Petição leva amianto nas escolas a ser discutido no parlamento

Em apenas 12 dias, os peticionários conseguiram reunir as assinaturas necessárias para levar o tema a debate em sessão plenária da Assembleia da República.

“A rapidez com que se angariaram mais de 4.500 assinaturas mostra bem que a comunidade educativa e a opinião pública, em geral, estão bem despertas para a problemática do amianto nas escolas, de norte a sul do país”, afirmou André Julião, coordenador do MESA – Movimento Escolas Sem Amianto.

O MESA, que nasceu no início do ano na zona de Lisboa, junta atualmente pais, alunos, professores e funcionários escolares de todo o país.

Também Íria Roriz Madeira, primeira subscritora da petição “Pela remoção total do amianto das escolas públicas” e membro da Zero, sublinhou que “o sentimento de preocupação é transversal e afeta particularmente os vários atores da comunidade escolar”.

Para a ambientalista, “o Governo tem de publicar a lista de escolas a intervencionar e os materiais que foram inventariados nesse levantamento. A intervenção nos edifícios deverá ser planeada segundo critérios de prioridade que devem ser claros e inequívocos”.

Íria Roriz Madeira acrescentou ainda que “é absolutamente necessário que a remoção destes materiais seja fiscalizada evitando erros por negligência ou desconhecimento”.

André Julião contou que, nas duas últimas semanas, “grupos de alunos, diretores de turma, associações de pais e encarregados de educação e professores partilharam a petição através das suas escolas, andaram de folha na mão a angariar assinaturas e demonstraram que toda a comunidade educativa está muito unida e empenhada em resolver o problema do amianto de vez”.

Para o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, este é o resultado de “anos de protesto e luta pelo cumprimento da lei e anos de incumprimento e mentira por parte de governantes, estes e outros, que não colocam a remoção do amianto no topo das suas prioridades políticas”.

Os peticionários exigem a divulgação da lista atualizada de escolas públicas com presença de materiais contendo amianto, “não se cingindo esta às coberturas em fibrocimento”.

As três entidades requerem ainda que se estabeleça uma priorização e calendarização das intervenções nas escolas e que se disponibilize informação atualizada, devendo esta ser de fácil acesso para todos.

As organizações recordam que o levantamento de Materiais Contendo Amianto (MCA) foi realizado “de forma muito incompleta”, focando-se essencialmente no fibrocimento (telhas) e deixando de fora muitos outros materiais que também contêm amianto.

Tarifas de Trump terão mais impacto nas empresas do Norte

Segundo um estudo da Universidade do Porto, para a Associação Comercial do Porto, o Norte será a região de Portugal mais afetada pela guerra comercial desencadeada pela administração Trump. Desde logo, com uma possibilidade de quebra de 3.300 empregos, impacto negativo na produção de 300 milhões de euros e de 45% ao nível do valor acrescentado bruto.

Por isso, a Associação Comercial do Porto pede a atenção do Governo português para este problema, nomeadamente para os impactos regionais assimétricos, especialmente para o Norte. Sugere apoios públicos seletivos aos setores mais expostos às tarifas, como eliminação da derrama.

Por outro lado, aponta que as empresas devem procurar diversificar os seus mercados. Incentiva ainda à inovação, diferenciação, modernização tecnológica e digitalização para aumentar a competitividade.

O documento, divulgado pela Lusa, explica que a região Norte será mais afetada pela concentração de uma parte relevante de atividades que sofrerão com as tarifas, excetuando os produtos petrolíferos e derivados.

Segundo Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto, o estudo confirma «o que muitas empresas já começaram a sentir no terreno, designadamente que a crescente instabilidade do comércio internacional tem efeitos assimétricos e penaliza de forma particular regiões com forte base industrial e exportadora».

A investigação Alterações Geopolíticas e Guerra Comercial – Cenários, Impactos e Recomendações na Política será apresentada na tarde de segunda-feira, às 15 horas, no Palácio da Bolsa, no Porto.

Proteção Civil vai às escolas da Trofa

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A Proteção Civil da Câmara Municipal da Trofa está a promover uma ação de sensibilização dirigida às crianças do jardim de infância do concelho.

Com o título “A Proteção Civil vai contar uma História”, as crianças têm oportunidade de assistir a uma história temática e participar em atividades lúdico-pedagógicas relacionadas com a proteção civil.

Segundo a Câmara Municipal da Trofa, o objetivo é educar para a prevenção e minimização de riscos, fomentar uma cultura de segurança desde a infância e promover atitudes e comportamentos responsáveis em situações de emergência.

Sérgio Araújo, presidente da Câmara Municipal da Trofa, afirma que «tem sido uma preocupação da Câmara Municipal incentivar e proporcionar aos nossos alunos atividades que demonstrem a importância e o papel da Proteção Civil e de todos os agentes de segurança na nossa sociedade».

A iniciativa é gratuita e dirigida a todos os alunos do pré-escolar do concelho, mediante inscrição prévia das escolas interessadas junto dos serviços de Proteção Civil.

Famalicão: Agrupamento Camilo Castelo Branco protege os direitos das crianças e jovens

O Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco passa a exibir o Selo Protetor, atribuído pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ),

A cerimónia, que decorreu no passado dia 7 de janeiro, em Gondomar, reuniu diversas entidades e estabelecimentos de infância e juventude/educação que foram reconhecidas pelas suas práticas na promoção e proteção dos direitos das crianças e jovens.

É o caso do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco que recebeu o selo que reforça «o nosso compromisso com um ambiente educativo seguro, inclusivo e protetor. O Selo Protetor é mais do que um símbolo; é um sistema integrado de gestão do risco e perigo, que nos permite avaliar e melhorar continuamente as nossas estratégias para garantir o bem-estar dos alunos», sinaliza a direção.

Esta distinção é para o estabelecimento de ensino, «um motivo de grande orgulho para toda a comunidade educativa do AECCB, refletindo o esforço e dedicação de todos na construção de uma escola mais segura e atenta às necessidades das nossas crianças e jovens».

Na cerimónia, o agrupamento fez-se representar pelo diretor Carlos Teixeira, e pela Técnica de Intervenção Local, Marta Silva.

Famalicão: Rui Tavares leva o Parlamento à D. Sancho I

No âmbito do Parlamento dos Jovens, o deputado Rui Tavares esteve na Escola Secundária D. Sancho I.

O encontro, que decorreu esta segunda-feira, dia 12 de janeiro, envolveu a participação dos jovens. O dirigente do partido Livre partilhou a sua visão sobre os desafios atuais da democracia e dialogou com os estudantes. Foi possível abordar temas como o papel de Portugal na Europa, os riscos dos extremismos políticos e a participação dos jovens na vida pública.

No final, foi gravado um podcast com a equipa eTwinning da escola, que será partilhado com duas escolas, uma turca e outra italiana, parceiras neste projeto.

O diretor do Agrupamento, Artur Passos, destacou a importância do Parlamento dos Jovens na promoção da participação cívica, incentivando uma adesão cada vez mais ampla e entusiasta ao programa nos próximos anos.

Famalicão: Deputados municipais no Parlamento dos Jovens na CIOR

Cinquenta alunos de diferentes cursos da CIOR, integrando 5 listas concorrentes, participaram na edição deste ano do Parlamento dos Jovens. Após todo um processo de preparação e de uma campanha eleitoral junto da comunidade educativa, teve lugar a apresentação de ideias, reflexão, sensibilização e debate em torno da Literacia Financeira: Os Jovens Contam.

Na manhã desta segunda-feira, no auditório da escola profissional, decorreu uma sessão que contou com a presença dos deputados municipais Jorge Paulo Oliveira, do PSD, Luís Miranda, do PS, e João Nascimento, do CDS e presidente da Assembleia Municipal.

Ana Fernandes aponta a iniciativa como «um verdadeiro exercício do debate democrático, que promove o respeito pela diversidade de opiniões e pelas regras de formação das decisões, incentivando à reflexão e ao debate e estimulando as capacidades de expressão e argumentação na defesa das ideias, respeitando a tolerância e a formação da vontade da maioria».

A coordenadora do projeto/programa destaca, ainda, «a importância da participação e do voto na resolução de questões que afetam o presente e futuro individual e coletivo das pessoas como cidadãos intervenientes e democratas».

 

Presidente da Federação Portuguesa de Futebol anuncia mudanças na Taça

Pedro Proença anunciou que a partir da próxima época, as meias-finais da Taça de Portugal serão disputadas num único jogo (atualmente é a duas mãos)

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol também avançou que as equipas da I Liga entram na prova apenas na 4.ª eliminatória (uma ronda a mais ao atual modelo).

Estas alterações são uma solução «a um calendário internacional cada vez mais apertado, que exige resposta imediata e assertiva. É a nossa resposta a uma necessidade urgente, estando disponíveis para, nas provas organizadas pela Liga Portugal, validar aquele que for o modelo definido pelos clubes, que deve ter em conta os interesses, financeiros e desportivos, do futebol profissional», revelou.