Alívio das restrições no interior das igrejas

A Conferência Episcopal Portuguesa vai abrandar, a partir desta sexta-feira, de forma ponderada os distanciamentos e os limites impostos à lotação das igrejas. Segue, assim, as novas regras emitidas pela Direção Geral da Saúde.

Nas ações religiosas permanecem medidas de proteção como a higienização das mãos e máscara. No entanto, os sacerdotes e demais ministros poderão retirar a máscara desde que haja distanciamento para os fiéis.

No entanto, no momento da comunhão, os comungantes retiram a máscara e cabe aos ministros da comunhão colocá-la. A comunhão continua a ser ministrada apenas na mão dos fiéis.

Ainda segundo a Conferência Episcopal Portuguesa, as pias de água benta continuarão vazias e a saudação da paz continua suspensa.

Na confissão, confessor e penitente devem usar máscara; deve ser realizada a visita aos doentes e distribuída a comunhão; nas unções, deve ser evitado o contacto corporal direto.

As atividades pastorais como catequese, ações formativas, reuniões, peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades devem cumprir as mesmas regras previstas pela DGS para as atividades educativas, culturais e sociais semelhantes.

Estas orientações foram emitidas pela Conferência Episcopal Portuguesa, num documento intitulado “Liberdade responsável no Culto e nas atividades pastorais”.

Famalicão: Procissões da Semana Santa saem à rua

Esta quinta-feira, dia 2 de abril, às 18 horas, é celebrada uma eucaristia da Ceia do Senhor na igreja matriz nova. À noite, às 21h30, sai à rua a procissão do “Ecce homo” ou Senhor da Cana Verde. Como de costume percorre várias ruas da cidade, com andores, figuras alegóricas, Orfeão Famalicense, Fanfarra dos escuteiros de Antas, Fanfarra de Telhado, Fraternidade Nuno Alvares e Escuteiros do Núcleo do CNE de Famalicão de diversos Agrupamentos na formação dos quadros.

Sexta-feira Santa é dia de oração de liturgias de laudes, às 10h30, na igreja matriz antiga. A celebração da paixão prossegue às 14h45, na igreja matriz nova. Às 21h30, começa a procissão do Enterro do Senhor. Saí da igreja matriz antiga, percorrendo várias ruas da cidade. Foi convidada a Confraria das Santas Chagas de Vale S. Cosme, a quem compete transportar o andor do Senhor.

As duas procissões são presididas pelo bispo emérito de Portalegre-Castelo Branco, D. Antonino Dias, que já foi bispo de Braga.

O sábado é dia de vigília pascal, às 21 horas, na igreja matriz nova.

Domingo, dia 5, Dia de Páscoa. Os compassos saem às 9 horas, da igreja matriz antiga. Às 12h30 haverá celebração de eucaristia solene na matriz antiga.

Entre 4 e 12 de abril, na Rua Manuel Pinto de Sousa, estará patente uma exposição de Cruzes Floridas.

Recorde-se que o programa das solenidades pascais são da responsabilidade da Confraria das Santas Chagas de Famalicão e da paróquia de Santo Adrião, com diversos apoios de instituições e movimentos de Famalicão.

 

Metade dos portugueses endivida-se devido ao aumento do custo de vida

Metade dos consumidores portugueses que enfrentam dificuldades financeiras aponta o aumento do custo de vida como o principal motivo para o endividamento. A conclusão é de um estudo da Intrum, que destaca o impacto do aumento dos preços de bens essenciais, como alimentação e energia, nos orçamentos familiares.

Segundo o relatório, 43% dos portugueses referem despesas inesperadas, como emergências familiares ou despesas médicas, como causa das dívidas, enquanto 34% dizem que os seus salários ou rendimentos não acompanharam o aumento do custo de vida.

Apesar das dificuldades, 77% dos consumidores afirmam conseguir pagar as contas dentro do prazo. Ainda assim, o valor representa uma descida face a 2024, quando 85% diziam conseguir cumprir os pagamentos atempadamente, o que indica maior pressão financeira sobre as famílias.

O estudo revela também diferenças regionais. Nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, 71% dos consumidores apontam o custo de vida como principal motivo para dificuldades financeiras. Já no Alentejo, 82% referem despesas inesperadas como fator determinante. Na Área Metropolitana de Lisboa, mais de metade dos consumidores (56%) queixam-se de que os rendimentos não acompanharam o aumento dos preços.

Nos últimos seis meses, 46% dos portugueses recorreram ao cartão de crédito para pagar contas ou outras despesas, enquanto 19% afirmaram ter pedido dinheiro emprestado.

O estudo “European Consumer Payment Report” foi realizado em agosto de 2025, com base num inquérito a 20 mil consumidores de 20 países europeus, incluindo mil em Portugal.

GNR alerta para aumento de acidentes com trotinetes elétricas

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, entre 2019 e 2025, cerca de 1.900 acidentes na via pública que envolveram trotinetes elétricas, dos quais resultaram 10 vítimas mortais.

Os dados divulgados pela força de segurança indicam um aumento da sinistralidade associada à micromobilidade. Só entre o início do ano e 28 de fevereiro já foram contabilizados 72 acidentes.

Até 2021, o número de ocorrências mantinha-se relativamente baixo, com menos de 25 acidentes por ano. No entanto, em 2023 verificou-se uma subida acentuada, com 547 acidentes, número que voltou a aumentar em 2024, atingindo o máximo de 706.

No total dos últimos sete anos, os acidentes provocaram ainda 88 feridos graves e 1.442 feridos ligeiros. O maior número de feridos leves foi registado em 2024, com 548 casos.

Segundo a GNR, entre as principais causas destes acidentes estão a circulação em locais proibidos, como os passeios, o desrespeito pela sinalização e a falta de utilização de equipamentos de proteção.

A guarda lembra que as trotinetes elétricas são equiparadas a velocípedes e, por isso, os seus utilizadores devem cumprir as regras do Código da Estrada. A utilização de capacete é recomendada, bem como o uso de material retrorrefletor e a verificação da existência de luz branca à frente e vermelha atrás.

As autoridades sublinham ainda que as trotinetes devem circular nas ciclovias ou, quando estas não existirem, na faixa de rodagem junto à berma, sendo proibida a circulação nos passeios. Cada trotinete destina-se apenas a uma pessoa e os condutores estão sujeitos às mesmas taxas de álcool aplicadas aos automobilistas.

Mercadona cresce em Portugal e aumenta lucros

A Mercadona registou um crescimento nas vendas em 2025, atingindo os 41.858 milhões de euros, mais 8% do que no ano anterior. O lucro líquido da cadeia de supermercados subiu 25%, fixando-se nos 1.729 milhões de euros.

Do total das vendas, 2.092 milhões de euros correspondem ao negócio em Portugal, onde a empresa terminou o ano com 69 lojas. Desde a entrada no país, em 2019, a Mercadona já investiu mais de 1.230 milhões de euros e alcançou, pelo segundo ano consecutivo, resultados positivos, com 26 milhões de euros de lucro.

A empresa criou ainda cinco mil novos postos de trabalho em 2025, dos quais 500 em Portugal, passando a contar com cerca de 115 mil trabalhadores entre Portugal e Espanha.

Para os próximos anos, a Mercadona prevê investir cerca de 3.700 milhões de euros no desenvolvimento de um novo modelo de loja, com maior foco em produtos frescos e numa experiência de compra mais simples para os clientes.

BP aplica maior subida no preço dos combustíveis em Portugal

A BP foi a marca que mais aumentou os preços dos combustíveis em Portugal, segundo dados das plataformas online que monitorizam diariamente os valores praticados nos postos de abastecimento.

De acordo com essas plataformas, a BP aumentou o preço da gasolina em 8,5 cêntimos por litro e o do gasóleo em 21,5 cêntimos. Já a Galp subiu 7 cêntimos na gasolina e 20,5 cêntimos no gasóleo, enquanto a Repsol aumentou 8 cêntimos na gasolina e 20,5 cêntimos no gasóleo.

Esta subida está relacionada com a instabilidade provocada pela guerra que decorre no Médio Oriente, que tem pressionado os mercados internacionais do petróleo.

As previsões para esta semana apontavam para um aumento de cerca de 19 cêntimos no gasóleo e 7,5 cêntimos na gasolina, valores que acabaram por ser ultrapassados no caso da BP.

Atenção ao supermercado: Preços devem subir ‘à custa’ da guerra e dos combustíveis

A subida do preço dos combustíveis pode vir a refletir-se no custo do cabaz alimentar, mas o impacto ainda não é imediato. A associação de defesa do consumidor DECO diz que os efeitos só deverão começar a notar-se nas próximas semanas.

Em declarações à SIC, o porta-voz da DECO explica que o preço dos combustíveis influencia toda a cadeia de distribuição. Nuno Figueiredo afirma que se trata de “uma cascata de acontecimentos”, lembrando que os combustíveis são essenciais para transportar os produtos até ao consumidor.

Também o setor da distribuição admite que os aumentos podem demorar algum tempo a chegar aos supermercados, mas que poderão tornar-se visíveis dentro de um ou dois meses se a tendência se mantiver.

Entretanto, o cabaz alimentar já atingiu um dos valores mais altos dos últimos anos. De acordo com a monitorização da DECO, ronda atualmente os 253 euros, cerca de 70 euros acima do valor registado em 2022.

A associação alerta ainda que outros fatores, como o mau tempo recente, podem vir a pressionar os preços nas próximas semanas. Caso os alimentos continuem a subir, isso poderá também contribuir para um aumento da inflação e influenciar futuras decisões do Banco Central Europeu sobre as taxas de juro.