Porto: Sequestram e agridem mulher em “ajuste de contas”

Três pessoas associadas ao narcotráfico no Porto espancaram uma mulher e abandonaram-na numa rua de Matosinhos, em ajuste de contas motivado pelo desaparecimento de uma bolsa com droga, acusou o Ministério Público (MP).Em causa estão crimes de sequestro, ofensa à integridade física qualificada, coação e tráfico de estupefacientes.

Citado esta quarta-feira numa nota da Procuradoria Distrital do Porto, o MP de Matosinhos imputa os crimes a dois homens e a uma mulher que se dedicariam ao tráfico de droga a partir de uma casa no Bairro Pinheiro Torres, no Porto, e que atuaram “em colaboração de outras duas mulheres, não identificadas”.

Segundo o processo, em 01 de julho de 2016 os três arguidos pediram à sua antiga empregada doméstica “que lhes guardasse por três dias uma bolsa de mão contendo produto estupefaciente ainda não cortado”.

A mulher acedeu, mas, mais tarde, deu a droga como desaparecida.

Não convencidos, os arguidos decidiram optaram por espancar a mulher “até que devolvesse a droga ou dissesse o que lhe fizera”, afirma o MP.

O plano foi executado na noite seguinte, quando a vítima “foi recolhida na sua casa” e “forçada a entrar num veículo automóvel”, acabando por ser levada para locais periféricos do Porto, de Crestuma (Vila Nova de Gaia) até Leça do Balio (Matosinhos).

A mulher, relata a acusação, foi “arrastada para o exterior do veículo, pontapeada e socada em todo o corpo, golpeada com uma chave de parafusos de pneus, atingida com um pau até este partir e visada com uma faca que lhe foi encostada ao pescoço”.

A vítima, “que por várias vezes perdera os sentidos (…) foi deixada à sua sorte” na Travessa de Recarei, Matosinhos, pelas 06:00 de 03 de julho seguinte.

Famalicão: Gonçalo Santos sagra-se campeão nacional de sub-17

Na equipa campeã do FC Porto está o jovem natural de Famalicão. Esta temporada pelo emblema portista, Gonçalo Santos somou 25 jogos, tendo apontado 8 golos e feito 2 assistências.

O médio ofensivo, que também pode atuar como extremo esquerdo, é internacional jovem por Portugal, tendo representado os escalões de sub-15 (quatro jogos, um golo) e sub-16 (12 jogos, um golo).

O emblema portista sagrou-se campeão nacional ao empatar a duas bolas frente ao SL Benfica, seu perseguidor direto. Apesar de ainda faltarem três jornadas para o fim da fase de apuramento de campeão, a diferença entre as duas equipas é de 11 pontos, tornando impossível às águias chegarem à liderança.

Os dragões nas últimas três jornadas, recebem o Rio Ave, visitam FC Famalicão e encerram o campeonato frente ao Estoril Praia. Nesses jogos, Gonçalo Santos poderá somar mais minutos e, curiosamente, defrontar o clube da sua terra natal.

Tiago Torres

Festa do título conquistado pelo FC Porto adia apresentação do livro de Salvador Coutinho

A apresentação do livro do escritor famalicenses, marcada para a tarde deste sábado, no Porto, na sede da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, foi adiada para o dia 6 de junho, às 16 horas, no mesmo local.

O adiamento tem como causa os festejos do Futebol Clube do Porto, pela conquista do título nacional de futebol, cujo ponto alto acontecerá na “Baixa” da Cidade Invicta.

O livro “Era uma vez uma história que não sabia contar-se” será apresentado pelo jornalista e professor universitário Carlos Magno.

Entretanto, no próximo dia 30, às 15 horas, a obra será apresentada na terra natal do autor, Espinho, na Biblioteca Municipal José Marmelo e Silva. Aqui, o diretor do Museu Municipal de Espinho, o historiador Armando Bouçon, abordará as ligações familiares de Salvador Coutinho a Espinho.

“Era uma vez uma história que não sabia contar-se” é o 18.º livro da carreira literária de Salvador Coutinho, o 11.º de originais de poesia; encontra-se à venda na livraria Fontenova, em Vila Nova de Famalicão, e no sítio da Elefante Editores (https://www.elefante-editores.net/).

Abertas candidaturas para o Prémio de História Alberto Sampaio

Estão a decorrer, até 31 de maio, as candidaturas para o prémio de História Alberto Sampaio, edição de 2026, promovido pela Academia das Ciências de Lisboa, em parceria com os municípios de Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão, e com a colaboração da Sociedade Martins Sarmento. Tem o valor monetário de 6 mil euros.

As candidaturas devem ser submetidas à Academia das Ciências de Lisboa, entidade responsável pela coordenação científica do prémio.

Recorde-se que o galardão foi criado para homenagear o historiador Alberto Sampaio e incentivar a investigação científica na área da História. Distingue trabalhos inéditos relacionados com a história económica e social portuguesa, bem como estudos inseridos em áreas historiográficas ligadas ao legado intelectual do historiador, que viveu parte da sua vida em Vila Nova de Famalicão e que dá nome ao Arquivo Municipal.

Podem concorrer autores de estudos escritos em língua portuguesa, com uma extensão compreendida entre 20 mil e 40 mil palavras. São igualmente aceites dissertações de mestrado e teses de doutoramento adaptadas ao formato exigido pelo regulamento.

O júri é constituído por três académicos convidados, oriundos de diferentes universidades portuguesas, entre as quais a Universidade do Minho, Universidade do Porto, Universidade de Coimbra, Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, Universidade Católica Portuguesa e Universidade Lusíada.

Recorde-se que o Prémio de História Alberto Sampaio foi instituído para perpetuar a memória e a obra do historiador, nascido em Guimarães em 1841, considerado uma das figuras mais importantes da historiografia portuguesa.

Morreu Cândido Mota

Cândido Mota, antiga voz da rádio portuguesa, morreu esta madrugada aos 82 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Estava doente há algum tempo e partiu tranquilamente, acompanhado pela família.

Reconhecido como uma das vozes mais marcantes da rádio em Portugal, ficou ligado ao programa “O Passageiro da Noite”, inovador pela interação direta com os ouvintes.

Iniciou a carreira muito jovem e destacou-se também na televisão, em trabalhos com Herman José e como voz de concursos.

Nos últimos anos, vivia afastado da vida pública.

Já há data para o início da próxima época

A edição 25/26 da I Liga ainda não terminou, mas já há data de início para a próxima. Será no fim de semana de 8 e 9 de agosto e a derradeira jornada será no fim de semana de 16 de maio de 2027.

A Federação Portuguesa de Futebol e Liga divulgaram esta quarta-feira as datas para o arranque das competições na próxima temporada. A Supertaça, entre o campeão nacional e o vencedor da Taça de Portugal, joga-se no dia 31 de julho, 1 ou 2 de agosto.

A Taça de Portugal começa a 30 de agosto. A terceira eliminatória, marcada para 18 de outubro, já terá equipas da I Liga. As formações apuradas para as provas europeias entram apenas na ronda seguinte, agendada para 22 de novembro. As meias-finais, a uma mão e em campo neutro, estão previstas para os dias 22 e 23 de maio do próximo ano. A final é no dia 30 desse mês.

Também a segunda liga começa no fim de semana de 9 de agosto. Os play-offs, entre o 16.º classificado do principal campeonato e o terceiro da segunda liga, e entre o 16.º classificado do segundo escalão e o terceiro da Liga 3, estão agendados para 29 de maio e 6 de junho (alternativas a 26 de maio e 2 de junho).

Os quartos de final da Taça da Liga jogam-se entre 27 e 29 de outubro e a final four entre 5 e 9 de janeiro do próximo ano.

Nova lei: Proibida bandeira LGBT e de outros movimentos em edifícios públicos

A exibição de bandeiras ligadas a causas ideológicas, partidárias ou associativas passa a ser proibida em edifícios públicos, segundo uma lei agora aprovada.

De acordo com o diploma, estes símbolos deixam de poder ser colocados ou exibidos, quer no interior quer no exterior de edifícios do Estado, monumentos ou mastros. A restrição abrange igualmente bandeiras frequentemente usadas em ações de solidariedade internacional, como as da Palestina e da Ucrânia.

Já as bandeiras de outros países só poderão ser utilizadas em contextos oficiais, nomeadamente de caráter diplomático ou protocolar.

A discussão em torno desta matéria intensificou-se nas últimas semanas, com críticas por parte da esquerda. O projeto inicial do Chega não passou, mas uma proposta do CDS acabou por avançar na Comissão de Assuntos Constitucionais. O texto final foi aprovado com votos favoráveis de PSD, Chega e CDS, a abstenção da Iniciativa Liberal e votos contra dos restantes partidos.

A legislação prevê exceções para bandeiras institucionais, como a nacional, a da União Europeia e as de entidades públicas. Ficam também excluídas iniciativas em espaços privados e recriações históricas, como as comemorações do 1.º de Dezembro.

O não cumprimento da lei pode levar à aplicação de coimas entre 200 e 4 mil euros.