Famalicão: Apoio até 60 mil euros para segunda fase de requalificação da sede da Junta de S. Martinho

Para a segunda fase das obras de requalificação da sede da Junta de Freguesia de Vale S. Martinho, a Câmara Municipal prepara um apoio até 60 mil euros, que será discutido na reunião do executivo desta quinta-feira.

Esta nova frente de obras corresponde, entre outras intervenções, à lavagem, restauro e pintura exterior, divisão de espaços interiores e pintura dos mesmos, restauro da rede elétrica, de água e saneamento, climatização e peças sanitárias, para tornar o edifício mais funcional e, deste modo, melhor servir a população.

Recorde-se que em dezembro de 2020, a Câmara Municipal de Famalicão aprovou um apoio de 42 mil euros para a primeira fase das obras de requalificação deste mesmo edifício.

Famalicão: Alunos da Didáxis lançam projeto de informática para idosos e o Grupo de Bombos

Alunos do 10.º ano de dois cursos profissionais da Didáxis de Riba de Ave vão implementar dois clubes comunitários que vão gerir dois projetos. O curso de Geriatria implementará “O Mundo Digital na Melhor Idade”, que pretende desenvolver na comunidade sénior a literacia digital; o projeto do curso de Restaurante/Bar vai “Dar vida à música”, que representa o renascer do Grupo de Bombos da Didáxis, que, outrora, muito contribuiu para a animação da comunidade local.

Estes clubes renascem depois do convite feito à Didáxis pela Associação de Psicologia da Universidade do Minho e pela Academia Gulbenkian do Conhecimento, que têm como parceiros a Comunidade Intermunicipal do Ave e do Cávado. Estes parceiros lançaram o projeto Clubes Comunitários, para fazer renascer alguns projetos. Além do enriquecimento pessoal e académicos dos alunos, estes clubes têm a vantagem de reforçar os laços que unem a escola à comunidade.

Em Riba de Ave, a organização e dinamização destes projetos têm a participação da psicóloga Natércia Neto, das professoras Helena Correia e Diana Ferreira e dos membros da comunidade envolvente.

Escalões de formação voltam a competir até 3 de maio

Segundo o Secretário de Estado do Desporto, os escalões de formação de todas as modalidades desportivas podem voltar a competir progressivamente até 3 de maio. As competições individuais começam já a 5 de abril, tenham as federações condições para isso.

Esta abertura progressiva «depende da evolução epidemiológica, do número de casos, da propagação do vírus», afirmou João Paulo Rebelo, que falava numa videoconferência com o presidente da Confederação do Desporto de Portugal, Carlos Paula Cardoso, transmitida na rede social Facebook.

A partir do dia 19 de abril, poderão ser retomados os treinos na formação das modalidades de risco médio como futebol, futsal, andebol, basquetebol, voleibol e o hóquei em patins.

«Está-se a avaliar se é pertinente começar logo as competições em 19 de abril. Não me parece que seja logo adequado, porque os atletas não vão estar logo em condições de competir. E também temos a questão da mobilidade entre territórios. A ideia é que, nos primeiros 15 dias, não haja competições inter-regionais no país», disse o governante.

Futebol: Duas jogadoras do FC Famalicão na Seleção Nacional

Rute Costa e Mariana Azevedo, jogadoras do FC Famalicão, estão convocadas para representar a Seleção Nacional no “play-off” com a Rússia para o acesso ao Campeonato da Europa Feminino.
O primeiro jogo do ‘play-off’ da seleção portuguesa de futebol feminina com a Rússia está agendado para 9 de abril, no estádio do Restelo, em Lisboa, enquanto a segunda mão decorrerá em Moscovo, a 13 de abril.

Nova tecnologia para correta postura das costas testada em duas empresas famalicenses

A dor lombar é uma das principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo. Para perceber o desenvolvimento deste problema de saúde e saber como prevenir e tratar, está a decorrer um estudo que envolve famalicenses.

O projeto chama-se H2020 Smart4Health, é coordenado pelo UNINOVA – Instituto de Desenvolvimento de Novas Tecnologias, e abrange as empresas famalicenses Hindu e Super 2000, onde estão instaladas duas máquinas de fisioterapia.

Com recurso a tecnologia inovadora, como é a plataforma Smart4Health, os utilizadores fazem o registo, iniciam o treino e, ao fim de 18 semanas, podem ter acesso ao panorama da sua evolução. O treino é suportado por mecanismos de motivação baseados em gamificação (jogo), que promovem o envolvimento do participante.

Os dados recolhidos são depois remetidos para o plano de prevenção do participante na plataforma Smart4Health, onde ele terá a possibilidade de acompanhar a sua evolução e de partilhar os dados com o seu médico, de forma simples e segura, potenciando uma melhoria no conhecimento sobre o seu estado de saúde e bem-estar.

Numa fase posterior, os participantes vão ter a oportunidade de usar sensores em t-shirts ou pulseiras inteligentes, que combinadas com a utilização da aplicação Citizen Hub, vão permitir a recolha de dados em diferentes contextos do quotidiano, inclusive no local de trabalho.

O administrador da Hindu, Luís Cristino, diz que se trata «de estar na vanguarda da saúde ocupacional». O responsável empresarial reforça que «o exercício vai permitir aos colaboradores, mesmo aos que não têm lombalgias, corrigir más posturas e posicionamentos nos seus postos de trabalho». Quanto a benefícios, Luís Cristino considera que «a produtividade vai aumentar e vai haver menos baixas e consequentemente menos absentismo».

O responsável pela Super 2000, Joaquim Peliteiro, afirma que o treino vai ser benéfico para a sua empresa, nomeadamente nos recursos humanos alocados à parte do escritório. «Creio que os benefícios serão grandes, mas serão também importantes para os que têm a função de conduzir durante grande número de horas ou para os que carregam com cargas pesadas».

Maria Marques, Senior Researcher no Uninova e coordenadora destes estudos, realça que «as lombalgias levam a uma incapacidade muito prevalente na população ativa que pode conduzir à perda de qualidade de vida e consequentemente a uma maior taxa de absentismo laboral. Existe durante o treino uma interface gráfica com informação sobre a performance, que motiva e pode ajudar no combate a este problema. Acompanha-se uma bola, num jogo que se traduz num mecanismo de distração que leva a pessoa a corrigir posturas erradas».

O futuro poderá ser diferente. Ricardo Jardim Gonçalves, professor catedrático e coordenador europeu do projeto Smart4Health, explica que «a importância de uma estratégia europeia para a digitalização da saúde que permita uma aproximação personalizada da saúde pela promoção e desenvolvimento de soluções e serviços digitais vocacionados para propósitos sociais, médicos e bem-estar do próprio cidadão, no ativo ou não».