Ginásio famalicense desmonta material que tem dentro de portas para o ceder aos clientes isolados

São muitos os famalicenses que, com o encerramento dos ginásios, fruto da pandemia do Covid-19, ficaram privados da prática de exercício físico com o material e o acompanhamento adequado.

Alguns dos ginásios, apesar de estarem de portas fechadas, continuaram a seguir os clientes através de algumas app’s para telemóvel, onde é possível planificar os treinos.

O ginásio Status, no centro da cidade, foi mais além. Para além de acompanhar os alunos à distância, decidiu desmontar todo o material dentro de portas que tinha dentro de portas, com o objetivo de o ceder a todos aqueles que estão isolados em casa.

 

 

Farmácias de Famalicão podem alterar horário de funcionamento

No decurso do atual quadro de pandemia pelo novo coronavírus, as farmácias de Vila Nova de Famalicão acabam de emitir um comunicado no qual dão conta, entre outras medidas, da possível alteração do horário de funcionamento e do número de utentes dentro dos espaços.

O comunicado, assinado por Hélder Mesquita, delegado da Associação Nacional das Farmácias, é o seguinte:

COMUNICADO
No seguimento da declaração de pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como resultado da infeção pelo novo Coronavírus 2019 (SARS-CoV-2), agente causa da COVID-19 e de acordo com a orientações técnicas para farmácias emitida pelo INFARMED no passado dia 13 de Março, as farmácias de Vila Nova de Famalicão, para poderem continuar a assegurar devidamente a assistência farmacêutica aos famalicenses informam:

1) O horário das farmácias poderá sofrer alterações. Estas alterações serão utilizadas para limpeza, arejamento e desinfeção mais cuidadosa da zona de atendimento aos utentes. No entanto, existirá uma farmácia de serviço permanente 24 h para garantir o acesso interrupto ao medicamento por parte da população.

2) Será condicionado o número de utentes dentro da farmácia de acordo com a disponibilidade de colaboradores e área da farmácia esperando os outros utentes no exterior da farmácia pela sua vez.

3) Cada uma das farmácias poderá, se julgar necessário, passar a fazer o atendimento apenas pelo postigo de atendimento noturno.

4) O acesso a serviços farmacêuticos, nomeadamente determinações de parâmetros bioquímicos e a administração de medicamentos injetáveis e vacinas poderá estar limitado, pois exige um contacto mais próximo com o utente.

5) Recomendamos que evite deslocações desnecessárias à farmácia.

6) Utentes Idosos ou com doenças devem pedir a familiares para se deslocarem à farmácia

Os Famalicenses podem contar connosco, pois há luzes que nunca se vão apagar: as Farmácias Famalicenses.

Mais duas fábricas disponíveis para produzir máscaras no Porto

“Temos mais duas empresas a querer produzir máscaras, a pedir referencias técnicas para muito rapidamente começar a produzir máscaras”, revelou o chefe do gabinete da Câmara do Porto, Nuno Santos, aos jornalistas.

Nuno Santos lembrou que em Portugal havia, até aqui, apenas uma fábrica a produzir máscaras deste tipo, tendo passado a duas, com a parceria da autarquia com um empresário de Campanhã que se disponibilizou para produzir aquele material de proteção individual.

A Câmara do Porto anunciou na terça-feira que, em colaboração com uma empresa local, ia iniciar “imediatamente” a produção de máscaras de proteção pessoal, do tipo cirúrgico, admitindo que, além dos funcionários municipais, as mesmas pudessem ser distribuídas a bombeiros, empresas de transporte e à rede social.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, avançava ainda que aquela unidade, com cerca de 20 funcionários, está já a produzir 1.000 unidades por dia.

“Tivemos hoje a informação que, caso seja possível adquirir uma máquina existente no Japão, é possível quadruplicar ou quintuplicar essa capacidade, portanto, estamos a fazer isso”, afirmou.

Numa nota publicada na terça-feira na sua página oficial, o município admitia que a produção destinada a alimentar as necessidades dos funcionários municipais pudesse vir a ser distribuídos a hospitais, bombeiros e à rede social, caso estes venham a escassear e a entrar em rotura.

“Desta forma, a Câmara do Porto evita pagar preços especulativos (que já se praticam no mercado em materiais importados) e espera poder ajudar a proteger também os muitos voluntários que em instituições de solidariedade ou bombeiros voluntários estão nesta altura a ficar expostos à doença. É também uma forma de manter uma unidade fabril da área do Porto em funcionamento e a economia a funcionar, substituindo importação por produção nacional”, salienta em comunicado.

Seis famalicenses infetados, dez aguardam resultados das análises

Estão confirmados seis famalicenses infetados pelo coronavírus, enquanto que 10 aguardam o resultado das respetivas análises. Esta informação foi prestada ao CIDADE HOJE por responsável oficial.

Esta fonte CIDADE HOJE confirmou, ainda, a criação nas unidades de saúde de um “corredor de acesso a pessoas com problemas respiratórios”, que são doentes prioritários. A criação deste mecanismo de acesso determinou a reorganização dos serviços e espaços internos de várias unidades de saúde. Esta reformulação levou ao fecho dos centros de saúde de Gondifelos, S. Cosme e Ruivães.

Os clínicos destes espaços foram transferidos para outras unidades, a fim destas poderem dar a melhor resposta possível sempre que solicitada.

Um dos casos alvo de reorganização interna é em Delães. A unidade de saúde está apta a receber quem sinta os sintomas do COVID-19, para uma primeira triagem, razão pela qual não está a receber os utentes habituais (consultas de rotina). Esta limitação, garante a fonte Cidade Hoje, nada tem a ver com a suspeita de médicos (dois) infetados nesta unidade. A enfermagem está a funcionar, bem como outros serviços.

No entanto, a suspeita de que dois médicos estão infetados determinou que vários funcionários e utentes desta unidade de saúde estejam de quarentena e sob vigilância pela Saúde 24.

Câmara de Famalicão recolhe máscaras e luvas para entregar aos profissionais de saúde, polícia e bombeiros

O Gabinete Municipal de Crise – Covid 19 está neste momento a promover uma dádiva de máscaras e luvas cirúrgicas para todos aqueles que estão na primeira linha de socorro no concelho de Famalicão, como os profissionais de saúde, forças de segurança e bombeiros.

Este apelo é sobretudo dirigido a todos os profissionais cuja atividade implica a utilização deste tipo de material e que, por força da atual situação, tenham disponibilidade e stock para o doarem.

A entrega deverá ser coordenada com o Gabinete Municipal de Crise – Covid 19, instalado na Casa da Juventude de Famalicão, através do número 911 996 686.
Quem não tiver disponibilidade para se dirigir ao local, a recolha poderá ser assegurada por este gabinete que é coordenado pela Proteção Civil de Famalicão e foi criado para acompanhar a evolução deste surto no concelho juntamente com as forças de segurança e as entidades de saúde.