Recomendações da DGS para enfrentar o calor

  • Beba água ou sumos de fruta natural, mesmo quando não tem sede, e evite o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Faça refeições frias, leves e coma mais vezes ao dia;
  • Utilize roupa larga, que cubra a maior parte do corpo, chapéu de abas largas e óculos de sol com proteção UVA e UVB;
  • Mantenha-se em ambientes frescos arejados, pelo menos 2 a 3 horas por dia;
  • Evite a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas;
  • Utilize protetor solar com fator igual ou superior a 30 e renove a sua aplicação de 2 em 2 horas e após os banhos na praia ou piscina;
  • Evite atividades que exijam grandes esforços físicos, nomeadamente desportivas e de lazer no exterior;
  • Se trabalhar no exterior, hidrate-se frequentemente, proteja-se com roupa larga e chapéu e trabalhe acompanhado porque em situações de calor extremo poderá ficar confuso ou perder a consciência;
  • Escolha as horas de menor calor para viajar de carro e não permaneça dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol;
  • Tenha especial atenção com os doentes crónicos, grávidas, crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida;
  • Se está grávida modere a atividade física, evite a exposição direta ao sol e ingira frequentemente líquidos;
  • Assegure que as crianças consomem frequentemente água ou sumos de fruta natural e que permanecem em ambiente fresco e arejado. As crianças com menos de 6 meses não devem estar sujeitas a exposição solar, direta ou indireta;
  • Contacte e acompanhe os idosos e outras pessoas que vivam isoladas. Assegure a sua correta hidratação e permanência em ambiente fresco e arejado;
  • Se é doente crónico ou está sujeito a terapêuticas e/ou dietas especificas, siga as recomendações do seu médico assistente ou do Centro de Contacto do SNS 24: 808 24 24 24;
  • No período de maior calor, corra as persianas ou portadas. Ao entardecer deixe que o ar circule pela casa;
  • Se estiver num espaço público climatizado, proteja-se, use sempre máscara e mantenha a distância física.
  • Mantenha-se informado quanto às previsões meteorológicas e siga as recomendações da Direção-Geral da Saúde;
  • Em caso de emergência, ligue 112

Há um ano neste dia morriam dezenas de animais em Sto Tirso: Processo-crime está “parado”

Pedro Ribeiro de Castro é o advogado do processo que reuniu as “várias queixas-crime que se fundiram num processo”, mas também um dos que na serra da Agrela, em 18 de julho de 2020, tentou evitar a morte dos animais atingidos pelo incêndio iniciado na véspera em Valongo.

É, por isso, com alguma “surpresa” que, um ano depois, vê “continuar parado o processo” acionado e que, no caso concreto do partido Pessoas–Animais–Natureza (PAN), depressa identificou os alvos: o presidente da Câmara de Santo Tirso, Alberto Costa, elementos da GNR local, Proteção Civil de Santo Tirso, o ex-veterinário municipal Jorge Salústio e as proprietárias dos abrigos ilegais “Cantinho das Quatro Patas” e “Abrigo de Paredes”.

“Aqui chegados, que conste no processo, ainda ninguém foi ouvido. Aliás, o PAN foi notificado para apresentar prova dos factos denunciados, o que muito nos admirou, pois acontece ao fim de um ano e depois de ter apresentado um rol de 25 testemunhas e mais um CD cheio de fotografias e de vídeos. Imaginamos que possa ter havido um equívoco no Ministério Público”, relatou o advogado.

Pedro Ribeiro de Castro acrescentou que “foram também entregues autópsias feitas aos animais que perderam a vida nos incêndios”.

A Lusa contactou o tribunal que confirmou ainda não ter sido deduzida a acusação.

Afirmando desconhecer “quantos animais morreram e quantos foram salvos” naquele dia, o advogado acrescenta, na primeira pessoa, mais episódios ao vivido na serra da Agrela.

“Participei no resgaste dos animais, estive lá no dia 18, e nas duas semanas seguintes, procurei e encontrámos cerca de 10 animais que fugiram para a serra”, relatou, antes de deixar críticas ao apoio que “não existiu”.

Segundo Pedro Ribeiro de Castro, “se tivesse havido um resgate concertado das autoridades policiais com a Proteção Civil e as associações que estiveram no local, as coisas tinham corrido da melhor forma e nem se verificava aquela indignação popular, porque o que se assistiu no local foi uma inoperância e uma omissão terrível da parte dos órgãos de polícia criminal que estiveram no local”.

Por isso, vincou, a “versão dada pela GNR não corresponde, de todo, à verdade dos factos, como todos os que lá estiveram testemunham”.

Pedro Ribeiro lembrou que, naquele dia, os populares que estiveram no local a tentar socorrer os animais acusaram a GNR de os impedir de entrar nos abrigos, o que terá provocado a morte de mais cães e gatos.

Por seu lado, acrescentou, a GNR alegou não os deixar entrar naqueles espaços por se tratar de propriedade privada.

O advogado deixou outro lamento relacionado com aquela autoridade: “O comandante Brás, da GNR de Santo Tirso, fez uma data de queixas contra cidadãos que estavam na serra da Agrela no dia do incêndio e desse processo já há constituição de arguidos por difamação e injúrias, continuando o principal, que é o nosso, sem arguidos”.

As primeiras denúncias, recordou o advogado, foram feitas em 2017, mas o processo-crime acabou arquivado, ficado no ouvido de Pedro Ribeiro de Castro a “frase do então médico veterinário de Santo Tirso, Jorge Salústio, que afirmou: os cães têm comida e água”.

Jorge Salústio, que, segundo informação divulgada a 30 de junho pela Ordem dos Médicos Veterinários, vai ser alvo de um processo disciplinar, foi suspenso das suas funções e substituído no cargo por Hélder Tulha, no dia seguinte ao incêndio.

Para assinalar o primeiro ano da tragédia, o PAN vai organizar no domingo, junto ao “Cantinho das Quatro Patas”, em evento que será transmitido pelas 16:00 nas redes sociais e que contará com a presença da porta-voz Inês Sousa Real.

Alerta: Famalicão e Braga atingem hoje os 39 graus, região já está em aviso laranja

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou este sábado o distrito de Braga em aviso laranja, devido às altas temperaturas que se vão fazer sentir.

De acordo com a previsão mais recente, Famalicão e Braga devem, esta tarde, atingir os 39 graus.

Esta é uma situação que exige máxima atenção das autoridades de saúde, uma vez que pode colocar a saúde da população em risco.