INEM multado por excesso de velocidade

Condutores multados circulavam em situação de emergência numa viatura do INEM.

Dois condutores de viaturas do INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica do corpo de Bombeiros Municipais de Santarém (BMS) foram autuados pela Polícia Municipal de Lisboa, por conduzirem 30 km acima do limite máximo permitido, apesar de circularem em situação de emergência. O adjunto do comandante dos BMS, Filipe Almeirante, revela que receberam 15 notificações por excesso de velocidade em 2017, situação comum nos bombeiros, mas foi a primeira vez que foram multados, já que o procedimento habitual é participar as circunstâncias da infração e o processo ser arquivado. “A justificação foi dada, a tempo e horas, com os dados todos”, garante.

Face a esta situação, o Município de Santarém vai contestar os autos, para não ter de pagar as multas e, acima de tudo, para evitar que os condutores percam pontos da carta de condução. “O Artigo 64.º do Código da Estrada diz que podemos quebrar algumas regras, onde se inclui excesso de velocidade, desde que o façamos com cuidado”, argumenta Filipe Almeirante.

Tendo em conta que é frequente irem mais do que uma vez por dia levar doentes emergentes a hospitais de Lisboa, o adjunto do comandante dos BMS receia deixarem de ter condutores habilitados para o efeito. “Se o procedimento for o de multar cada vez que uma ambulância passar num radar, garantidamente, o condutor fica sem carta rapidamente”.

Presidente da liga dos bombeiros indignado.

“Nenhum bombeiro vai deixar morrer quem quer que seja para respeitar os limites de velocidade”, assegura o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares. Indignado com a situação, que garante estar a suceder em todo o país, diz que os condutores recebem formação para fazer uma condução segura e sublinha que cada segundo conta para salvar uma vida. “Os bombeiros não querem estar acima da lei, mas não pode haver a aplicação de multas seja em que circunstância for. É imoral e ilegítimo”, refere ao JN.

Fonte do Município de Lisboa justifica o levantamento dos autos aos condutores dos BVS por as infrações não terem sido devidamente fundamentadas, já que foi identificado o condutor e enviado o relatório da ocorrência, mas “não foi invocado o Artigo 64.º para justificar a marcha de socorro”.

Famalicão: Colheita de sangue em Calendário

Esta quarta-feira, dia 5 de outubro, a Associação de Dadores de Sangue de V. N. de Famalicão promove uma colheita de sangue na freguesia de Calendário.

A iniciativa decorre na sede do agrupamento do CNE 291 desta localidade, entre as 9 e as 12h30, pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST).
Aberta à população em geral.

 

Famalicão: Câmara e ARS Norte assinam contratos-programa para duas unidades de saúde

A Câmara Municipal e a ARS Norte já assinaram os contratos-programa com vista à construção dos novos edifícios para as unidades de saúde familiar de S. Miguel o Anjo, em Calendário, e a da vila de Joane.

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão deu a novidade na Assembleia Municipal desta sexta feira, que ainda decorre. Mário Passos considera que são boas notícias, ainda que tenha assinalado que o Município terá de assumir uma parte dos gastos com estas obras.

Mário Jorge Machado reeleito presidente da ATP

Mário Jorge Machado foi reeleito presidente da direção da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), mandato de 2022/2024. O administrador da Estamparia Adalberto liderava uma lista única, com António Falcão como presidente da Assembleia Geral, em representação da Têxtil António Falcão, e Ana Júlio Furtado, como presidente do Conselho Fiscal, em representação da A. Sampaio & Filhos.

O mote da candidatura era “Reinventar o setor, construir um futuro sustentável”. Em alguns pontos, Jorge Machado promete lutar em defesa dos interesses do setor e das suas empresas, particularmente na melhoria das suas condições de competitividade; quer prosseguir com o esforço de dar visibilidade à fileira têxtil e da moda portuguesa, no país e no exterior; pretende reforçar a proximidade da Associação aos associados; defende a contratação coletiva com o objetivo de assegurar a paz social e o desenvolvimento sustentado.

Mário Jorge Machado mostra-se, ainda, empenhado em «desenvolver os projetos que possibilitem a realização da missão e objetivos consignados à ATP, particularmente aqueles que terão de estar alinhados com a estratégia da União Europeia, em que prevalecerão as iniciativas destinadas à descarbonização e transição energética, à sustentabilidade e circularidade, à digitalização, à capacitação, à inovação produtiva e à internacionalização das atividades».

Mercadona participa na recolha de alimentos para o Banco Solidário Animal

Todas as lojas da Mercadona participam na recolha de alimentos para o Banco Solidário Animal, que se realiza de 1 a 9 de outubro.

A Mercadona participa, pela primeira vez, na campanha organizada pela Animalife que consiste na doação monetária, em múltiplos de 1€, e que pode ser efetuada nas caixas de pagamento no momento da compra. O valor doado será entregue na íntegra à Animalife, em forma de cartões, que posteriormente serão distribuídos por instituições locais de apoio animal que poderão utilizá-los para adquirir produtos de acordo com as suas necessidades, com o objetivo de contribuir para melhorar as condições de vida dos animais que se encontrem em risco.

Rodrigo Livreiro, presidente da direção da Animalife, associação de âmbito nacional, lembra que em média são abandonados 119 animais por dia. No ano de 2021, o número de cães e gatos abandonados chegou aos 43 mil, o que significou uma subida de 30%. «A evolução da situação económica faz antever um cenário ainda mais complicado para os próximos meses, pelo que a participação de todos nesta campanha será indispensável para assegurar o bem-estar de milhares de animais em risco», realça.

A doação de produtos faz parte da política da Mercadona, que doou 670 toneladas de produtos de primeira necessidade no primeiro semestre de 2022 em Portugal. Estas doações, que equivalem a mais de 11.000 carrinhos de compras, foram destinadas a mais de 30 cantinas sociais, 5 bancos alimentares e outras instituições sociais com as quais a empresa colabora, em Portugal.

Famalicão: Outubro Rosa começa com caminhada

O Outubro Rosa, iniciativa anual que pretende sensibilizar e informar sobre o cancro da mama, é organizado pelo Movimento Vencer e Viver e pela Associação de Voluntariado Hospitalar, com o apoio do Centro Hospitalar do Médio Ave, da Câmara Municipal e do Parque da Devesa.

Na manhã deste sábado, com saída às 9h30 – do átrio do hospital até ao Parque da Devesa – decorre a Caminhada Rosa, com um custo de 5 euros (oferta de t-shirt e água). No dia 29 do mesmo mês, o Centro Pastoral de Santo Adrião, recebe o Jantar Rosa. Tem um custo de 25 euros.

Mais informações, através do 917 851 581 (José Luís), 911 141 498 (Conceição) ou voluntariado.hfamalicao@chma.min-saude.pt

PS rejeita pedido do Bloco para ouvir ministro sobre encerramento da maternidade de Famalicão

A Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda «lamenta profundamente» que o Partido Socialista tenha inviabilizado o pedido do BE para que o Ministro da Saúde fosse ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre a possibilidade de encerramento de maternidades e urgências de obstetrícia/ginecologia no Serviço Nacional de Saúde. Em causa está, por exemplo, a maternidade do Hospital de Famalicão, «uma estrutura essencial para o distrito que não pode ser posta em causa», refere o Bloco em nota enviada à imprensa.

Todos os partidos votaram a favor, exceto o PS, «que assim inviabiliza a audição de Manuel Pizarro» para esclarecer sobre o possível encerramento da maternidade de Famalicão e falar do relatório elaborado pela Comissão de Acompanhamento, coordenada por Diogo Ayres de Campos, onde estaria previsto o encerramento, por exemplo, da unidade famalicense.

Recorde-se que nas últimas semanas foi noticiada a possibilidade de encerramento de maternidades e urgências de obstetrícia/ginecologia no Serviço Nacional de Saúde e para esclarecer esta situação, o Bloco considera “fundamental” a audição de Manuel Pizarro na Assembleia da República. «O PS rejeitou esse esclarecimento».