Taxa de incidência da gripe baixou

Apesar da redução na taxa de incidência, o boletim de vigilância epidemiológica da gripe e outros vírus respiratórios continua a indicar uma tendência crescente da atividade gripal e lembra que o valor da incidência de síndroma gripal “deve ser interpretado tendo em conta que a população sob observação foi menor do que a observada em período homólogo de anos anteriores”.

O INSA diz igualmente que não foi reportado nenhum caso de gripe pelas 16 Unidades de Cuidados Intensivos que enviaram informação.

Na semana de 27 de dezembro a 02 de janeiro (semana 52), a taxa de incidência de infeção respiratória aguda (IRA) foi de 59,9 por 100.000 habitantes, refere o INSA, alertando igualmente que a população sob observação (15.037) foi também menor do que em anos anteriores.

Os valores de vigilância clínica da gripe foram apurados através da rede médicos-sentinela, um sistema de informação constituído por médicos de medicina geral e familiar do continente e das regiões autónomas.

No que se refere à vigilância laboratorial, que permite a identificação de vários vírus respiratórios, o boletim do INSA indica que, no âmbito do Programa Nacional de Vigilância da Gripe, na época 2021/2022, “foram analisados 265 casos de IRA/SG, tendo sido detetado um caso positivo para o vírus da gripe do tipo B na semana 49/2021”.

Desde o início da época de vigilância (semana 40/2021), foram detetados outros vírus respiratórios em 88 casos de IRA/SG: 43 rinovírus (hRV), 22 vírus respiratório sincicial (RSV), 11 coronavírus (hCoV); dois parainfluenza (PIV), dois metapneumovirus (hMPV), três enterovírus (hEV) e cinco infeções mistas.

Na época 2021/2022, os laboratórios da Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe (Hospitais) notificaram 25.509 casos de infeção respiratória. Na semana entre 27 de dezembro e 02 de janeiro foram detetados 30 casos de gripe, dos quais 24 casos positivos para o vírus do tipo A, sendo três deles do subtipo A(H3N2) e seis casos positivos para o vírus da gripe do tipo B, refere o documento.

Segundo o INSA, desde a semana 40/2021 foram identificados outros agentes respiratórios em 2.633 casos e entre 27 de dezembro e 02 de janeiro foram detetados 104 casos positivos para outros agentes respiratórios, “na sua maioria vírus sincicial respiratório”.

Quanto à gravidade, o documento refere que não foi reportado nenhum caso de gripe pelas 16 unidades de cuidados intensivos que enviaram informação. Não foram igualmente reportados casos de gripe pelas três enfermarias que enviaram informação.

O boletim do INSA indica igualmente que a mortalidade por todas as causas está “dentro do esperado para esta época do ano”.

A vacinação contra a gripe arrancou em Portugal no final de setembro, mais cedo do que o habitual devido à pandemia de covid-19, estando já vacinadas mais de 2,4 milhões de pessoas, segundo os últimos dados da Direção-Geral da Saúde.

Sobre a situação europeia, o boletim do INSA indica que na semana 50/2021 se observou “uma tendência crescente na atividade gripal na Europa, com predomínio do vírus da gripe do subtipo A(H3)”. Cinco países (Israel, Arménia, Suécia, Rússia, Moldávia) apresentaram uma taxa de deteção laboratorial do vírus da gripe acima de 10 % e na globalidade de amostras testadas foi registada uma taxa de 9,5 % de positividade para o vírus da gripe.

“Consequentemente, dado que na semana 49/2021 já havia sido observada uma taxa de deteção laboratorial acima de 10%, considera-se que a região europeia se encontra no início de atividade epidémica de Influenza”, acrescenta.

De entre 1.136 amostras sentinela testadas, 108 (9,5 %) foram positivas para o vírus da gripe (107 amostras positivas para o vírus da gripe do tipo A e uma amostra positiva para o tipo B). Das 80 amostras do vírus da gripe do tipo A subtipadas, todas foram do tipo A(H3).

Nos sistemas de vigilância de base hospitalar foram confirmados laboratorialmente, em unidades de cuidados intensivos (UCI), 75 casos de gripe do tipo A e quatro do tipo B. De entre 26 amostras do vírus da gripe do tipo A subtipadas, 30,8 % eram do tipo A(H1)e 69,2 % do tipo A(H3), adianta o boletim.

Candidaturas abertas para o Prémio de História Alberto Sampaio

O município de Famalicão abriu as candidaturas para mais uma edição do Prémio Alberto Sampaio, destinado a homenagear e a manter viva a pessoa e a obra do historiador Alberto Sampaio.

O objetivo é o desenvolvimento dos estudos científicos e de investigação nas áreas ligadas ao seu legado, em especial nas disciplinas da História Social e Económica.

Os trabalhos concorrentes deverão ser enviados para a Academia das Ciências de Lisboa até 31 de maio de 2022, e podem resultar ou ter por base trabalhos académicos, nomeadamente dissertações de mestrado ou teses de doutoramento, desde que respeitem o Regulamento. O regulamento do Prémio pode ser consultado em http://www.acad-ciencias.pt/academia/premio-alberto-sampaio-regulamento

O prémio, no valor monetário de 6 mil euros, é atribuído anualmente, por um júri, constituído por académicos de universidades portuguesas designados pela Academia das Ciências de Lisboa

Refira-se que o Prémio História Alberto Sampaio é uma instituição conjunta dos Municípios de Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão e da Sociedade Martins Sarmento, competindo à Academia das Ciências de Lisboa a organização e a direção científica do prémio.

 

Famalicão: Surto de Covid-19 deixa algumas zonas do concelho sem recolha de lixo

Um surto de Covid-19, na empresa responsável pela recolha dos resíduos sólidos no concelho de Vila Nova de Famalicão, fez com que esse serviço não funcionasse em pleno na última noite.

Ao que a Cidade Hoje conseguiu apurar, a empresa não conseguiu garantir os trabalhadores necessário para assegurar a recolha noturna nas freguesias de Oliveira São Mateus, Antas e na vila de Riba d’Ave.

Fonte ligada ao processo esclareceu que a próxima recolha, agendada para este sábado, está garantida e vai realizar-se.

ASAE apreende 10 toneladas de frutas e legumes durante quadra do natal e ano novo

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica aprendeu, numa operação realizada durante a época festiva, 10 toneladas de frutas e hortícolas, 450 litros de azeite e sete instrumentos de pesagem, no montante de 7.930 euros, e instaurou 70 processos.

No âmbito desta operação, procedeu-se “à suspensão de atividade de cinco operadores económicos, à apreensão de 450 litros de azeite, cerca de 10 toneladas de frutas e produtos hortícolas frescos e sete instrumentos de pesagem, tudo num valor global de 7.930,00 euros”, indicou, em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Esta autoridade fiscalizou 464 operadores económicos e instaurou 70 processos de contraordenação.

Entre as infrações está o incumprimento dos requisitos de higiene e os relativos à análise de perigos de controlo de pontos críticos, bem como a falta de controlo metrológico de pesos ou de comunicação prévia.

As ações realizaram-se desde o período de preparativos para o Natal e hoje, a celebração do dia de reis, abrangendo, essencialmente, pastelarias com fabrico próprio, panificação, supermercados, hipermercados, talhos, mercados locais e lojas gourmet.

Entre os requisitos verificados estão as condições de higiene, regras de fabrico, rotulagem dos produtos, temperatura, condições de conservação e as regras de concorrência, preços, livros de reclamações e licenciamento.

“A ASAE, enquanto órgão de polícia criminal e autoridade de fiscalização de mercado, executa operações diariamente para verificação do cumprimento da regulação vigente. No contexto atual, a incidência de fiscalização manter-se-á, necessariamente, intensificada nas matérias relacionadas com a situação inerente à pandemia de covid-19, bem como todas as que se manifestam relevantes no âmbito da segurança alimentar e económica”, apontou.

Via Verde faz “marcha-atrás” em decisão e, afinal, vai continuar a vender identificador

Depois de ter anunciado que, no novo ano, os identificadores iriam passar a ser comercializados só em regime de aluguer, a Via Verde voltou atrás com a decisão e comunicou que, afinal, o dispositivo vai estar disponível para venda.

A decisão poderá estar relacionada depois da reação de diversas entidades ligadas ao setor automóvel terem criticado a atualização de tarifários da empresa.

A Via Verde esclarece que os identificadores vão manter-se no mercado com um custo de 35 euros para uma duração entre os cinco e os sete anos.