Os credores da Celeste Actual aprovaram, por unanimidade, a liquidação do património e o encerramento da atividade da empresa do setor da panificação e pastelaria, com fábricas em Guimarães e Vizela.
A decisão saiu da assembleia de credores realizada esta tarde no Tribunal de Comércio de Guimarães, informou o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB).
O fim da atividade surge como uma formalidade, já que a empresa estava encerrada desde 11 de março, data em que o Grupo Celeste apresentou o pedido de insolvência.
O plano aprovado prevê a venda das duas fábricas e de outros imóveis, com o objetivo de pagar dívidas, entre as quais salários e subsídios em atraso, contribuições à Segurança Social e valores em falta à Autoridade Tributária.
O sindicato defende a venda das unidades como estruturas produtivas autónomas, para permitir uma eventual recontratação dos trabalhadores.
A insolvência do grupo deixou mais de 300 pessoas no desemprego e revelou um passivo de cerca de 15 milhões de euros junto de mais de uma centena de credores.