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Médico admite passar atestados falsos para renovar cartas de condução

Médico admite passar atestados falsos para renovar cartas de condução

Cidade Hoje by Cidade Hoje
5 de Janeiro, 2023
in Sociedade
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Um médico acusado de fazer atestados falsos para a renovação de cartas de condução em Coimbra confessou hoje em tribunal a prática dos crimes, assim como uma proprietária de uma agência de documentação também arguida no processo.

“Estou profundamente arrependido do que fiz. Não devia ter acontecido”, afirmou o médico, acusado da prática de sete crimes de atestado falso num processo cujos crimes terão ocorrido em 2016.

Na primeira sessão do julgamento, que decorreu no Tribunal de Coimbra, o arguido referiu que há cinco anos teve um outro processo, que ficou suspenso provisoriamente mediante pagamento a uma instituição de solidariedade social.

Desde então, vincou, passou “a ser o mais rigoroso possível” nos atestados médicos e deixou de exercer medicina em Coimbra.

“Não tomei a melhor decisão na altura”, confessou o arguido, mostrando-se surpreendido por ser julgado novamente (face à suspensão provisória do outro processo), ao que o presidente do coletivo de juízes esclareceu tratar-se de um outro processo relacionado com outras pessoas.

Também a proprietária de uma agência de documentação, que trabalhava na representação de clientes na tramitação de processos de renovação de cartas de condução e de certificados de aptidão profissional de taxistas, confessou ter praticado os sete crimes de atestado falso de que está acusada.

“É verdade o que está aí e arrependo-me todos os dias”, disse a mulher, admitindo que cobrava 60 euros por cada renovação de carta, mas que 30 euros seriam para pagar a taxa de renovação no Instituto de Mobilidade e Transportes.

A arguida confessou também que dava cinco euros ao médico por cada atestado que passava.

Questionada sobre o porquê de ter praticado os crimes, a arguida referiu que “as pessoas queriam ajuda, o doutor não estava, e as coisas aconteceram”.

“Não deviam ter acontecido”, acrescentou.

Segundo o Ministério Público, os atestados médicos eram passados sem observar os condutores que solicitavam os serviços da arguida.

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No processo, está ainda como arguido um motorista que terá beneficiado do atestado médico para a renovação da carta, mas que não esteve presente na sessão.

Os restantes, inicialmente arguidos, tiveram suspensão provisória do processo.

A leitura da sentença ficou marcada para 13 de janeiro, às 13:45.

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