Bombeiros acionados para despiste em Famalicão

Os Bombeiros Voluntários de Famalicão foram acionados, na tarde deste sábado, cerca das 13h40, para uma situação de despiste, na Rua D. Sancho I, em Vila Nova de Famalicão.

O veículo sinistrado, por razões que não nos foi possível apurar, terá entrado em despiste e foi embater na vegetação de uma zona de estacionamento afeta a um edifício que conjuga comércio com habitação.

Apesar dos meios mobilizados, não houve registo de feridos.

ASAE apreende cerca de 300kg de carne em operação de fiscalização a talhos e peixarias

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 295 quilogramas de carne no valor de 1.200 euros e instaurou 30 contraordenações numa operação de fiscalização realizada nas últimas semanas em talhos e peixarias de todo o país.

Num comunicado divulgado hoje, a ASAE adianta ter fiscalizado 197 estabelecimentos de comércio de carnes e pescado (frescos e congelados), designadamente talhos e peixarias, instalados em grandes superfícies retalhistas e em mercados municipais.

As principais infrações detetadas foram “a falta de requisitos, a inexistência de processo ou processos baseados nos princípios da Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos (HACCP), a ausência de registos de informação relativa aos sistemas e procedimentos da rastreabilidade dos géneros alimentícios, a falta de controlo metrológico em pesos, a distribuição e o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene”.

Como resultado, foram instaurados 30 processos contraordenacionais e apreendidos 295 quilogramas de produtos cárneos, no valor estimado de 1.200 euros, e ainda seis instrumentos de pesagem, no valor aproximado de 3.350 euros.

Segundo a ASAE, a operação de fiscalização decorreu durante as últimas semanas, de norte a sul do país, e foi “direcionada à verificação das regras estabelecidas para a atividade de comércio de carnes e pescado, com enfoque na Segurança Alimentar e na Informação ao Consumidor”.

Durante a ação foram verificados “os requisitos da rotulagem, da rastreabilidade, do país de origem ou local de proveniência, das condições da temperatura de exposição dos produtos, a qualidade e frescura, o cumprimento dos tamanhos mínimos no caso do pescado e, especialmente, a fraude na troca da origem e espécies em causa”.

O objetivo, salienta, é “garantir a proteção dos consumidores, a leal concorrência entre agentes económicos e a própria legalidade do exercício das atividades”.

Covid-19: Tem menos de 65 anos e não é doente de risco? Saiba quando deve ser vacinado

O Jornal Público elaborou uma tabela com as previsões do governo para a vacinação em massa contra a Covid-19.

Segundo a previsão dos especialistas, que estão a trabalhar em articulação com a taskforce, até setembro de 2021 haverá 70% da população vacinada.

De acordo com o quadro divulgado, as pessoas até aos 30 anos ainda não têm uma data definitiva até à qual poderão ser vacinadas. Já as que têm entre 40 e 49 anos, por exemplo, serão vacinadas a partir de agosto.

Censos 2021: Responder é obrigatório e o prazo termina na segunda-feira

Arrancou a 19 de Abril e termina na próxima segunda-feira, dia 3 de Maio, o processo de resposta aos Censos 2021.

Os Censos permitem analisar as condições de vida da população portuguesa e conhecê-la melhor. O estudo é feito de 10 em 10 anos.

censos2021.ine.pt é o site onde os portugueses devem colocar os códigos que receberam em casa para conseguirem aceder ao questionário.

Quem não responder, ou não colaborar com o processo, pode ser multado. As coimas variam entre 250 e 25 mil euros, para pessoas singulares, e entre 500 e 50 mil euros, para pessoas coletivas.

Doentes com sintomas de enfarte demoraram mais tempo a pedir ajuda em 2020

As pessoas com sintomas de enfarte pediram ajuda mais tarde em 2020 e o tempo que levou entre a chamada de emergência e o doente ser assistido no hospital aumentou quase 20 minutos, segundo dados hoje divulgados.

Os dados, que serão apresentados este fim de semana no Congresso da Sociedade Portuguesa de Cardiologia e que analisaram o impacto da pandemia de covid-19 na Via Verde Coronária, indicam que em maio de 2016 o doente demorava 100 minutos a chamar os meios de emergência e entre março e maio do ano passado esse intervalo passou para duas horas (120 minutos).

“Os dados mostram que a perceção que tínhamos de que os doentes estavam a vir mais tarde, e em piores condições, se confirma”, disse o cardiologista Hélder Pereira, que falou à Lusa na véspera de apresentar os dados e no arranque no Mês do Coração, que se assinala sempre em maio.

O especialista, diretor do Serviço de Cardiologia do Hospital Garcia de Orta, em Almada, que faz igualmente parte do movimento Stent For Life, que visa salvar vidas através da melhoria do tratamento às vítimas de enfarte, explicou que os dados foram recolhidos junto dos centros onde se realiza angioplastia primária (para desbloquear artérias).

Depois de em 2011 a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) e a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) terem integrado a iniciativa Stent for Life, todos os anos em maio (até 2016) foram medidos estes e outros indicadores para perceber a evolução da assistência ao doente nestas circunstâncias.

Segundo contou à Lusa, no mês de maio de 2016, o tempo entre o doente pedir ajuda e estar a ser intervencionado (artéria aberta/desentupida por angioplastia primária) era de 134 minutos e, no ano passado (março/maio), passou para 151 minutos.

“Claro que isto tem consequências: quanto mais tarde se trata o doente maior é a mortalidade e morbilidade no enfarte”, sublinhou.

Helder Pereira explicou ainda que os dados da APIC e a Associação de Intervenção Cardiovascular da SPC, com base no registo nacional, apontam para uma redução de 25% de doentes tratados no período da pandemia do ano passado, comparando com o período homólogo.

O especialista disse que a redução de doentes com a pandemia aconteceu em todo mundo, citando dados da iniciativa Stent for Life, que está presente em vários continentes.

Hélder Pereira sublinhou a importância de o doente pedir ajuda o mais cedo possível, lembrando que quando a artéria é desentupida durante a primeira hora (a chamada Golden Hour) “o músculo cardíaco recupera completamente”.

O diretor do Serviço de Cardiologia do Hospital Garcia de Orta disse ainda que continua a receber doentes que chegam tardiamente e “com muito mais complicações”.

“Antes da angioplastia primária era frequente os doentes chegarem com choque cardiogénico, que é uma forma já extrema de evolução do enfarte, e isso agora tem acontecido. Há doentes que chegam ao fim de dois a três dias do enfarte. Claro que, depois, os resultados são incomparavelmente piores do que se o doente chegar mais cedo”, explicou.

Para melhorar os resultados, o cardiologista sublinhou a importância de o doente, em vez de ir pelos seus próprios meios, recorrer aos meios de emergência quando sente dor forte, ou um aperto no peito, que pode irradiar para o pescoço, membros superiores ou para o dorso.

Aliás, dados recolhidos neste trabalho indicam que o doente que vai pelos seus próprios meios demora em média 102 minutos a ser assistido, enquanto se chamar os meios de emergência médica esse tempo reduz para 50 minutos.

“É preciso que o doente não hesite e chame logo os meios de emergência e tenha confiança no sistema. Os circuitos estão separados e um atraso em casos de enfarte faz toda a diferença”, acrescentou o especialista.