ASAE fiscaliza 297 empreendimentos turísticos e alojamentos e instaura 32 processos

Entre as principais infrações detetadas pela ASAE no decurso destas fiscalizações estão a inexistência, no exterior, de placa identificativa da classificação do empreendimento turístico ou afixação fora de prazo, falta do livro de reclamações em formato eletrónico ou não observância das regras de ocupação, lotação, permanência e distanciamento físico nos estabelecimentos de restauração e bebidas.

A ASAE procedeu ainda à verificação do cumprimento do certificado digital ou teste negativo à covid-19 a 2.227 clientes, não tendo sido detetadas irregularidades.

A informação hoje divulgada acrescenta que durante esta operação de fiscalização foi ordenada a suspensão temporária de dois estabelecimentos por falta de afixação ou afixação fora de prazo, no exterior, da placa identificativa da classificação do empreendimento turístico e por não observância das regras de ocupação, permanência e distanciamento físico nos respetivos estabelecimentos de restauração e bares.

Professores colocados longe de casa têm três semanas para mudar de vida

Este ano os serviços do Ministério da Educação conseguiram divulgar mais cedo as listas de colocação de professores. “Foi numa sexta-feira 13”, recorda Lurdes Mendes, 59 anos, que descobriu há duas semanas que em setembro começa a dar aulas numa escola a mais de 300 quilómetros de casa.

A professora de Filosofia vai trocar o Porto por um apartamento alugado em Odivelas. “Os concursos são sempre um tiro no escuro”, diz à Lusa, reconhecendo que agora, que o filho tem 26 anos, estas mudanças são mais fáceis. Mas há “muitos colegas a atravessar situações complicadas”.

É o caso de Maria Silva, 40 anos. Com duas filhas de 4 e 7 anos, soube em meados de agosto que a 01 de setembro teria de se apresentar na nova escola em Lisboa, a 350 quilómetros de casa.

“De um momento para o outro a vida dá uma volta inesperada”, diz à Lusa a professora, criticando o ministério por anunciar as colocações em agosto “como se fosse um grande feito”.

“São menos de três semanas para arranjar uma casa, um jardim-de-infância e uma escola de 1.º ciclo, numa altura em que as vagas no público já estão preenchidas. Se calhar só arranjamos lugar num privado”, desabafa a mãe, contando que ainda está a ponderar a hipótese de a filha mais velha ficar com o pai.

Depois de 15 anos a contratos, Maria Silva seguiu o conselho de colegas e tentou entrar para os quadros do Ministério da Educação. Ficou colocada na zona de Lisboa (QZP-7) com um ordenado de cerca de 1.200 euros.

Agora faz contas à vida: Além do empréstimo da casa do Porto, terá o encargo da casa alugada em Lisboa. As faturas da água e da luz serão a dobrar e há ainda que somar as viagens ao fim-de-semana, enumera.

“Podíamos, ao menos, ter direito a ajudas de custo, como acontece com os deputados e os juízes. Nós não vivemos do ar”, critica.

Além do stress de ter 19 dias para se reorganizar, Maria Silva sente-se novamente responsável por “mexer com a vida de toda a família”.

“Quando contámos às miúdas que iam para Lisboa e o pai ficava no Porto começaram a chorar. É terrível ter de separar as crianças do pai, do resto da família e dos seus amigos. Parece que somos criminosos. Qual é o nosso crime? Querer ser professor?”, desabafa.

Também a educadora de infância Cristina Gonçalves, de 54 anos, sublinha o impacto destas andanças nos mais novos: “Não faz nada bem às crianças andar sempre de um lado para o outro, não conseguem criar vínculos, e isso nota-se”.

Para Cristina Gonçalves é incompreensível como é que o Governo se diz preocupado com os alunos, mas “depois esquece-se que os professores também são pais e têm filhos”.

No caso de Cristina, a maior preocupação são os pais, que vão ficar novamente sozinhos. Nos quadros há três anos, concorreu para todas as escolas desde “Valença à Venda do Pinheiro”. De Lisboa para baixo não tentou, porque “era muito longe de casa”. Ficou na Venda do Pinheiro.

“Vai ser uma despesa muito grande. Nós pagamos para trabalhar. Estes próximos anos vão servir apenas para tempo de serviço. Nós não nos recusamos a nada, continuamos sempre a trabalhar”, diz.

Cristina reconhece que o ministério tem feito um esforço para antecipar a divulgação das listas de colocação. Nos mais de trinta anos de profissão houve alturas em que teve de ficar em hotéis, quando as listas eram divulgadas a 28 de agosto: “Às tantas estávamos a trabalhar nas escolas sem termos casa”, recorda.

Para muitos professores, a divulgação das listas dos últimos concursos veio desorganizar “uma vida que parecia organizada”, conta Maria Santana, professora de Inglês.

Prestes a fazer 48 anos, Maria faz parte do grupo dos cerca de 12.500 professores que concorreram ao concurso interno e, na próxima semana, começam a trabalhar numa nova escola.

Colocada em Lisboa com um ordenado de 1.100 euros, diz que terá de recorrer às poupanças, mesmo dividindo casa.

“As casas em Lisboa são muito caras, por isso tive de optar por um quarto. Vou ter de partilhar espaços comuns, como a cozinha e a casa de banho com pessoas que não conheço. O pior, nesta altura, é mesmo o perigo de contágio de covid-19”, admite à Lusa.

Confinada a um quarto, a professora não poderá “levar a casa às costas” e muito do material das aulas de inglês vai ficar no Porto.

“Uma pessoa sente-se desmotivada. Vou estar a trabalhar a mais de 300 quilómetros de casa, preocupada com os meus pais, que não têm quem lhes acuda, preocupada com o dinheiro que não chega e cansada com as viagens aos fins-de-semana. Isto não é bom para ninguém”, lamenta.

Maria Santana tem colegas que ficaram colocados a 100 quilómetros de casa e optaram por fazer a viagem casa-escola todos os dias: “Descobriram que fazer 200 quilómetros por dia ficava mais barato do que alugar casa”.

A distância entre duas cidades parece ser mais curta para um professor. Para Maria Silva seria “uma sorte” ficar a 50 quilómetros de casa e Cristina Gonçalves garante que 120 quilómetros por dia “se fazem bem”.

Teresa (nome fictício) também diz à Lusa que não se importava de ficar a “50 ou 60 quilómetros de casa”, porque lhe permitia fazer a viagem diariamente.

Com um bebé ainda a amamentar e uma menina no 1.º ciclo, ficou colocada em Vila Franca de Xira, a 285 quilómetros de casa.

“Ninguém percebe que isto não mexe só connosco, mexe com toda a família”, alertou a mãe, que conta já com um currículo de quase duas décadas de instabilidade a saltar de escola em escola em contratos sucessivos.

Os professores queixam-se das novas regras do concurso de mobilidade interna, que permite aos docentes dos quadros tentar ficar numa escola mais próxima de casa.

No concurso deste ano estavam apenas disponíveis horários completos, o que significa que quando forem disponibilizados os horários incompletos alguns colegas com menos graduação poderão ficar em escolas mais perto de casa.

“Não havia vagas na cidade do Porto e em Vila Nova de Gaia só havia três”, diz Teresa, referindo-se às vagas para professores de Inglês do 1.º ciclo. Teresa está num grupo de Facebook com mais de meia centena de docentes que se queixam do concurso.

As aulas começam em meados de setembro, mas na próxima semana, os professores têm de se apresentar nas escolas para preparar um novo ano letivo que deverá ser mais exigente, visto que arranca o plano de recuperação das aprendizagens perdidas durante o confinamento.

Internados Covid-19 no Hospital de Famalicão duplicaram esta semana

O número de internados Covid-19 na unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave duplicou, quando comparando com a semana passada.

Nesta altura, e de acordo com fonte hospitalar, estão internadas 10 pessoas fruto de complicações de saúde provocadas pela Covid-19. A semana passada eram cinco.

Apesar do aumento, equipas médicas garantem que não é motivo para alarme.

Futebol: Ribeirão recebe AD Fafe no jogo de apresentação

A equipa da AD Fafe, que compete na Liga 3, é a convidada do Ribeirão FC, que milita na Pro Nacional da AF Braga, para o jogo de apresentação, marcado para as 18 horas do dia 1 de setembro, no Estádio do Passal que terá lotação limitada.
A presença de público está sujeita a todas as normas determinadas pela Direção-Geral da Saúde.
Neste jogo, os sócios com as quotas (agosto) em dia têm entrada grátis tal como os atletas da formação. O bilhete geral tem um custo de 3 euros.

E-REDES investe 55 mil euros em linha de média tensão em Riba d’Ave

A E-REDES – antiga EDP Distribuição – remodelou uma linha de média tensão (MT) sobre a autoestrada A7, em Riba d’Ave. Os trabalhos, num investimento de cerca de 55 mil euros, revestiram-se de especial complexidade e foram realizados ao longo de três dias, com a disponibilização de vários grupos geradores, passagem de cabos secos e utilização de duas equipas especializadas em trabalhos em tensão. Tudo para assegurar a continuidade do fornecimento de energia elétrica aos postos de transformação da área intervencionada, zona de forte industrial e de produtores independentes de energia.

A linha intervencionada é uma das principais de MT que interliga os concelhos de Vila Nova de Famalicão e Guimarães. Pela localização, foi também necessário garantir o acompanhamento policial, com especial destaque para a intervenção sobre a autoestrada A7 que decorreu mediante todas as condições de segurança.