Famalicão: Crianças escrevem “Heróis Improváveis”

Foi lançada mais uma obra do atelier de escrita criativa e de ilustração, do serviço educativo da Casa de Camilo. Desta vez não teve os autores da obra, devido à covid-19, mas o livro foi, na mesma, apresentado no site oficial do município, a 1 de Junho, Dia da Criança e da morte de Camilo Castelo Branco.

O livro chama-se “Heróis Improváveis” e tem como inspiração a obra “A mulher fatal” de Camilo Castelo Branco.

Participaram no projeto criativo 91 alunos e cinco professores das turmas do 4.º ano das seguintes escolas: Centro Escolar Luís de Camões (turma: 4.º BB), EB Barranhas (turma: BA1), EB Lousado (turma: L4B), EB Nuno Simões (turma: NS4) e EB Requião (turma: D). Estes pequenos autores tiveram a colaboração, como vem sendo hábito, do escritor Pedro Chagas Freitas e da ilustradora Gabriela Sotto Mayor.

Depois da composição dos textos, as crianças participaram no atelier de ilustração, mas os trabalhos acabaram interrompidos pela pandemia e foi preciso reinventar para se concluir a publicação.

Ainda assim, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, mostra-se «satisfeito por se ter finalizado o atelier que, na sua opinião, corporiza uma das dinâmicas do Serviço Educativo do Museu de São Miguel de Seide: a promoção da leitura e da escrita, desenvolvida, neste caso, com o seu público mais jovem».

Neste sentido, o autarca deixou o seu agradecimento a todos os que deram o seu contributo no desenvolvimento deste atelier e na edição do livro. Depois de ver a obra, expressou «estar perfeitamente consciente do que esta atividade cultural representa para a valorização da memória patrimonial camiliana no nosso concelho, para reavivar a memória de Camilo Castelo Branco e para fortalecer os laços dos mais novos com a literatura».

Paulo Cunha deixou ainda a garantia de que, antes do encerramento das aulas, serão entregues exemplares do livro nas escolas dos alunos participantes, para que cada um dos pequenos escritores guarde o seu primeiro livro escrito e impresso.

A obra está disponível também na plataforma issuu em,https://issuu.com/municipiodefamalicao/docs/herois_improvaveisO Atelier de Escrita Criativa e de Ilustração continuará no próximo ano letivo e a obra a trabalhar será Amor de Salvação, a primeira que Camilo Castelo Branco escreveu em São Miguel de Seide.

Famalicão: Tuna Masculina da CESPU faz doação aos bombeiros

Esta segunda-feira, dia 1 de junho, a Tuna Masculina da Escola Superior de Saúde do Vale do AVE – CESPU, a Incognituna, fez uma doação aos bombeiros da cidade de Famalicão.

Bombeiros Voluntários Famalicenses e Famalicão receberam, das mãos dos estudantes, 300 máscaras cirúrgicas e 40 litros de álcool desinfetante.

O material doado servirá para que os soldados da paz possam continuar a estar protegidos ao novo coronavírus.

Famalicão: Trânsito cortado no túnel da Marechal Humberto Delgado

Esta sexta-feira, dia 5 de junho, a circulação automóvel no túnel da Avenida Marechal Humberto Delgado estará cortada nos dois sentidos, entre as 9 e as 14 horas, informa a Câmara Municipal de Famalicão.
No local vai decorrer uma intervenção para a manutenção da estação elevatória da rotunda Bernardino Machado, reparação das tampas da rede de águas pluviais e manutenção das luminárias existentes.
A Câmara Municipal pede a compreensão de todos pelos incómodos causados.

Autocarros reforçados em Famalicão

A ARRIVA voltou hoje a redimensionar os serviços essenciais de autocarros no concelho de Vila Nova de Famalicão, com a reposição da circulação, de segunda a sexta-feira, de mais seis linhas: Ribeirão-Famalicão; Lemenhe-Famalicão; Bairro-Famalicão; Landim e Seide-Famalicão; Famalicão-Lage-Famalicão e Vale São Cosme-Famalicão.

Para além deste acréscimo, a Câmara Municipal informa que foram ainda reforçados os horários das linhas repostas a 11 de maio: da Transdev, as carreiras que saem de Nine e Jesufrei em direção a Famalicão, da Arriva, as carreiras que arrancam das freguesias de Riba de Ave, Fradelos, Portela e Pedome para Famalicão.

Refira-se ainda que durante todo o mês de junho continuará a não ser necessária a validação do título de transporte e que deverão ser respeitadas as medidas adotadas em virtude da pandemia, nomeadamente, o uso obrigatório de máscara e/ou viseira no interior do veículo.
As linhas Guimarães – Famalicão – Póvoa de Varzim e Famalicão – Santo Tirso, da responsabilidade da CIM do Ave e que servem em parte do território famalicense também continuam a circular sem necessidade de validação de bilhética.

Linhas e horários disponíveis para consulta no portal do município, aqui.

Rui Castro lança “Histórias da minha mente”

O escritor famalicense, Rui Castro, lança, no dia 6 de junho, o seu terceiro livro, intitulado “Histórias da Minha Mente”.

A apresentação está marcada para as 16 horas, através do youtube e no facebook, por causa da pandemia do covid-19.

“Histórias da Minha Mente” é uma obra com 15 histórias sobre vários assuntos como amor, sonhos, amizade, preconceitos ou vícios, através do ponto de vista do autor.

Este livro vem juntar-se a “Poesia Ardente”, lançado em 2011, e a “Crónicas de um País Afogado”, lançado em 2012. Rui Castro, de 30 anos, despertou bem cedo para a escrita e tem já em vista outros projetos literários.

O livro estará à venda a partir desse momento. O contato do autor vai estar disponível no vídeo de lançamento.

Federação de sindicatos da construção pede defesa da saúde e garantia de salários

Em comunicado hoje divulgado, a federação lembra as propostas dos sindicatos do setor, que defenda a saúde dos trabalhadores, que garanta a implementação e manutenção de procedimentos de segurança e de higiene nos locais de trabalho pelas entidades patronais e a defesa do emprego, dos salários e dos direitos dos trabalhadores.

“A Feviccom reclamou, desde o início e publicamente, junto do Governo, do Ministério do Trabalho, da Autoridade para as Condições de Trabalho e do Presidente da República, para que fossem tomadas medidas e aprovada legislação urgente integrando regras próprias para este setor”, lê-se no comunicado.

Essas regras devem, defende, permitir a suspensão das obras que não apresentem condições de higiene e segurança, e garantir a manutenção dos postos de trabalho e a retribuição, a defesa da saúde dos trabalhadores, das suas famílias e das comunidades onde se inserem.

“Não obtivemos respostas e as consequências estão à vista com centenas de infetados nos locais de trabalho, num setor que emprega quase meio milhão de trabalhadores, de consequências ainda imprevisíveis”, afirma no comunicado.

Os rastreios a todos os trabalhadores “são essenciais, mas não bastam”, diz a federação, que quer uma estratégia global que tenha em conta as propostas dos sindicatos.

Na sexta-feira, o Governo anunciou um reforço das medidas de vigilância epidemiológica no setor da construção e nas empresas de trabalho temporário tendo em vista controlar focos de infeção pelo novo coronavírus.

“Sempre dissemos que esta evolução das medidas de desconfinamento tinha que ir sendo acompanhada de uma monitorização da evolução da pandemia (…) e perante esta evolução na área Metropolitana de Lisboa o Governo entendeu adotar” várias medidas, afirmou António Costa no final da reunião de Conselho de Ministros, em que ficaram definidas as medidas para a próxima fase de desconfinamento, que arrancou hoje.

O governante anunciou um reforço da vigilância epidemiológica em dois tipos de atividade que concentram “um elevado número de focos de infeção”: a construção civil e o trabalho temporário, designadamente o caso do foco identificado mais recentemente no concelho de Azambuja, num conjunto de trabalhadores de uma plataforma logística através de empresas de trabalho temporário.

António Costa disse, na altura, estar convencido de que, realizando com “maior intensidade” esse trabalho, poderia “dominar” o crescimento de focos na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Hoje, em comunicado, a federação lembra que o setor da construção e atividades imobiliárias manteve em funcionamento desde o início da pandemia a maioria das empresas (91%), “expondo os trabalhadores à obrigação de trabalhar todos os dias em condições de elevada exposição ao contágio” da covid-19.

“Neste setor de elevada precariedade e subcontratação, de baixos salários e falta permanente de condições de segurança e higiene, os trabalhadores têm continuado a exercer a sua atividade, na maioria dos casos com total ausência de equipamentos de proteção individual e higiene (máscaras, luvas, gel desinfetante) e de garantia da distância física mínima indicada pelas autoridades de saúde, quer nas obras, quer nos transportes privados das empresas”, denuncia em comunicado.

Denuncia ainda, além das “más condições de trabalho”, despedimentos que diz serem “ilícitos, caducidades antecipadas de contratos a termo e falta de pagamento de salários e subsídios, que têm originado diversos conflitos e uma intervenção sindical constante”.

A construção civil é um setor que emprega cerca de 300 mil trabalhadores.