Dez mil euros para o melhor projeto cultural em rede

Estão abertas as inscrições para a quarta edição do “Programar em Rede”, uma iniciativa da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão destinada a apoiar, com um montante até 10 mil euros, um projeto cultural que seja promovido em conjunto por várias associações e instituições do concelho.

As candidaturas devem ser apresentadas por e-mail para cultura@vilanovadefamalicao.org até 31 de julho deste ano, após preenchimento da ficha de inscrição disponível em www.vilanovadefamalicao.org/_programar_em_rede.

Podem candidatar-se as entidades com atividade no domínio cultural que tenham sede em Famalicão ou que, sendo de fora, promovam atividades de interesse municipal e sejam pessoas coletivas legalmente constituídas. As entidades que apresentem candidatura podem optar pelas áreas artísticas e de criação que entenderem, sendo mais valorizados os projetos que apresentem cruzamentos disciplinares e apostem na formação de públicos. Cabe à divisão de Cultura e Turismo do município a verificação da conformidade das candidaturas, enquanto que a avaliação e decisão do projeto vencedor é da responsabilidade do Conselho Municipal da Cultura. O projeto vencedor deve ser concretizado entre 1 de janeiro e 30 de julho de 2020.

Recorde-se que esta iniciativa arrancou em 2016, com a Fundação Cupertino de Miranda a arrecadar o prémio com o projeto cultural “Museus Ilustrados em Rede”. Em 2017, a grande vencedora foi “A Casa ao Lado” com o projeto de arte urbana “Traço”, enquanto que em 2018 o vencedor foi a Associação Dar-as-Mãos com o projeto “Poesia Invade a Cidade”.

Faleceu aos 102 anos o eterno professor da Banda Marcial de Arnoso

Faleceu na última madrugada, aos 102 anos de idade, vítima de doença prolongada, Francisco Ferreira da Silva, o eterno professor da Banda de Marcial de Arnoso.

Do currículo fica a grande ligação à música e sua a participação constante e até aos últimos momentos de vida na Banda Marcial de Arnoso. Em jeito de homenagem e reconhecimento pelo seu trabalho, a banda já lhe havia oferecido uma marcha com o seu nome, aquando da celebração do seu 100º aniversário.

O funeral está marcado para as 15h00 desta quinta-feira na igreja paroquial de Sezures.

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Veterinários municipais alertam para listas de espera para recolha de animais

A Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios alertou hoje para a existência de “listas de espera” nos canis municipais, impossibilitando a recolha de animais abandonados, três meses após a entrada em vigor da lei que proíbe o abate.

“O canil intermunicipal com o que o meu concelho funciona, o canil intermunicipal do Alto Minho, tem neste momento uma lista de espera, de cães, de 63 animais. Estão à espera 63 animais para ser recolhidos. Desses, alguns estão na rua, outros estão a ser acolhidos por pessoas que os abrigaram e estão à espera que haja uma vaga no canil”, afirmou Ricardo Lobo, membro da direção da Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios (ANVETEM).

Para o responsável, este já é “um número considerável”, uma vez que os animais que estão na rua se podem “juntar a outros e formar matilhas”.

“Numa certa fase estes cães estão inofensivos e mais ou menos circunscritos, depois com a distribuição de alimentos começam a formar ninhadas, e as ninhadas a formar matilhas, e depois começa a haver ataques a pessoas e a animais e isto são sinais de coisas que vão acontecer”, afirmou.

Ricardo Lobo disse ainda, em declarações à agência Lusa, que “a maior parte dos centros de recolha” estão a recolher apenas os animais que são “mesmo urgentes”, que representam perigo para as pessoas ou estão doentes.

“Os cães que são agressivos, que estão na rua e representam um perigo, tudo o resto vão dizendo [os Centros de Recolha Oficiais (CRO)] às pessoas para aguentarem os animais no sítio em que estão algum tempo, que logo que houver um espaço se arranja um sítio para eles ficarem”, afirmou.

O veterinário acrescentou, ainda, que a maioria dos CRO que seguem, por opção, uma política de abate há mais de um ano, regista já listas de espera superiores a uma centena de cães.

“Vamos deixando aquele cão que até estava na rua e nunca fez mal a ninguém, mas, entretanto, mordeu uma criança, como aconteceu recentemente em Amarante. É o que vamos ter. Para já ainda passou pouco tempo, mas os efeitos vamos tê-los”, alertou o responsável.

O “abate de animais em centros de recolha oficial de animais por motivos de sobrepopulação, de sobrelotação, de incapacidade económica ou outra que impeça a normal detenção pelo seu detentor” foi proibido a partir de 23 de setembro de 2018.

De acordo com a lei, os animais acolhidos pelos Centros de Recolha Oficial que não sejam reclamados pelos seus donos no prazo de 15 dias, a contar da data da sua recolha, são “considerados abandonados e são obrigatoriamente esterilizados e encaminhados para adoção”.

A Região Autónoma da Madeira deixou de abater animais nos canis municipais em 2016, depois de aprovar a proibição do abate de animais de companhia e errantes e definiu um programa de esterilização, em sessão plenária no parlamento insular em 04 de fevereiro de 2016, que entrou em vigor 30 dias depois.

Já os municípios da Região Autónoma dos Açores têm até 2022 para se prepararem para o fim do abate de animais nos canis municipais, apesar de haver já alguns municípios a tentar antecipar o fim do abate.

Estudantes absolvidos da morte de colegas em queda de muro em Braga

Os quatro estudantes da Universidade do Minho acusados de homicídio negligente, na sequência da morte de três colegas atingidos por um muro, em abril de 2014, foram absolvidos pelo Tribunal Judicial de Braga.

Nas alegações finais do julgamento, o Ministério Público pediu a absolvição dos arguidos, por não ter sido possível apurar quais foram as causas da queda do muro.

Os advogados de defesa pediram igualmente a absolvição, alegando que quem deveria sentar-se no banco dos réus eram o administrador do condomínio servido pelo muro (uma estrutura que albergava caixas do correio) e dois elementos da Câmara de Braga.

Os factos remontam a 23 de abril de 2014, quando, para celebrar uma vitória numa “guerra de cursos”, no âmbito de uma ação de praxe, quatro alunos da Universidade do Minho foram para cima de um muro.

O muro acabou por ruiu, matando três estudantes que estavam na base, também a celebrar.

O Ministério Público acusou os quatro estudantes de homicídio negligente, mas em maio de 2017, no final do primeiro julgamento do caso, o Tribunal Judicial de Braga absolveu-os.

O Ministério Público recorreu e o Tribunal da Relação de Guimarães ordenou a repetição do julgamento, pedindo, nomeadamente, a realização de uma nova perícia aos destroços do muro, para aferir das verdadeiras causas da queda.

A perícia foi pedida ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que disse ser impossível realizá-la, tendo assim a repetição do julgamento incidido novamente apenas na audição das testemunhas.

O administrador do condomínio disse que em 2010 tinha alertado a Câmara de Braga para o risco de queda daquela estrutura, que apresentava “fissuras” e “alguma inclinação”, havendo também “lombas” no passeio contíguo, provocadas pelas raízes de árvores.

Por isso, e face “ao risco de queda” do muro, em 2010 reportou a situação à Câmara, apelando à tomada de medidas para segurança dos transeuntes.

“Nunca tive resposta da Câmara”, acrescentou.

Disse ainda que o condomínio nunca promoveu qualquer intervenção, porque “entendeu sempre que o muro não pertencia ao prédio” e que “era do domínio público”.

Em 2012, o condomínio decidiu instalar as caixas de correio junto aos prédios, mas aquela estrutura continuou de pé, na via pública.

O administrador do condomínio e dois elementos da Câmara de Braga chegaram a ser arguidos no processo, mas pediram a abertura de instrução, tendo a juíza decidido não os levar a julgamento.

Na altura, a juíza de instrução admitiu que, de alguma forma, os três beneficiaram do desaparecimento, na Câmara de Braga, do processo relativo àquele local.

Ficou, assim, por saber qual foi o teor completo da troca de correspondência entre a Câmara e o administrador do condomínio sobre a alegada falta de segurança do muro e que diligências foram feitas de parte a parte.

ANACOM quer acabar com problemas na TDT que não chega a todos

O presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) anunciou, esta terça-feira, em Paredes de Coura, um acordo de colaboração com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) para melhorar a cobertura da rede da Televisão Digital Terrestre (TDT) em todo o país.
João Cadete de Matos, adiantou ter reunido, com o presidente da ANMP para propor a realização de “um diagnóstico” sobre as “dificuldades e fragilidades” da cobertura da TDT, em todo o país.
“Vão-nos chegando, com frequência, de vários presidentes de Câmara e presidentes de Juntas de Freguesia situações deste tipo de dificuldades. Objetivamente não há razão nenhuma para que qualquer cidadão português não tenha acesso à TDT porque ela está disponível, quando não é pela antena terrestre, é por satélite. Trata-se apenas de concretizar a melhor solução que é necessária a cada um dos casos”, sustento o presidente da Anacom à margem da conferência promovida, em Paredes de Coura, pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.
João Cadete de Matos adiantou que vai fazer “o mesmo pedido de colaboração às Juntas de Freguesias, à Associação dos Instaladores de Comunicações”.
“Vou pedir para nos apoiarem nesse levantamento para termos um diagnóstico preciso das situações que existem hoje, no terreno, em cada um dos concelhos, em cada uma das freguesias para identificar a dimensão do problema e para apoiar as populações abrangidas na solução que é mais adequada”, sustentou.
O responsável explicou que só existirem duas soluções para resolver as dificuldades sentidas em alguns locais.
“Ou é a antena terrestre e poderá ainda haver situações em que a instalação não está adequadamente feita ou, em que existem interferências das antenas por causa da frequência única, que vão ser resolvidas com a multifrequência. Há ainda a solução do satélite e, nesse caso, está previsto até 2023 que a empresa Altice possa subsidiar a aquisição desse equipamento. Ainda estão por utilizar, da verba que foi comprometida, cerca de 13 milhões de euros. O Estado também poderá estudar outras soluções para que, em definitivo, possamos fazer a migração no final deste ano sem este problema ou resolvendo em definitivo este problema” referiu.

GNR sinalizou mais de 45 mil idosos a viver sozinhos ou isolados em 2018

A GNR sinalizou 45.563 idosos a viver sozinhos ou isolados em todo o país em outubro de 2018, mais 47 do que na operação “Censos Sénior” realizada em 2017.

Em comunicado, a GNR adianta que o maior número de idosos identificados a viver sozinhos ou isolados foi no distrito de Vila Real (4.515), seguido da Guarda (4.008), Viseu (3.776), Beja (3.715), Bragança (3.385), Faro (3.165) e Portalegre (3.156).

Em Lisboa foram identificados 1.138 idosos a viver sozinhos e isolados e no Porto 1.168.

A GNR explica que durante o mês de outubro de 2018, em todo o território nacional, realizou mais uma edição da Operação “Censos Sénior” que teve como objetivo atualizar os registos das edições anteriores e identificar novas situações de idosos que vivem sozinhos e/ou isolados.

Durante a operação “Censos Sénior 2018”, a GNR, sinalizou 45.563 idosos que vivem sozinhos e/ou isolados, ou em situação de vulnerabilidade, devido à sua condição física, psicológica, ou outra que possa colocar a sua segurança em causa.

“As situações de maior vulnerabilidade foram reportadas às entidades competentes, sobretudo de apoio social, no sentido de fazer o seu acompanhamento futuro.

“Durante a operação, os militares privilegiaram o contacto pessoal e a realização de ações em sala, no sentido de sensibilizarem este público-alvo para que não adotem comportamentos de risco, evitando que se tornem vítimas de crimes, como furtos, roubos ou burlas”, é referido.

Na operação “Censos Sénior” 2017 (realizada durante todo o mês de março de 2017), a GNR sinalizou 45.516 idosos a viver sozinhos ou isolados em todo o país.

Dos 45.516 idosos identificados, 28.279 viviam sozinhos, 5.124 residiam em locais isolados e 3.521 viviam sozinhos e isolados.

Desde 2011 que a GNR tem sinalizado cada vez mais idosos a viver nestas condições.