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Famalicão: Professores manifestam-se em frente à D. Sancho

Professores voltam às ruas e manifestam-se hoje na capital

Cidade Hoje by Cidade Hoje
28 de Janeiro, 2023
in Sociedade
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Esta é a terceira marcha promovida pelo STOP desde dezembro, que tem exigido medidas como um aumento salarial de 120 euros para todos os profissionais da educação, ou seja, professores e pessoal não docente.

O STOP é também contra a proposta do novo modelo de recrutamento e colocação de professores que está a ser negociado com a tutela e exige a recuperação dos mais de seis anos de contagem de tempo de trabalho que esteve congelado durante a Troika, reivindicações que são partilhadas pelos outros sindicatos do setor.

O fim das quotas e vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões é outra das exigências dos professores, à qual se juntam os pedidos de aumentos salariais e melhores condições de trabalho para o pessoal não docente.

Hoje, os manifestantes vão também protestar contra a definição anunciada na sexta-feira de serviços mínimos nas escolas que visam garantir, por exemplo, refeições aos alunos ou a permanência das crianças com necessidades especiais educativas.

O Tribunal Arbitral decidiu fixar serviços mínimos, a pedido do Governo, para a greve por tempo indeterminado de professores e não docentes, que se prolonga desde dezembro. Em comunicado, o Ministério da Educação justifica o pedido de definição de serviços mínimos com a “duração e imprevisibilidade das greves decretadas pelo STOP e consequências acumuladas para os alunos, no que concerne a sua proteção, alimentação e apoio em contextos de vulnerabilidade”.

O líder do STOP, André Pestana, disse que a melhor resposta à decisão é a “participação na marcha” e considerou também que “está em causa o direito à greve”.

A marcha realiza-se entre o edifício do Ministério da Educação e a residência oficial do Presidente da República, tendo o STOP convidado outros setores da sociedade, como os agentes policiais.

Na primeira marcha, em 17 de dezembro, o STOP apontou para a presença de 20 mil manifestantes, um número largamente ultrapassado na segunda manifestação, a 14 de janeiro, quando o sindicato apontou para mais de 100 mil pessoas presentes.

O protesto realiza-se num momento de grande contestação dos professores e restantes trabalhadores das escolas, que estão em greve desde dezembro, tendo o STOP já entregado pré-avisos de greve para os primeiros dias de fevereiro.

A marcha convocada pelo STOP foi anunciada poucas horas antes de o coordenador do sindicato se ter reunido com o ministro da Educação, no âmbito da terceira ronda negocial sobre um novo modelo de contratação e colocação de professores, que terminou sem acordo.

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Para 11 de fevereiro está marcada uma nova manifestação, desta vez organizada pela plataforma de nove organizações sindicais, da qual fazem parte as duas maiores estruturas representativas de professores e pessoal não docente: a Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional de Educação (FNE).

Além da greve por tempo indeterminado convocada pelo STOP, está a decorrer desde o início do 2.º período uma greve parcial ao primeiro tempo letivo, convocada pelo Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE), que também se vai prolongar até fevereiro.

Desde 16 de janeiro têm-se realizado greves distritais, convocadas pela plataforma de sindicatos, que só terminam no início de fevereiro.

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