Futebol feminino: Famalicão derrotado pelo Benfica

No campeonato nacional feminino, fase de apuramento de campeão, o Famalicão perdeu, esta tarde, no Benfica Campus, com a equipa local.

Um único golo, apontado por Lacasse, valeu a vitória ao Benfica que, assim, está mais isolado na frente da classificação, com 18 pontos. Já o Famalicão mantém o segundo lugar com 12 pontos, tendo atrás de si o Sporting, agora também com 12 pontos.

Ainda referente ao jogo da sexta jornada, entre benfiquistas e famalicenses, foi uma partida bem disputada, embora muitas vezes jogada longe de áreas de finalização. O único golo do encontro apareceu dentro dos últimos 10 minutos após bonita jogada de Lacasse que a própria tratou de finalizar bom um bom remate.

 

Pres. da Câmara da Trofa procura motoristas voluntários para ajudar a levar bens à Ucrânia

O Presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, recorreu às redes sociais em busca de motoristas voluntários para conduzir carrinhas até à Polónia.

O autarca refere que existem alguns ucranianos, a viver e a residir na Trofa, que estão disponíveis para viajar até à Polónia para, depois, entrarem na Ucrânia através das fronteiras terrestres.

A comunidade trofense também não ficou indiferente e tem estado a fornecer mantimentos que serão encaminhados para o país em guerra através desse transporte.

Jogadores do F.C.Famalicão dão força a colega: Você também pode ajudar o Rui Coelho

Rui Coelho é um membro da família Futebol Clube de Famalicão que, depois de passar por uma aplasia medular, foi-lhe diagnosticado uma leucemia.

A solução para o problema do Rui, e de muitas outras pessoas que estão a passar pelo mesmo, passa por encontrar um dador de medula óssea compatível.

Para ajudar o Rui, ao doar sangue no centro hospitalar da sua área de residência, inscreva-se como dador de medula óssea. Com este simples gesto, poderá estar a salvar vidas!

Preço dos alimentos e bebidas aumentou entre 0,9% e 12,5% em dois anos

No cabaz do Instituto Nacional de Estatística (INE), o preço dos óleos e gorduras registou um aumento de 12,5% entre janeiro de 2020 (antes de a economia ter sido abalada pela pandemia) e janeiro de 2022, sendo estes os produtos da classe dos bens alimentares e das bebidas não alcoólicas a registarem a maior variação, naquele período.

O aumento dos preços é transversal a todo este cabaz, com os dados do INE a mostrarem que, naquele período de dois anos, subiram 9,9% as frutas, enquanto o preço do pão e cereais se agravou 5,4% e o da carne e dos produtos hortícolas avançou mais de 4%.

Também produtos como café, chá e cacau registaram uma variação de 4%, enquanto o preço dos ovos, leite e queijo aumentou 2,6%. No peixe a subida foi de 3,5%.

A realidade estatística medida pelo INE é sentida pelos consumidores no seu dia a dia e Vítor Machado, diretor da Área de Produtos e Serviços da Deco Proteste, acredita que os efeitos da subida de preços se vão agravar nos próximos tempos devido ao atual contexto de seca e ao agravamento do conflito no Leste da Europa.

Impactados pela escalada dos preços dos combustíveis, “os bens alimentares também começaram a sofrer sinais de uma pressão inflacionista”, afirma Vítor Machado, destacando em particular os produtos hortícolas, a fruta, a carne e o pão, onde se regista “uma inflação que começa a ser preocupante”.

A par dos combustíveis, aponta o diretor da Área de Produtos e Serviços da Deco Proteste, os preços estão a ser influenciados pelas perturbações da cadeia logística de abastecimento, sendo que “a seca vai ainda agravar mais esta situação”, tal como a perturbação na Ucrânia, um grande produtor de cereais.

Na classe dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, apenas as águas minerais, refrigerantes e sumos de frutas e os produtos hortícolas viram os preços aumentar menos de 1% (subiram 0,9%) no período considerado.

Depois de um primeiro ano de pandemia em que os preços se foram mantendo estáveis, devido essencialmente à diminuição procura, 2021 traria um ponto de viragem no rumo da inflação, sendo que a pressão altista dos preços, observa Vítor Machado, se começou a sentir sobretudo a partir do segundo semestre do ano passado.

Solidariedade: Advogada famalicense oferece apoio jurídico a todos os ucranianos que precisem de ajuda

A advogada famalicense Elisete Ferreira, sensível aos mais recentes acontecimentos na Ucrânia, decidiu ajudar os cidadãos daquele país que estejam em território famalicense e precisem de apoio em formalidades para, por exemplo, trazerem familiares para Portugal.

A ajuda pode passar pela emissão de declarações para a vinda de menores, bem como autenticações ou registos para a obtenção de vistos.

O apoio desta profissional não tem qualquer custo e pode ser solicitado através de e-mail ( eliseteferreira-47526p@adv.oa.pt ) ou via telefone ( 913440950 ).

A advogada famalicense integra uma lista nacional de profissionais desta área que estão disponíveis para este tipo de apoio. No caso dos pedidos de ajuda chegarem de outros pontos do país, esses serão encaminhados para advogados da região de onde vem essa solicitação.

Combustíveis subiram mais de 11% em dois anos

“O que mais impactou o custo de vida dos portugueses foi claramente a classe da energia, que teve um disparar de preços brutal”, refere Vítor Machado, diretor da Área de Produtos e Serviços da Deco Proteste, à Lusa.

O índice de preços no consumidor, medido pelo INE, revela que os produtos energéticos foram dos que registaram a maior variação entre janeiro de 2020 e janeiro deste ano, a par de bens essenciais alimentares onde também se observam aumentos expressivos, alguns a superar já os dois dígitos.

Segundo os dados analisados pela Lusa, no período considerado, o preço do gás registou uma subida de 7,2%, tendo o da eletricidade avançado 4,4% e o dos combustíveis sólidos observado um agravamento de 6,9%.

Os valores, sentidos pelos consumidores cada vez que têm de abastecer o carro ou de pagar a conta da luz e do gás, não surpreendem Vítor Machado que, em declarações à Lusa, se manifestou convicto de que esta “pressão altista” dos preços da energia ainda vai durar, com o atual conflito no Leste da Europa a pressionar ainda mais os mercados.

No atual contexto “tudo indica que continuará a pressão nos mercados energéticos”, refere, acentuando o “efeito de contaminação” a toda a cadeia de valor que a energia e os combustíveis têm.

“A energia é o sangue que faz circular toda a economia e quando se encontra febril acaba por contaminar todo o corpo”, refere o responsável da Deco Proteste numa alusão à subida generalizada dos preços dos produtos que compõem o cabaz de preços do INE.

No espaço de dois anos, os preços dos materiais para construção e reparação de habitações, por exemplo, subiram 6,5%, menos, ainda assim, do que os 10,6% de agravamento registados nos serviços relacionados com a reparação e manutenção de casas. O preço do abastecimento de água, por seu lado, subiu 0,4%.

Na categoria de acessórios para o lar e equipamentos domésticos, por seu lado, a evolução não foi toda de subida. Os preços do mobiliário e acessórios avançaram 7,4%, mas é possível encontrar vários itens em que a variação é negativa. É este o caso dos têxteis de uso doméstico (descida de 0,8%), dos pequenos eletrodomésticos (-7,3%) ou dos grandes aparelhos domésticos (-2,2%).

Porém o preço da reparação destes equipamentos avançou 3,5%.

Na classe da saúde, os preços registaram igualmente uma subida no período considerado e o mesmo se passou, genericamente, nos transportes, ainda que a evolução dos vários produtos que integram esta classe tenha observado direções diferentes.

Entre janeiro de 2020 e janeiro deste ano, o preço dos automóveis aumentou 6,7% e o das motas 4,8%. Variações ainda assim inferiores à subida de 8,2% nas bicicletas.

Inversamente, os preços dos transportes rodoviários e aéreos de passageiros recuaram 1,4% e 29,2%, respetivamente.

O vestuário e calçado estão entre os produtos cujos preços menos subiram ou não subiram de todo, com o vestuário a aumentar 1,4% e o calçado a recuar 0,6% – refletindo algum impacto da pandemia no modo de vida e de trabalhar ao longo destes últimos dois anos.

Pelo impacto que tem na vida e no bolso dos portugueses, Vítor Machado destaca (a par da fatura energética, habitação e alimentação) a evolução dos preços dos serviços financeiros, que subiram 6,9%.

O responsável da Deco Proteste associa esta evolução “ao conjunto de comissões que foram sendo reanimadas e que têm vindo a contaminar as poupanças dos portugueses”, uma vez que não encontram “semelhante de compensação do lado da remuneração dos capitais”.

Perante o aumento dos preços — e o cenário de uma subida dos juros por parte do Banco Central Europeu (BCE) — Vítor Machado chama a atenção para o impacto que tal terá nas decisões de investimento das famílias.

“São decisões de consumo que vão ser adiadas e que vão impactar as empresas e adiar a retoma”, precisa, assinalando que esta crise poderá ter um efeito semelhante à de 2011, em que se assistiu a uma diminuição de rendimentos (por via do desemprego, aumento de impostos e cortes salariais).

“Esta crise é diferente. Passa pelo ‘esmifrar’ do poder de compra com o aumento de preços, enquanto em 2011 foi mais de diminuição de rendimentos. Mas o efeito é o mesmo: diminuição do poder de compra”, precisa Vítor Machado.