”O governo não está a cumprir integralmente a sua parte”

“Em Famalicão a delegação de competências na área da educação tem tido resultados muito positivos, mas o governo não está a cumprir integralmente a sua parte” diz Jorge Paulo Oliveira.

Numa visita à EB. 2, 3 Júlio Brandão, durante a manhã desta segunda feira, o deputado à Assembleia da República acompanhado de Estela Veloso, Presidente da Junta da União das Freguesias de Vila Nova de Famalicão e Calendário e Joana Santos Silva, vice-presidente da Comissão Politica Concelhia da JSD, afirmou que o Contrato Interadministrativo de Delegação de Competências celebrado entre o Ministério da Educação e o Município de Vila Nova de Famalicão, em julho de 2015, ou seja na vigência do anterior governo, tem trazido benefícios evidentes para a comunidade educativa “quer do ponto de vista financeiro, com o aumento da disponibilidade de recursos para a implementação dos projetos educativos, quer do ponto de vista dos recursos humanos, com a melhoria do rácios dos colaboradores afetos aos agrupamentos”.

Os resultados deste projeto piloto na área da descentralização de competências só não são melhores porque o “governo não está a cumprir integralmente a sua parte” nem está a “respeitar a matriz das suas responsabilidades emanadas do contrato outorgado com a câmara municipal” diz o deputado famalicense.

Jorge Paulo Oliveira dá como exemplos do “incumprimento” do governo, a “não auscultação da comunidade educativa famalicense na definição na rede educativa, a não colocação atempada de pessoal não docente para apoio e acompanhamento de alunos com Necessidades Educativas Especiais, bem como a não disponibilização da plataforma eletrónica de execução do Contrato, esta última de forma absolutamente inexplicável”.

O deputado social democrata acrescenta ainda que, ao contrário do que está plasmado no contrato, “o Ministério da Educação nunca apresentou qualquer plano para a reabilitação dos edifícios não transferidos onde se insere a Escola Júlio Brandão” circunstância que considera preocupante, dado que o seu edificado, fruto da passagem do tempo, apresenta debilidades várias que exigem uma intervenção de fundo.

Na visita guiada proporcionada pelo Presidente da Direção do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, Presidente da Associação de Pais e Presidente da Associação de Estudantes da Júlio Brandão, Jorge Paulo Oliveira pode constatar, além das muitas infiltrações que os edifícios apresentam, que a totalidade das suas coberturas, incluindo as passagens do exterior são em amianto.

“O trabalho desenvolvido pela Associação de Pais e pela Direção do Agrupamento tem sido imenso e muito meritório, e a escola tem beneficiado muito da sua ação, mas sem um plano de reabilitação que cabe ao Ministério da Educação elaborar, subsiste sempre uma grande incerteza na priorização das suas intervenções” afirma o parlamentar que afiançou ir procurar obter respostas junto do governo.

Jorge Paulo Oliveira recorda que Vila Nova de Famalicão é um dos 14 municípios que, em 2015 e no âmbito do denominado “Programa Aproximar”, aceitou integrar a experiência piloto de delegação de competências do Estado nas autarquias locais, experiência que “não foi bem-sucedida em todos os concelhos”.

Jorge Paulo Oliveira diz que Famalicão “está no bom caminho” e espera que o processo de descentralização de competências, em curso no parlamento e cujos princípios estão acordados entre o governo e o PSD, “possa chegar a bom porto e conduza a um comportamento mais proativo e menos faltoso do Ministério da Educação”.

 

CXA2D conquista título Distrital e Individual

A Escola Secundária Padre Benjamim Salgado – Joane foi palco da IV FINAL DISTRITAL ESCOLAR INFANTIL DE XADREZ do Centro Local Desporto Escolar de Braga do ano letivo 2017/2018, no passado dia 2 de junho, contando com a participação de 12 Escolas do Distrito de Braga, num total de 72 jovens alunos xadrezistas subdivididos nos escalões Infantil A (2010, 2009 e 2008) e Infantil B (2007 e 2006).

Este evento foi organizado pelo Clube de Xadrez do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado e contou com o apoio do Centro Local de Desporto Escolar–Braga e Associação de Xadrez do Distrito de Braga.

A arbitragem e a direção da prova esteve a cargo dos professores Carlos Dias e José Queiroga e foram disputados 6 jogos com 10 minutos para cada jogador disputar uma partida.

O Clube de Xadrez A2D fez-se representar por 6 alunos provenientes da Didáxis-Riba de Ave e Colégio do Ave.

A nível coletivo o Clube de Xadrez A2D escreveu mais uma bela página da sua história no Desporto Escolar ao conquistar o Título Distrital Escolar Infantil A Coletivo e Individual.

Foi com enorme satisfação e orgulho que o Colégio do Ave viu José João Pinto (5,5 pontos), aluno do 3º ano, conquistar o seu primeiro título distrital escolar individual no escalão Infantil A e Duarte Abreu (5 pontos), aluno do 4º ano, sagrou-se Vice-Campeão.

Graças à excelente prestação dos quatro melhores alunos do Colégio do Ave (José João Pinto, Duarte Abreu, Tomás Carvalho, 4º lugar-4,5 pontos, e João Nuno Casalta, 5º lugar-4,5 pontos), o Clube de Xadrez A2D totalizou 19,5 pontos e em 2º e 3º lugares classificaram-se o Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado (15 pontos) e o Agrupamento de Escolas de Pedome (13,5 pontos), respetivamente.

Foi também com enorme satisfação que, a nível individual, o CX A2D viu Carlos Daniel Sampaio (Didáxis-Riba de Ave, 5 pontos) conquistar o 2º lugar absoluto–Infantil B. O Campeão Distrital Escolar Infantil B foi Pedro Gil Silva e coletivamente, neste escalão, triunfou o Clube de Xadrez do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado.

O Colégio do Ave fez-se ainda representar na Final Distrital Escolar Infantil A por Pedro Lima (9º lugar individual, 4 pontos) que obteve, também, um excelente desempenho face ao nível competitivo exibido a nível individual e coletivo neste evento xadrezístico escolar.

De sublinhar que este torneio foi o corolário de muito trabalho dos seus participantes e organizadores, nomeadamente dos grupos/equipas (alunos e seus professores) das Escolas do distrito de Braga.

Alunos do 1.º ciclo de Famalicão descobrem o prazer de criar história

Entusiasmados, motivados, recompensados, ansiosos pelo trabalho e felizes. Não será muito comum identificar este grupo de adjetivos na esmagadora maioria dos alunos de uma turma do 4.º ano do 1.º ciclo do ensino básico mas o testemunho das cinco professoras de Famalicão que este ano receberam na sua sala de aula o atelier de escrita e ilustração criativa promovido pelo Centro de Estudos Camilianos e orientado pelo escritor Pedro Chagas Freitas e pela Ilustradora Gabriela Sotto Mayor não deixa margem para dúvidas: as crianças adoram construir e ilustrar a sua história e sentem-se recompensadas ao ver a sua criação publicada.

Será portanto legítimo concluir que a iniciativa já fez muitas crianças felizes, tanto com estavam as mais de uma centena de crianças que na passada sexta-feira, 1 de junho, na Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide, assistiram à apresentação pública do seu primeiro livro de contos e ilustrações. Mais felizes ainda ficaram com a representação de uma das suas histórias em palco pelos seus colegas da turma 3AA da Escola Sede n.º 1 que, como que por magia, tiveram o condão de passar a história do papel para o palco.

“Aventuras de Ricardina e Eugénia” foi o resultado do trabalho criativo desenvolvido desde o início do ano tendo como base a obra de Camilo Castelo Branco “O Retrato de Ricardina”, publicada pela primeira vez há 150 anos, em 1968.

O livro de contos e ilustrações é fruto de uma iniciativa promovida pelos serviços educativos da Casa de Camilo há 12 anos consecutivos. Este ano, pela primeira vez, ao atelier de escrita criativa, juntou-se o atelier de ilustração. E o surpreendente resultado pode ser apreciado numa exposição que está patente a público até ao final de setembro na Galeria do Centro de Estudos Camilianos.

Constituído por cinco contos ilustrados e 37 páginas, a obra “Aventuras de Ricardina e Eugénia” contou com a participação dos alunos do Centro Escolar de Antas, da EB de Castelões, da EB de Lousado, da EB de Lagarinhos e da EB/JI de Barranhas.

David Justino em Famalicão para debater o futuro da Educação em Portugal

O Presidente do Conselho Estratégico Nacional do Partido Social Democrata, David Justino, vai estar esta quinta-feira, 7 de junho, em Vila Nova de Famalicão, para participar na conferência “A Educação em Portugal – que perspetivas?”. O vice-presidente do PSD e antigo ministro da Educação é um dos oradores convidados da iniciativa promovida pelos Trabalhadores Social Democratas de Famalicão, que vai ter lugar na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, a partir das 21h30, com entrada livre.

A sessão de abertura da conferência contará com as intervenções do presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Famalicão, Paulo Cunha, e do coordenador do núcleo dos TSD de Famalicão, Daniel Antunes.

Segue-se depois a análise do futuro da Educação em Portugal por parte de David Justino e do vereador da Educação da autarquia famalicense, Leonel Rocha.

Após a realização de um debate com os participantes, a sessão encerrará por volta das 23h00 com as intervenções do presidente do Secretariado Distrital de Braga dos TSD, Afonso Henrique Cardoso, e do secretário-geral dos TSD, Pedro Roque.

Vila Nova de Famalicão é o lugar do surrealismo em Portugal

“Encontrou-se um lugar para o surrealismo em Portugal. O lugar é Vila Nova de Famalicão. Aqui e agora o surrealismo português pode passear enfim o seu esplendor”. Foi desta forma que o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inaugurou, na passada sexta-feira, o Centro Português do Surrealismo, na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, numa cerimónia que ficou marcada pela presença de grandes autores deste movimento artístico, como Cruzeiro Seixas e Fernando Lemos, pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, entre outras personalidades da vida cultural e social portuguesa.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou exatamente à hora marcada e rapidamente a multidão que o aguardava o rodeou acolhendo-o com carinho e amizade, ele retribuía com sorrisos e acenos e nem a chuva que se fazia sentia demovia a população.

Vila Nova de Famalicão acolhia assim o Centro Português do Surrealismo de braços abertos, um projeto que, de acordo com o presidente da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, nasce do “culminar de um longo caminho, com cerca de 20 anos”. Para Marcelo Rebelo de Sousa, “não é muito português em Portugal haver projetos a 20 anos. E nem é preciso ser-se surrealista para se dizer isto. O português gosta de gerir o dia-a-dia, deixar para o último minuto, o último segundo e depois, para os crentes, que Deus intervenha. O facto é que este foi um projeto a 20 anos que deu os passos todos até chegar ao momento que vivemos.” O presidente da República felicitava assim a Fundação Cupertino de Miranda pela determinação e persistência na conclusão deste centro.

Marcelo aproveitou ainda para realçar a importância da nova estrutura realçando que de“um importantíssimo acervo, com obras de Cesariny e Cruzeiro Seixas, faz-se agora o que só não se chama um museu porque seria pouco surrealista pôr o surrealismo num museu. Trata-se de um polo decisivo para integrar Portugal no conhecimento e no estudo do movimento surrealista internacional.”

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, afirmou que “este é um momento importante para a Fundação, mas é de enorme relevo para o concelho e para o fortalecimento da nossa política cultural, permitindo-nos almejar também um patamar internacional”.

“Não fazemos parte das duas grandes cidades deste país, mas pedimos meças a muitas cidades de dimensão maior no que à cultura diz respeito”, acrescentou ainda Paulo Cunha.

O autarca aproveitou ainda a presença de Marcelo Rebelo de Sousa e do ministro da Cultura para abordar o tema da descentralização e de pedir mais trabalho conjunto entre as autarquias e o Estado.

Entre as diversas intervenções destaque ainda para as palavras do ministro da Cultura que considerou a abertura do Centro Português do Surrealismo “não como um batizado, mas antes uma confirmação”.

Luís Filipe Castro Mendes fez ainda uma pequena reflexão do surrealismo português, que “aparece de uma forma diferente do francês” e perto do fim, recitou parte do “Corpo Visível”, de Cesariny, que já havia sido citado na sessão de inauguração, quando o presidente da fundação anunciou que o centro iria assegurar a tradução e edição da obra de poesia em espanhol do autor.

Com a inauguração do Centro Português do Surrealismo abriu-se ao público uma nova sala do primeiro andar com 400 metros quadrados recheados de arte. O espaço com caraterísticas únicas na região foi apresentado com a exposição “O Surrealismo na Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian”, que possibilita revisitar as obras ligadas ao Movimento Surrealista desta coleção e regressar ao acontecimento plástico desse período. Esta exposição representa um estímulo à investigação e compreensão, quer de atitudes, quer de pensamentos, levados a cabo por autores que desafiaram a situação social e política da época, demonstrando audácia, inteligência e liberdade.

O Centro Português do Surrealismo nasce na Fundação Cupertino de Miranda que tem atualmente uma coleção de mais de três mil obras ligadas ao surrealismo, nomeadamente de Mário Cesariny e Artur Cruzeiro Seixas, num total de 130 artistas.

Tudo começou quando, João Meireles, genro de Arthur Cupertino de Miranda, comprou uma parte da coleção do artista Cruzeiro Seixas e a doou à instituição. Aos poucos e poucos, o acervo surrealista foi crescendo. Já nos anos 90, a primeira exposição surrealista é apresentada – “Surrealismo e não” – e, anos depois, nasce o Centro de Estudos do Surrealismo, coordenado há mais de 15 anos pelo professor Perfecto Cuadrado.

O EDIFICIO

Da autoria do arquiteto João Mendes Ribeiro, o Centro Português do Surrealismo nasce da adaptação do emblemático edifício da Fundação Cupertino de Miranda, que foi desenhado nos anos 50, verdadeiro ex-libris do espaço citadino.

Para o arquiteto o projeto constituiu “um enorme desafio pela ligação entre o passado e o futuro”, mas também “pelo tema da contemporaneidade”.

A principal transformação face ao desenho atual é a passagem do espaço museológico, bem como da oferta formativa, para os primeiros andares do edifício – atualmente localiza-se na torre que compõe o espaço – colocando-o na “linha da frente” de forma a“promover o contacto com a comunidade”.

“Vamos ter um conjunto de expositores que se abrem à cidade, criando uma relação muito forte com o espaço e com as pessoas”, acrescenta João Mendes Ribeiro.

Refira-se que a somar às obras de adaptação do edifício, prevê-se ainda uma nova programação e novos custos com o funcionamento do Centro Português do Surrealismo que implicará um investimento na ordem dos 2,5 milhões de euros. A autarquia contribuirá com a atribuição de um apoio financeiro no valor de 300 mil euros, repartidos por quatro anos.

Linhal com mais de 30 anos descoberto na Júlio Brandão

Na passada semana, numa iniciativa integrada no projeto europeu “Culture Heritage: The Power of Plants”, a professora Ana Mendes, fundadora do referido projeto, descobriu a parte resistente de um linhal, que terá existido na quinta, onde mais tarde foi construída a escola Júlio Brandão.

Tal descoberta já despertou interesse do Banco Germoplasma Vegetal em Braga, que enviará um delegado científico para recolha e análise laboratorial da semente do linho a fim de aferir a espécie desta planta que se conservou num estado completamente isolado e sem intervenção da mão humana há mais de 30 anos.

Com este projeto, na opinião da professora Ana Mendes, procura-se sensibilizar os alunos para a preservação das sementes e das plantas, tesouro natural que garanta o futuro do Planeta Terra.