Segundo a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), que tem sede em Famalicão, em fevereiro de 2023 as exportações de têxteis e vestuário registaram uma quebra de 3% em valor e de 12% em quantidade.
De uma forma generalizada a quebra regista-se em quase todas as categorias de produtos, com exceção dos tecidos de malha (que registaram um aumento de 17% em valor e 33% em quantidade) e do vestuário em tecido (aumentou 15% em valor e 5% em quantidade).
Em termos acumulados, os dois primeiros meses do ano somam 1.012 milhões de euros (+1%) e 83 mil toneladas (-12%) de exportações, ou seja, exporta menos por mais valor. Facto atribuído à inflação que se regista na maioria dos mercados e que tem impacto ao longo de toda a cadeia de valor e fornecimento.
Nestes dois meses do ano, registou-se uma quebra na maioria dos principais destinos de exportação. Os melhores desempenhos são da França: +13% em valor e +3% em quantidade; Suíça: +42% em valor e +10% em quantidade; Canadá +21% em valor e +19% em quantidade.
Em fevereiro, Portugal importou -8% em valor e -17% em quantidade, afetando sobretudo as matérias têxteis e os têxteis confecionados.
Em termos acumulados, nos dois primeiros meses do ano, Portugal importou 805 milhões de euros e 86 mil toneladas de têxteis e vestuário, -2% do valor e -19% da quantidade importada no mesmo período do ano anterior, afetando em particular as matérias-primas têxteis (-24% em valor e -27% em quantidade) o que reflete uma menor procura por parte da indústria, em resultado do abrandamento económico.








