Bandeira Azul chega a 332 praias em 2018

A época balnear contará este ano com 332 praias com Bandeira Azul. Em comparação com 2017, existem mais 12 praias com o galardão. A área de Lisboa e Vale do Tejo conta este ano com 48 praias que vão hastear a bandeira, as mesmas que o fizeram em 2017.

No Centro serão 39 praias com Bandeira Azul, mais três face ao ano passado, todas elas praias fluviais. A região é mesmo aquela que conta com um maior número de praias fluviais no País, num total de 16. Já no Alentejo há 32 praias premiadas. A região conta com mais uma Bandeira Azul face a 2017, também atribuída a uma praia fluvial, no concelho de Mourão.

O Algarve reforça este ano a sua posição de liderança com 89 galardões. Mais um, atribuído à praia do Pintadinho, no concelho de Lagoa. Por concelhos, Albufeira lidera no País, com 25 praias. O Norte mantém o segundo posto com 73 praias com bandeira azul. Há a registar a reentrada de duas praias costeiras no concelho de Matosinhos e a entrada da praia fluvial de Azenhas/ Vilar de Mouros, no concelho de Caminha. Nos Açores serão hasteadas 37 e na Madeira 14. A Bandeira Azul foi ainda atribuída a 18 marinas e a 7 embarcações ecoturísticas. O presidente da associação Bandeira Azul, José Archer, disse que “o esforço realizado na melhoria das áreas balneares permitiu ganhos socioambientais entre 25 a 55 milhões de euros”.

Marinha Grande, Sintra e Cascais recusam

No continente há três concelhos que não vão hastear a Bandeira Azul por recusarem pedir a avaliação das praias à Associação Bandeira Azul: Marinha Grande, Sintra e Cascais. Segundo o gabinete de imprensa da Câmara Municipal de Cascais, “a bandeira azul não detém o monopólio da qualidade das praias. Outras associações também atribuem distinções às praias e utilizam critérios mais atualizados e rigorosos”. Acrescenta a mesma fonte que a falta do galardão não afeta o turismo: “Cascais tem batido sucessivamente o recorde de visitas e dormidas”. Em Sintra, fonte da autarquia refere que a “câmara não concorre há vários anos porque não se revê nas regras da Bandeira Azul, vocacionadas para praias de características urbanas”. Por sua vez, fonte da Câmara da Marinha Grande refere que “há mais de dez anos que não é apresentada candidatura, precisamente por discordar dos critérios”. Oeiras é o outro concelho da costa sem Bandeira Azul. O presidente da Associação Bandeira Azul, José Archer, disse que há uma evolução positiva e acredita que “em 2019, o concelho possa receber a bandeira”.

Hastear das bandeiras

O hastear das bandeiras será nas praias da Torreira, Murtosa (1 de junho), Monsaraz (4 de junho) e Marina de Gaia (19 de junho).

Título em 55% das praias

Esta época balnear, a Bandeira Azul será hasteada em 55% das praias portuguesas. Portugal é o sexto país da Europa com mais bandeiras.

Liga aprova redução de equipas B para cinco

As sociedades desportivas representadas na assembleia-geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) aprovaram esta sexta feira a redução do número vagas para as equipas B que podem participar na II Liga, passando de seis para cinco. Atualmente, são cinco as formações B que competem no segundo escalão, mas o regulamento contemplava a existência de seis vagas, devido à presença do Marítimo B, que entretanto desceu aos campeonatos não profissionais.

Com esta alteração, que entra já em vigor na próxima temporada, a quota de equipas B na II Liga não pode assim exceder as cinco. No novo modelo ficou também decidido que a renovação da inscrição destas formações B terá de ser feita de dois em dois anos.

“Subida” do Gil discutida a 27 de maio

Sónia Carneiro, diretora executiva da LPFP – reiterou que o surgimento de um campeonato sub-23, organizado pela Federação Portuguesa de Futebol, não vai colidir com relevância da participação das equipas B na II Liga. Ainda nesta reunião magna, que foi a conclusão da assembleia geral que se realizou em 27 de fevereiro, foi ainda abordado o processo de reintegração do Gil Vicente na I Liga, fruto da decisão judicial.

A forma como tal irá acontecer ainda não ficou decidida, mas as sociedades desportivas deram um voto de confiança ao presidente da LPFP, Pedro Proença, para que este encontre a melhor solução possível para a situação, que será discutida numa nova assembleia-geral, a realizar em 27 de maio.

Famalicão integra programa europeu para a cooperação em rede

Vila Nova de Famalicão está entre as cinco cidades de Portugal e as 75 da Europa que foram inseridas no programa europeu Urbact que promove a cooperação, aprendizagem e a troca de experiências na promoção do desenvolvimento urbano sustentável.

São 25 redes desenvolvidas no espaço europeu, cada uma composta por 3 cidades, que interagem entre si à volta de uma reconhecida boa prática europeia na perspetiva da sua transferência para um novo contexto urbano, através da troca de experiências, do aprofundamento do conhecimento entre cidades e da adaptação dos projetos reconhecidos e das respetivas metodologias.

Vila Nova de Famalicão integra a rede “Making Spend Matter” com Preston, de Inglaterra, e com Pamplona, de Espanha, que procura quantificar e orientar o impacto das compras e aquisições efetuadas pelas grandes instituições (públicas e privadas) para benefício económico, social e ambiental, para a economia local e para os seus cidadãos. Na prática Famalicão vai testar a boa prática de Preston que, em conjunto com várias instituições locais, iniciou em 2013 este projeto que identificará como os seus recursos financeiros podem ser aproveitados de uma forma mais eficaz.

O Presidente da Câmara Municipal Paulo Cunha fala numa “abertura do município à partilha de experiências e à aprendizagem e crescimento coletivo à escala europeia”. E acrescenta: “As cidades e regiões da Europa têm tudo a ganhar com o estreitarem relações de cooperação institucional tendo em vista o desenvolvimento de soluções comuns em torno de desafios urbanos contemporâneos”.

A primeira reunião de trabalho, que formaliza o arranque do projeto, irá decorrer em Pamplona no próximo dia 9 de maio. O processo desenvolve-se em duas fases. A primeira decorre durante cerca de 6 meses e inclui a conceção do Plano de Ação da Rede de Transferência. Na segunda fase, com duração de cerca de um ano, proceder-se-á à implementação do plano de ação em cada uma das cidades.

Lançado pela Comissão Europeia no contexto do ciclo 2014-2020, o programa promove e financia a constituição de redes temáticas de cidades que trabalhem no desenvolvimento de soluções comuns para os desafios urbanos contemporâneos, reafirmando a sua posição chave face à complexidade crescente das mudanças societárias.

A boa prática que vai ser adotada experimentalmente por Vila Nova de Famalicão enquadra-se nos princípios do URBACT, programa que procura acrescentar valor às gestão da cidade ajudando a criar mais riqueza na economia local, reduzindo a pobreza e a exclusão social e criando maiores oportunidades de emprego e novos investimentos com os orçamentos disponíveis. Por outro lado, existem preocupações ambientaistransversais para diminuir a pegada ecológica e garantir sustentabilidade ambiental.

As redes foram aprovadas pelo Comité de Monitorização URBACT e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. O orçamento total estimado da Fase 1 do projeto é de 75.297,5€, dos quais 62.776,63€ são cofinanciados.

Adiado julgamento de suspeito de burlar câmaras e instituições sociais

Carlos Quaresma terá recebido mais de seis mil euros de cada autarquia ou instituição lesada com a promessa de doações de equipamentos ortopédicos médicos e hospitalares

O arguido, Carlos Quaresma, que se fez passar por presidente da Fundação AGAPE, organização não-governamental da Suécia, país onde reside há vários anos, não compareceu hoje na primeira sessão do julgamento.

O arguido terá recebido indevidamente 265 mil euros para transportar material doado daquele país para Portugal, montante que corresponde à diferença entre os valores recebidos e os que foram realmente pagos pelas despesas, refere a acusação, deduzida em junho de 2017, a que a agência Lusa teve acesso.

O suspeito, acusado de 35 crimes de burla qualificada, terá recebido mais de seis mil euros de cada autarquia ou instituição lesada, lê-se no despacho de acusação.

O arguido, agora com 63 anos, “urdiu um plano para obter para si quantias monetárias provenientes de autarquias e instituições de solidariedade social, mediante contactos com a promessa de doações de equipamentos ortopédicos médicos e hospitalares provenientes da Fundação AGAPE”.

Para tal, entre meados de 2009 e até novembro de 2011, Carlos Quaresma, a residir há vários anos na Suécia, fez-se passar por presidente e voluntário da fundação, abriu uma conta bancária para aí receber quantias monetárias e entrou em contacto com pelo menos 18 municípios e 15 instituições de solidariedade social de vários pontos do país.

Após obter o seu interesse, informou-as de que para beneficiarem das doações teriam de transferir para a conta bancária 13 mil euros destinados a pagar despesas de transporte, licenças alfandegárias e outros custos.

A AGAPE, porém, apenas cobrava três mil euros por cada transporte e cerca de 1.300 euros por despesas de armazenamento.

Segundo a acusação, foram lesadas câmaras nos distritos de Aveiro (Oliveira de Azeméis), Beja (Ourique), Castelo Branco (Vila de Rei e Idanha-a-Nova), Coimbra (Cantanhede), Évora (Vila Viçosa), Faro (Vila Real de Santo António), Guarda (Pinhel e Aguiar da Beira), Lisboa (Lourinhã e Alenquer), Porto (Santo Tirso), Santarém (Ferreira do Zêzere e Mação), Setúbal (Setúbal, Almada e Sesimbra) e Viseu (São João da Pesqueira) e a Associação de Municípios da Ilha do Pico (Açores).

Na lista dos lesados, constam ainda instituições de solidariedade social dos distritos de Braga (Braga, Barcelos, Vila Verde e Vimioso), Bragança (Torre de Moncorvo), Coimbra (Soure), Porto (Vila do Conde, Maia e Vila Nova de Gaia), Santarém (Rio Maior, Alcanena e Entroncamento), Viana do Castelo (Viana do Castelo) e Setúbal (Barreiro).

O arguido, antigo futebolista e ex-candidato à presidência do Sport Lisboa e Benfica, aguarda julgamento com termo de identidade e residência.

Em 2013, o Ministério Público sueco arquivou um inquérito contra o cidadão por suspeitas do mesmo crime, relacionado com a atividade da Fundação AGAPE.

O despacho de arquivamento, a que a Lusa teve na altura acesso, ressalvava que o processo poderia ser reaberto se surgissem novos dados.

Detido por agredir com garrafa em Santo Tirso

A PSP deteve esta quinta feira um homem de 50 anos suspeito de ter agredido um indivíduo de 30 anos, no Café Oásis, no centro comercial S. Bento, em Santo Tirso.

O suspeito terá desferido um golpe profundo no pescoço com uma garrafa partida, provocando-lhe ferimentos graves.

“Foi uma coisa de momento. Deram uma boca um ao outro e o que estava ao balcão partiu uma garrafa e mandou para o pescoço do que estava sentado à mesa”, relatou ao JN Eduardo Fernandes. “Foi muito rápido. Ninguém conseguiu agarrá-lo”, disse.

A vítima, um empregado de restaurante, foi socorrida no local pelas equipas dos Bombeiros de Santo Tirso e das ambulâncias SIV de Santo Tirso e VMER do Hospital de S. João, unidade para onde foi transportada em estado crítico.

O funcionário do café sofreu ferimentos leves e seguiu para o hospital de Santo Tirso.

O agressor foi detido pela PSP.

Imagem: JN