O Concurso Público Internacional para a conceção, construção e exploração do Estádio Municipal de Vila Nova de Famalicão – Complexo Desportivo e Empresarial ficou vazio, quer dizer que não foi apresentada qualquer proposta.
O presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, irá, em breve, pronunciar-se sobre as próximas etapas deste processo. Recorde-se que em novembro do ano transato (quando devia ter terminado o concurso), foi prolongado o prazo por mais um mês, até ao final do ano, a pedido de candidatos. Nesta fase, o presidente da Câmara já admitia ter um plano B caso não surgissem interessados. Mas, na altura, não revelou qual seria a alternativa.
O concurso internacional para a construção de um novo estádio, estimado em 24 milhões de euros, foi lançado no início de 2025.
No dia 21 de fevereiro do ano transato, o presidente da Câmara apresentava o projeto do Estádio Municipal de Famalicão – Complexo Desportivo e Empresarial. Mário Passos assegurava que o projeto seria inteiramente privado, ou seja, sem verbas públicas, e que iria dotar o clube de boas condições desportivas, além de dinamizar aquela zona da cidade do ponto de vista comercial e urbanístico.
A estratégia era concessionar os terrenos e a edificação, numa área de 85 mil metros quadrados, onde deveria ficar o estádio com 4 bancadas cobertas e uma lotação de cerca de 10 mil metros quadrados. Permitia áreas comerciais, um espaço multifuncional, com 2400m2, para utilização do município, e parque de estacionamento com 7 mil m2.
A concessão era por um período de 53 anos (3 anos para a construção e 50 para a exploração).
Na altura, o presidente da SAD, Miguel Ribeiro, confessou o seu «otimismo» e «entusiasmo» com o modelo apresentado.
Recorde-se que o atual estádio tem capacidade para cinco mil pessoas. Tem duas bancadas, mas apenas uma coberta. O estádio é municipal, mas está entregue ao FC Famalicão. Nele treina e joga a equipa sénior que é da SAD do FC Famalicão, propriedade da Quantum Pacific.