Liga dos Bombeiros suspende medidas de contestação até março para negociar com Governo

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) anunciou este sábado que estão suspensas as medidas de contestação dos bombeiros até ao próximo congresso, agendado para 23 de março, em Aveiro, devido à abertura do Governo para negociar.

“Penso que o Governo pode ter mudado de atitude porque analisou os prós e os contras da lei [orgânica da autoridade nacional de proteção civil] feita um pouco em cima do joelho”, disse aos jornalistas Jaime Marta Soares, no final da reunião do Conselho Nacional, que decorreu durante todo o dia em Pombal.

A LBP considera a lei orgânica apresentada pelo Governo “uma janela de oportunidades e que a partir dela se pode desenvolver a negociação que consolidará tudo aquilo que são as nossas preocupações”.

O dirigente frisou que a LBP está “aberta a negociações para acabar com a instabilidade que se tem vivido”, considerando que a suspensão da contestação à lei “é um sinal muito forte para o Governo, que quer ser parte da solução e não do problema”.

Segundo Jaime Marta Soares, há que aproveitar a abertura manifestada pelo Governo e desenvolver as negociações no imediato, de modo a que fiquem concluídas até ao dia 31 de janeiro.

“É uma condição ‘sine qua non’ que assim aconteça”, sublinhou o dirigente.

O presidente da LBP salientou que os restantes diplomas, onde estão incentivos ao voluntariado, “estão em cima da mesa” e prometeu não “baixar a guarda”

A estrutura criou grupos de trabalho que, até 28 de fevereiro, devem concluir as propostas de “mais 20% do desconto para o tempo da reforma, bonificação fiscal e regulamentação das equipas de intervenção permanente”.

Jaime Soares elogiou ainda o anúncio do Governo de que vai aumentar o salário dos elementos que constituem as equipas especiais de primeira intervenção permanente em mais 20%, não ultrapassando os 750 euros.

Operação Ano Novo. Cinco mortos e 429 acidentes nos primeiros dois dias

Cinco pessoas morreram e 429 acidentes foram registados nas estradas portuguesas nos dois primeiros dias da Operação Ano Novo, segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Às primeiras horas de hoje, terceiro dia da operação de trânsito, o balanço da sinistralidade é de 429 acidentes, que resultaram em cinco vítimas mortais e nove feridos graves, informou à Lusa o oficial de serviço da GNR.

De acordo com a mesma fonte, as vítimas mortais registaram-se em Alfeizerão (distrito de Leiria), Estarreja (Aveiro), Montalegre (Vila Real), Penela (Coimbra) e Vila Verde (Braga).

No primeiro dia da Operação Ano Novo, foram detetados 700 condutores em excesso de velocidade, 129 em viaturas sem inspeção periódica obrigatória, 107 sem cinto de segurança, 81 a conduzir sob efeito de álcool e 55 a fazê-lo sem carta de condução.

A operação de trânsito vai estender-se até quarta-feira, com o reforço do patrulhamento nas vias de maior tráfego nesta altura do ano.

Durante os seis dias da operação, os militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos comandos territoriais da GNR darão especial atenção a infrações como a condução sob a influência do álcool e de substâncias psicotrópicas, o excesso de velocidade, as manobras perigosas e a utilização indevida do telemóvel.

Outiz: Condutor de mota em estado grave depois de colisão com carro

Um acidente entra uma mota e um veículo ligeiro, deixou o condutor do motociclo em estado grave, na manhã deste domingo, na Avenida Jorge Reis, freguesia de Outiz, em Vila Nova de Famalicão.

A colisão deu-se poucos minutos depois das 10h00 e para o local foram acionados os Bombeiros Voluntários Famalicenses, que mais tarde tiverem o apoio da VMER da unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave.

O ferido grave, fruto da colisão e do facto de ter sido projetado ao longo de vários metros, teve que ser transportado para o Hospital de Braga.

Sasia investe dois milhões em nova linha de reciclagem

A Sasia investiu dois milhões de euros numa nova e moderna linha completa de reciclagem, que não só aumenta em 20% a sua capacidade produtiva como ainda melhora a eficiência energética da empresa.
Esta nova linha de reciclagem entrou em funcionamento no início deste mês de dezembro e não contou com qualquer financiamento comunitário.
Fundada em 1952, a Sasia dedica-se à reciclagem de desperdícios da indústria têxtil, que transforma em ramas nas cinco linhas de reciclagem da sua fábrica em Ribeirão, Vila Nova de Famalicão. A unidade fabril, que ocupa 15 mil metros quadrados, acolhe 30 trabalhadores, em três turnos.
“Importamos de todo o mundo América Latina e Ásia incluídas, resíduos pré-consumo de algodão ou fibras artificiais que desfibramos e reciclamos em ramas destinadas a segmentos de mercado muito diferentes. Tanto podem ser usadas na construção de pisos de autoestradas, no fabrico de algodão hidrófilo e colchões, ou como matéria-prima pelas fiações”, explica Miguel Ribeiro da Silva, administrador.
A empresa foi uma das parceiras da Riopele no projeto Tenowa, vencedor do Prémio Produto Inovação 2018 atribuído pela COTEC. “Temos sido muito solicitados a colaborar com o nosso know how em projetos sustentáveis. Os consumidores estão cada vez mais preocupados com a escassez de recursos e as empresas procuram corresponder a essa preocupação. A economia circular está na moda, mas nós já somos sustentáveis desde 1952”, sublinha.
A Sasia prevê fechar o exercício de 2018 com um volume de negócios de cinco milhões de euros, dos quais cerca de 50% feito na exportação.

Governo alarga até dia 2 de janeiro prazo para contribuintes pagarem impostos

O Ministério das Finanças alargou até ao dia 2 de janeiro de 2019 o prazo para os contribuintes cumprirem algumas das obrigações fiscais que teriam de ser tratadas até ao final do ano.

O alargamento do prazo para o pagamento de impostos, nomeadamente os que estão a ser regularizados através de planos prestacionais, e para a entrega de declarações está previsto num despacho assinado pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF), António Mendonça Mendes, que determina igualmente a não aplicação de coimas ou liquidação de juros compensatórios aos pagamentos realizados naquela data.

António Mendonça Mendes justifica esta medida com o facto de as tolerâncias de ponto na função pública, para os dias 24 e 31 de dezembro, inviabilizarem o cumprimento de obrigações fiscais, como o pagamento de impostos, no último dia do ano.

O encerramento dos serviços locais e regionais da Autoridade Tributária (AT) no dia 31 de dezembro de 2018 “dificulta ou mesmo impede que os contribuintes possam cumprir algumas das suas obrigações, nomeadamente as obrigações de pagamento de impostos”, refere o despacho do SEAF.

O documento acrescenta que, perante esta situação, foi determinado “o alargamento do respetivo prazo até ao próximo dia 02 de janeiro de 2019, sem quaisquer acréscimos ou penalidades, não sendo, assim, de aplicar coimas e liquidar juros compensatórios ou moratórios sobre os pagamentos ou obrigações acessórias”.

Além do encerramento dos serviços na sequência da tolerância de ponto decretada pelo Governo, muitas repartições de Finanças têm estado encerradas ou a funcionar com um número de trabalhadores reduzido devido à greve marcada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), que começou em 26 de dezembro e se prolonga até o final do mês.

Hoje, os trabalhadores da AT cumprem o terceiro dia de greve e, em declarações à Lusa, o presidente do STI, Paulo Ralha, afirmou que “a grande maioria dos serviços está encerrada e os que não estão encerrados estão com muito pouco pessoal e estão a ter grandes dificuldades para assegurar o atendimento dos contribuintes”.

Combustíveis mais baratos no início de 2019: redução pode chegar aos 5 cent

Janeiro de 2019 vai trazer uma nova descida no preço dos combustíveis. O jornal Económico desta sexta-feira, que cita fontes ligadas ao sector, fala de uma redução que pode chegar aos cinco cêntimos na gasolina.

Já no caso do gasóleo a descida é menor. Ainda assim será cerca de dois cêntimos por litro. De recordar que no dia 1 de janeiro o governo vai baixar o ISP. Uma descida que pode rondar os três cêntimos.