Associação dos Transportes Públicos de Mercadorias vai denunciar empresas que não cumpram o contrato coletivo de trabalho

O presidente da ANTRAM (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias), Gustavo Paulo Duarte, afirmou esta sexta-feira que, a partir de janeiro, a associação vai passar a denunciar as empresas de transporte rodoviário de mercadorias que não cumpram o contrato coletivo de trabalho, assinado em agosto.

Segundo Gustavo Paulo Duarte, a ANTRAM vai também “ensinar” à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), à Segurança Social e à Autoridade Tributária como se fiscalizam as empresas do setor.

Para o presidente da ANTRAM, que falava aos jornalistas em Braga, onde decorre, até sábado, o 18.º congresso da associação, o cumprimento do contrato coletivo de trabalho é essencial para aumentar a atratividade do setor e, assim, ultrapassar a “falta muito acentuada de mão de obra”.

“A partir de janeiro, é a própria ANTRAM que vai fazer denúncias. O setor quer-se legal e competitivo. Se é ilegal, estamos cá”, referiu.

Acrescentou que a ANTRAM vai dotar as entidades fiscalizadoras, como ACT, Segurança Social e Autoridade Tributária, “de capacidade para encontrar” quem não cumpre.

“Vamos ensinar a fiscalizar o setor”, sublinhou.

Gustavo Duarte disse que o contrato coletivo de trabalho veio regular o setor, mas enfatizou que é necessário obrigar as empresas a aplicá-lo.

“Hoje um motorista recebe bem, mas as condições de trabalho como andam? Dias inteiros fora de casa, semanas inteiras fora de casa. Há muita dificuldade em contratar, não há pessoas para trabalhar”, alertou.

Para o dirigente, esta situação só se inverte se a melhores vencimentos se juntarem melhores condições de trabalho e uma diferente “maneira de trato” dos trabalhadores.

No entanto, Gustavo Duarte admitiu que as empresas vão ter dificuldade em ajustar-se à nova realidade do setor, designadamente por causa da carga fiscal resultante da nova relação contratual com os nossos colaboradores.

“A carga é demasiado elevada, somos grandes contratantes e os ordenados são muito altos. Quase que duplicámos a receita da Segurança Social no setor, quase que criamos um novo setor”, referiu.

Apelou, por isso, ao Governo no sentido de permitir um “crescimento gradual” da carga fiscal, para que não seja concretizada imediatamente no atual ano fiscal.

Apesar de tudo, Gustavo Duarte manifestou-se “otimista” em relação do setor do transporte rodoviário de mercadorias e criticou o investimento público na ferrovia.

“Eu acho que o camião é o futuro, não é o comboio”, rematou.

Na abertura do congresso da ANTRAM, o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme D’Oliveira Martins, aludiu ao setor dos transportes rodoviários de mercadorias como “essencial” para o desenvolvimento da economia e salientou a “proximidade” do Governo com aquela associação.

Uma proximidade que “ilustrou” com medidas como o alargamento do regime do gasóleo profissional, o reforço do acesso a seguros e a intensificação da cooperação das autoridades portuguesas na fiscalização das condições laborais e dos tempos de pausa.

Preço da gasolina volta a cair

Se tem um carro a gasolina espere pela madrugada de segunda-feira para abastecer. É que o preço deve cair 1 cêntimos por litro. Esta é a terceira semana de descida do valor deste combustível.

Já o mesmo não acontecerá com o valor do litro de gasóleo que, à partida, não sofrerá qualquer alteração.

Ao encontro das relações de Portugal com os EUA

“Portugal e os Estados Unidos da América do Norte. Da I República à Democracia Abrilista (1910- 1975)” é o tema de mais uma edição dos Encontros de Outono que acontece nos dias 23 e 24 de novembro. A iniciativa, que decorre na Casa das Artes, colocará em Famalicão, perto de uma dezena de especialistas e investigadores sobre política externa de Portugal com os Estados Unidos.

Os Encontros de Outono, iniciativa promovida anualmente pelo Museu Bernardino Machado, visa debater e refletir sobre episódios da história nacional e internacional. É aqui que entram as relações entre os Estados Unidos e Portugal que têm sido debatidas desde o início do ano com um ciclo de conferências: foram nove com a participação de especialistas e investigadores com obra publicada sobre o tema.

Para o coordenador científico do Museu Bernardino Machado, o tema é de grande pertinência. «Num tempo de globalização é natural que a atenção dos cidadãos se volte para os protagonistas internacionais, na procura de sinais do futuro pois o “efeito dominó” de importantes decisões das principais potências mundiais é hoje não apenas uma estratégia política, mas uma inevitável realidade».

Também Paulo Cunha considera o tema «muito interessante e de grande atualidade». Para o presidente da Câmara Municipal, o debate sobre as relações de Portugal com os Estados Unidos ao longo dos tempos trará «um maior conhecimento e uma consciência mais profunda daquilo que nos une e daquilo que nos separa, assim como daquilo que podemos esperar no futuro».

Reabilitação do Palácio da Igreja Velha vence Prémio Januário Godinho

O Prémio Januário Godinho foi entregue esta sexta-feira, no Centro de Estudos Camilianos, ao arquiteto e ao promotor do projeto de reabilitação do Palácio da Igreja Velha, em Vermoim.

Este foi o prémio vencedor, escolhido por unanimidade, por um júri composto pela Direção Regional de Cultura do Norte, Ordem dos Arquitetos, Ordem dos Engenheiros e Associação de Reabilitação Urbana. A presidir esteve a responsável pelo departamento de arquitetura da Câmara Municipal de Famalicão, arquiteta Francisca Magalhães.

«Com este prémio conseguimos mostrar os bons exemplos de intervenção no património de Vila Nova de Famalicão. Pensamos que conseguimos disseminar as boas práticas e inspirar quem vai ter que intervir de novo em património edificado», analisa a diretora do departamento de arquitetura da Câmara Municipal de Famalicão, Francisca Magalhães.

Para um dos autores do projeto, Nuno Poiarez (juntamente com dois sócios), da Visioarq, o grande desafio foi introduzir um pavilhão de eventos num edifício do século XIX. Esta parte nova tinha que ter no mínimo 600m2 e sete metros de altura.

Foto: Fernando Guerra

“Conversas de Esquina”: o novo espetáculo da Fértil Cultural

A Fértil Cultural estreia, a 2 de novembro, às 21h30, na Casa das Artes, com reposição no dia seguinte, “Conversas de Esquina”. Esta é a décima primeira produção da companhia que tem sede em Gondifelos, e que será o primeiro episódio da trilogia escrita e encenada pelo diretor artístico da Fértil Cultural, Rui Alves Leitão, que culminará em 2020, ano que completa o 10º aniversário.

Com as “Conversas de Esquina” o autor pretende um exercício de diálogo entre duas personagens que vão discutindo factos das suas vidas aliadas a fatores sociais, políticos e até filosóficos. Esta conversa pretende suscitar uma reflexão sobre a atual condição humana, com o objetivo de provocar no público questões primordiais do seu dia-a-dia. Em suma, uma conversa que apesar da sua simplicidade de circunstância, toca em assuntos de extrema relevância nas nossas vidas.

“Conversas de Esquina” é uma co-produção da Fértil Cultural, Casa das Artes de Famalicão e Teatro Diogo Bernardes de Ponte de Lima, com as interpretações de Neusa Fangueiro e Tanya Ruivo.

Preço bilhete: 8€