Cerca de três mil foram pessoas impedidas de entrar em Portugal pelas fronteiras terrestres
Em comunicado, o SEF indica que foi atingido o meio milhão de pessoas controladas nos Pontos de Passagem Autorizados (PPA) com Espanha, numa operação iniciada em 16 de março com a colaboração da Guarda Nacional Republicana.
Segundo o SEF, nestes cerca de dois meses e meio, o PPA com maior registo de controlos foi o de Valença, que ultrapassou os 200 mil, representando cerca de 50% em média do número total de pessoas controladas a nível nacional, seguido do Caia com cerca de 70 mil, e Vilar Formoso com 60 mil.
O SEF acrescenta que, durante este período, foram ainda impedidas de entrar em Portugal cerca de três mil pessoas por não se encontrar justificada a necessidade de atravessar a fronteira.
Aquele serviço de segurança indica também que, no âmbito do cumprimento de medidas cautelares, foram detidas 15 pessoas até hoje.
O SEF refere ainda que o trabalho no controlo de pessoa tem sido facilitado com a utilização de uma aplicação, designada de SEF Mobile, que já permitiu um controlo rápido e seguro de mais de 100 mil cidadãos.
O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19 e vão permanecer encerradas até às 00:00 de 15 de junho.
No âmbito do controlo das fronteiras, estão impedidas as deslocações turísticas e de lazer entre os dois países, sendo apenas permitida circulação de transportes de mercadorias, de trabalhadores transfronteiriços, trabalhadores sazonais, veículos de emergência e socorro e de serviço de urgência.
DGS alerta para “risco aumentado” de propagação do vírus nos cultos religiosos
“Considerando a interação social e proximidade entre membros da comunidade, importa reconhecer o risco aumentado de propagação do vírus, bem como o impacto da doença em grupos que podem ter uma representatividade considerável nos cultos, nomeadamente pessoas com mais de 65 anos e pessoas com comorbilidades”, sublinhou a entidade liderada por Graça Freitas.
A lista com recomendações dirigidas às instituições religiosas e aos participantes nas celebrações foi publicada no ‘site’ da DGS, vincando que “nos locais de culto e religiosos existe risco de transmissão direta e indireta de SARS-CoV-2 e, como tal, medidas adicionais devem ser tomadas para evitar a transmissão” do novo coronavírus.
O objetivo é “orientar a adoção de medidas que evitem ou limitem a transmissão por SARS-CoV-2 em locais de culto e durante as celebrações de culto”, assinalou a DGS.
“Torna-se, assim, necessário que as Instituições de Culto e Religiosas planeiem a resposta às necessidades diárias das suas comunidades durante a frequência nos seus espaços e eventos de culto, salvaguardando sempre a saúde pública e a adoção de medidas necessárias para minimizar a propagação da covid-19″, vincou.
Desde logo, com a retoma das cerimónias religiosas, as diferentes confissões devem “elaborar e/ou atualizar um plano de contingência interno para covid-19 que contemple os procedimentos a adotar perante um caso suspeito” da doença, informou a DGS.
As celebrações, atividades, encontros, reuniões, catequeses e outros eventos de culto que implicam a aglomeração de pessoas devem ser limitados ou adiados, quando não for possível cumprir com as orientações transmitidas pelas autoridades de saúde.
Segundo a DGS, também se devem manter ativos os “meios de transmissão alternativos, nomeadamente com recurso a meios telemáticos” das celebrações religiosas.
A entidade também recomenda que seja removido ou proibido “o toque de objetos ou substâncias do local de culto, nomeadamente água benta e outros símbolos”.
As instituições devem também providenciar uma sinalização para os lugares que podem ser ocupados de forma a garantir o distanciamento de, pelo menos, dois metros entre pessoas, que não se aplica a coabitantes.
O acesso sem supervisão ao local de culto e o acesso a visitas coletivas devem ser limitados, e a adoção das medidas de proteção e distanciamento público, etiqueta respiratória e higiene das mãos “amplamente” divulgadas pelos organizadores das cerimónias, realçou.
As instituições religiosas têm também de disponibilizar um dispensador de solução à base de álcool para as pessoas desinfetarem as mãos, pelo menos, à entrada e à saída do local de culto e em pontos estratégicos, e promover o arejamento e higienização rigorosa dos espaços, entre várias outras orientações.
A DGS deixou também uma série de recomendações para os cidadãos, desde o cumprimento das orientações de entrada e saída dos locais de culto, ao respeito pelos lugares definidos.
A desinfetação das mãos com solução à base de álcool, a manutenção da distância recomendada de dois metros entre pessoas não coabitantes em todos os momentos, e a suspensão de saudações com contacto físico, como apertos de mão, beijos ou abraços, também são referidas, além do uso de máscara facial e de outros cuidados recomendados, extensíveis a todas as instituições religiosas.
Cada confissão tem ainda de adaptar os seus rituais específicos às novas regras, com o objetivo de tentar fornecer a maior segurança possível a todos os envolvidos nas cerimónias.
Várias confissões religiosas preparam a retoma das cerimónias presenciais em Portugal, a partir de sábado, com novas regras para os fiéis e adaptações dos cultos, após uma paragem superior a dois meses por causa da pandemia de covid-19.
Portugal contabiliza pelo menos 1.383 mortos associados à covid-19 em 31.946 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).
O país entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.
O regresso das cerimónias religiosas comunitárias está previsto para 30 de maio
Sábado com alerta de mau tempo na região: Aguaceiros, trovoada e granizo
Os distritos do Porto e Braga estão, entre as 12h00 e as 20h00, sob aviso amarelo, devido à previsão de aguaceiros e trovoada, que poderão ser fortes, acompanhados de granizo e rajadas de vento.
O aviso amarelo é o terceiro menos grave de uma escala de três e indica uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da meteorologia.
Praias vão ser vigiadas por 742 elementos da Autoridade Marítima Nacional
Além destes 742 elementos a vigiar as praias, existem 7.610 nadadores-salvadores aptos a ser contratados, avançou o diretor do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), comandante Velho Gouveia, considerando que “este número é suficiente”.
Em conferência de imprensa sobre a época balnear 2020, que decorreu em Lisboa, o comandante Pereira da Fonseca, porta-voz da AMN, disse que os 742 elementos disponíveis representam um “reforço generalizado” de meios na vigilância das praias durante a época balnear deste ano, que tem início em 06 de junho.
“A Marinha, neste caso, reforçou a Autoridade Marítima com meios, para permitir, precisamente, que as zonas mais visitadas pelos banhistas tenham esse reforço de patrulhamento e de sensibilização”, explicou Pereira da Fonseca, destacando ainda o empenho de recursos por parte das autarquias no âmbito da sensibilização das boas práticas do uso balnear.
Em relação ao controlo dos cidadãos nas praias, o diretor do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), comandante Velho Gouveia, referiu que é uma matéria que está a ser coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em que “estão a ser desenvolvidas ferramentas”, com sinalética sobre a situação de lotação das praias e com a aplicação InfoPraia, que permite saber com o estado de ocupação das praias.
“Isto é desconhecido, não sabemos de facto o que é que poderá acontecer, mas, se acontecer, e a acontecer, será certamente, nas praias urbanas junto às grandes cidades, que é onde há maiores aglomerados em todos os aspetos da população. As autoridades terão de ver qual é de facto a melhor resposta em cada caso”, declarou o comandante Velho Gouveia.
Sobre a possibilidade de interditar o acesso às praias, na sequência do eventual desrespeito pelas regras, o comandante Pereira da Fonseca ressalvou que “dificilmente” se vai “conseguir barrar entradas”, principalmente nas “praias que têm várias entradas”.
Neste sentido, a AMN sublinha que o funcionamento das praias depende do comportamento dos cidadãos.
“A experiência que temos, nestes últimos fins de semana quentes, é que as pessoas têm ido à praia e têm garantido essa distância de segurança entre as várias pessoas”, adiantou o porta-voz da AMN, referindo que pontualmente foram identificadas algumas situações relacionadas com jogos de praias, que estão proibidos.
Nessas situações, os elementos da Autoridade Marítima vão “recomendar, de uma forma muito construtiva”, sobre o que é permitido fazer, destacando o comportamento registado nas últimas semanas, em que “as pessoas têm o cuidado de se afastar umas das outras, apesar de as praias estarem muitas delas já compostas, sobretudo aquelas urbanas”.
Quanto à variação da capacidade das praias, o comandante Pereira da Fonseca explicou que a sinalização “terá em conta o período da maré”.
“A ida ou não a uma determinada praia recai em cada um de nós, portanto, ao chegarmos a uma praia e vermos que a praia já não reúne condições para podermos ir a essa praia em segurança, devemos escolher outra, este terá de ser o comportamento de cada um de nós”, declarou o porta-voz da AMN, lembrando que este ano, além da segurança no mar, é a segurança de distanciamento social devido à pandemia da covid-19.
Sobre a possibilidade do regresso de turistas estrangeiros a Portugal, o diretor do ISN revelou que “tudo o que tem a ver com a sinalética faz-se em português e em inglês”, considerando que há uma autorregulamentação na ocupação das praias e que “não há de haver problemas se o desconfinamento permitir que venham nesta época balnear”.
Em relação aos procedimentos de autuação dos nadadores-salvadores, “a utilização de respiração boca a boca está completamente fora de hipótese este ano”, expôs o responsável pelo serviço de assistência a banhista do ISN, comandante Henriques Pombo, referindo que “existem três métodos de o nadador-salvador garantir o suporte básico de vida às vitimas”, inclusive compressões, insuflações através da bomba e utilização dos ‘kits’ de oxigénio.
Durante a época balnear deste ano, a partir de 06 de junho, os utentes das praias devem assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos, segundo um decreto-lei aprovado pelo Governo.
Além do “distanciamento físico de segurança entre utentes no acesso e na utilização da praia e no banho no mar ou no rio”, os cidadãos devem cumprir as medidas de etiqueta respiratória e proceder à limpeza frequente das mãos, bem como “evitar o acesso a zonas identificadas com ocupação elevada ou plena”
Relativamente ao estado de ocupação das praias, vai existir “sinalética tipo semáforo”, em que a cor verde indica ocupação baixa (1/3), amarelo é ocupação elevada (2/3) e vermelho quer dizer ocupação plena (3/3).
Segundo o Governo, a informação sobre o estado de ocupação das praias vai ser “atualizada de forma contínua, em tempo real”, designadamente na aplicação InfoPraia e na página da internet da APA.
Covid-19: Cidadãos podem não usar máscaras se houver indicação médica
De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros divulgado hoje, “a obrigatoriedade do uso de máscara ou viseira apenas é aplicável aos cidadãos com idade superior a 10 anos e pode ser dispensada com base em declaração médica que ateste que a condição clínica da pessoa não se coaduna com o uso” destes equipamentos de proteção individual.
O executivo aprovou esta sexta várias medidas que vão entrar em vigor na segunda-feira, 01 de junho.









