país, com o concelho de Famalicão incluído, para evitar o contágio pelo coronavírus/Covid 19.

«Em Famalicão, numa unidade de saúde para 7.300 utentes, têm disponíveis três ‘kits’ de EPI para 16 profissionais de saúde», denuncia o Sindicato.

Segundo o recém-criado sindicato dos enfermeiros, em declarações à Agência Lusa, os «equipamentos de Proteção Individual (EPI) estão a ser distribuídos de forma racionada e em escassa quantidade na maioria das unidades de saúde e os ‘kits’ que estão a ser distribuídos são semelhantes aos que foram usados para a gripe A, mas são poucos os que chegam completos, com farda, luvas de cano alto, proteção de pés até aos joelhos, máscara P2 e óculos».

Contactada pela Lusa, fonte da Administração Regional de Saúde (ARS) garante que há «concursos a decorrer para aquisição de equipamento de proteção individual. Estamos a trabalhar para que o ‘stock’ seja o ideal para responder em caso de necessidade», respondeu.

Câmara de Famalicão aposta no futuro: Substitui sete veículos até ao final do ano

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão está empenhada em promover a mobilidade sustentável e de baixo impacto ambiental no concelho. Para isso, irá incluir, até ao final do ano, sete viaturas elétricas, 100 por cento amigas do ambiente, na sua frota automóvel.

As viaturas que irão substituir gradualmente os veículos em fim de vida, irão servir várias divisões municipais.

Este é mais um passo para a sustentabilidade ambiental a que se alia o protoloco já estabelecido entre a autarquia e a CEVE – Cooperativa Elétrica Vale D’Este com vista à promoção da mobilidade elétrica através da colocação de pontos de carregamento de veículos elétricos.

Refira-se que o município duplicou recentemente o número de pontos de carregamento instalados na cidade. Aos pontos já instalados na Rua Luís Barroso e no parque de estacionamento junto à CESPU, Vila Nova de Famalicão acrescentou agora mais dois: um na Avenida de França e outro na Rua Álvaro Castelões.

Os dois pontos de carregamento rápido, que irão integrar a rede pública Mobi.e, entram em funcionamento durante este mês de março e permite a cada um o carregamento de dois carros.

Para Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal, com esta medida a autarquia está a dar “um sinal aos famalicenses do caminho que podem seguir para que tenham uma atitude mais sustentável”.

Funcionários das escolas estão desmotivados, mas sentem que trabalho é respeitado

Nove em cada 10 trabalhadores não docentes (90,2%) estão insatisfeitos com o ordenado, segundo o estudo “Melhores escolas com trabalhadores não docentes valorizados e reconhecidos: Resultados do estudo nacional”, a que a Lusa teve acesso.

“Muitas destas pessoas recebem o salário mínimo”, afirmou Lúcia Miranda, uma das autoras do estudo que teve por base as entrevistas realizadas no ano passado a 600 trabalhadores de escolas de todo o país.

Mulheres, com mais 46 anos de idade e com habilitações literárias baixas são as principais características que definem a maioria dos funcionários não docentes das escolas portuguesas, segundo o estudo do Sindicato dos Técnicos Superiores, Assistentes e Auxiliares de Educação (STAAE) que veio confirmar o perfil traçado pelo Ministério da Educação.

A maioria dos inquiridos exerce funções de assistente operacional (67,2%) e, também por isso, o estudo apresenta estes trabalhadores como um grupo com baixas habilitações literárias: Mais de metade (51%) tem apenas o 1.º ou 2.º ciclo e só 22,3% conseguiram concluir o secundário. Apenas 2% têm formação superior.

Além disso, queixam-se da dificuldade em ter formação contínua e profissional. Segundo o relatório, 51,6% afirmou não ter “acesso a este direito e dever do empregador”, sublinhou a autora do estudo em declarações à Lusa.

A maioria dos inquiridos sente também que não tem oportunidade para ser promovido ou para assumir maiores responsabilidades.

Resultado: os trabalhadores sentem-se desmotivados. De norte a sul do país, 36,6% admitiram estar completamente desmotivados ou ter um nível motivacional baixo, enquanto 43,4% disseram estar mediamente motivados. “Apenas 19% apontou um nível motivacional elevado”, disse Lúcia Miranda.

Apesar da pouca motivação e salários baixos, a maioria sente que o seu trabalho é reconhecido por alunos, pais, professores e diretores. No entanto, “há 30% que considera que o seu trabalho não é respeitado por ninguém”, disse a autora do estudo e vice-presidente do STAEE da zona norte.

Para os investigadores, o perfil identificado no estudo apresenta um grupo de trabalhadores – mulheres, já com alguma idade e sobrecarga e desgaste profissional – que tendencialmente poderão vir a usufruir de baixas médicas e a necessitar de apoio médico e psicológico.

Os funcionários queixam-se também de não serem chamados a participar nas decisões que dizem respeito a alterações ao seu local de trabalho.

Lúcia Miranda deu como exemplos as mudanças de horário de trabalho, a mobilidade dentro da própria escola ou quando as autarquias decidem mudar um funcionário de uma escola para outra.

No total, “72,7% dizem não participar nas decisões. É uma percentagem muito elevado”, criticou a investigadora em declarações à Lusa.

A discriminação na escola foi outro dos assuntos abordados: Se a maioria (80%) não viu aqui qualquer problema, 14,5% admitiu já ter sido discriminado.

O estudo será apresentado no próximo fim de semana pela Federação Nacional da Educação e pelo STAAE-ZN durante o seminário ‘Melhores escolas com Trabalhadores Não Docentes valorizados, qualificados e reconhecidos: Resultados da Consulta Nacional 2019’.

Coronavírus: Sindicato dos Trabalhadores dos Registos diz que serviços não estão preparados

“O STRN lamenta que os trabalhadores não tenham sido informados de normas orientadoras no procedimento a ter contra o novo vírus”, afirma em comunicado a direção da estrutura sindical.

O sindicato denunciou assim a “inexistência de medidas profiláticas” para prevenção de infeção, a falta de orientações para a mitigação de eventuais consequências de contágio e o facto de não ser conhecido qualquer plano de contingência ou informação sobre como atuar nos diversos cenários que podem colocar-se.

O sindicato espera medidas da tutela, nomeadamente na Região Autónoma da Madeira. Pede que sejam distribuídas máscaras aos trabalhadores, desinfetante para mãos e objetos, bem como um manual de procedimentos.

O sindicato alega que os trabalhadores estão particularmente expostos quando fazem atendimento público.

“A falta de 1.500 trabalhadores, os equipamentos totalmente obsoletos e as aplicações sempre a falhar, têm como consequência elevados tempos de espera que fazem com que os cidadãos permaneçam durante muito tempo dentro dos serviços”, lê-se no comunicado.

No documento, o sindicato diz que a falta de condições de saúde, segurança e higiene “na esmagadora maioria dos serviços”, que se encontram “deficientemente instalados em espaços exíguos e sem a devida ventilação” não podia ser pior para este tipo de doenças.

Os trabalhadores, refere a estrutura, têm uma média etária de 57 anos: “Encontram-se nos grupos de risco mais suscetíveis a este tipo de doenças”.

O surto de Covid-19 – a doença provocada pelo novo coronavírus, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia – já provocou cerca de 3.200 mortos e infetou mais de 93.000 pessoas em 78 países, incluindo cinco em Portugal.

Das pessoas infetadas, cerca de 50.000 recuperaram.

Além de 2.983 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.