Coronavírus: Junta de Castelões espalha autocolantes com aviso “Ele pode estar aqui!”

A junta de freguesia de Castelões continua a reforçar os avisos para o covid-19 junto da população.

Desde esta segunda-feira que estão a ser colocados autocolantes em diversos autocolantes em espaços públicos. O objetivo é alertar a comunidade para a possibilidade de qualquer superfície poder estar contaminada pelo vírus.

Se tiver sintomas compatíveis com o covid-19 deve entrar em contacto com a linha SNS24 através do 808 24 24 24 (chamada gratuita).

Câmara de Famalicão avança com construção do Centro de Recolha Animal

O Município de Vila Nova de Famalicão aprovou na passada quinta-feira, em reunião de câmara, a adjudicação da construção do novo Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA) que vai substituir as atuais instalações do Canil Municipal.

A obra, que implica um investimento total de mais de meio milhão de euros, deverá arrancar ainda no primeiro semestre deste ano, caso estejam reunidas todas as condições face à atual situação de emergência nacional devido ao COVID-19.

A obra, adjudicada à empresa Fernando Silva & Cª, Lda., tem um prazo de execução de 450 dias.

Recorde-se que o Centro de Recolha de Animais de Vila Nova de Famalicão vai ser construído no lugar de Sertãos, em Calendário, junto às instalações atuais do Canil Municipal, numa área de cerca de 5500 metros quadrados.

Será um equipamento de qualidade que dotará o concelho de um espaço com condições para acolhimento e tratamento de animais errantes. Estará equipado com cerca de 80 boxes para cães, 45 para gatos e 4 para outras espécies.

Melhorar os objetivos sanitários, controlar doenças, melhorar o bem-estar animal e segurança da população, melhorar as condições de trabalho e a funcionalidade do espaço atualmente existente são preocupações que estão na base da construção deste novo equipamento.

O CROA estará equipado com todas as condições para o cumprimento dos seus objetivos e das exigências e obrigações legais inerentes a um equipamento desta natureza. Entre outras valências, o espaço estará dividido em instalações por espécie (canil, gatil e outras espécies), instalações individuais e de grupo, celas de quarentena e de ninhadas, enfermaria, armazéns, gabinete veterinário, zona de desinfeção e zona de recreio e atividade física para cães e gatos.

Solidariedade: Empresários da região unem-se para criar viseira que vão oferecer aos profissionais de saúde

A Impressiona 3D, empresa da Trofa, parou a sua produção e não aceita mais encomendas porque vai usar a sua experiência e matéria-prima para produzir perto de uma centena de suportes para viseiras que vai oferecer aos hospitais.

Esta atitude altruísta tem já um parceiro, a Devise Solutions, uma empresa que vai oferecer e montar as viseiras e os elásticos. Só esta união de esforços e de experiências diferentes permite que as viseiras de proteção necessárias aos clínicos de saúde possam ser viáveis.

A Impressiona 3D, gerida por Aires Vilas Boas, já colocou mãos à obra e a capacidade de resposta são 20 suportes de viseira por dia.

O empresário foi contactado por vários ramos da saúde com propostas de compra de viseiras; contudo, Aires Vilas Boas diz que esta é uma causa que afeta todos e deve prevalecer o princípio da solidariedade.

A empresa deixa o contacto a quem possa precisar de viseiras: e-mail eupreciso@devisesolutions.pt. Se alguma empresa que trabalhe com impressão 3D, e que talvez possa contribuir, pode contactar através de euajudo@devisesolutions.pt

Coronavírus: Bastonário alerta “Há médicos internados nos cuidados intensivos com covid-19”

Em declarações ao Observador, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, disse que há médicos infectados com coronavírus e que internados nos cuidados intensivos.

A dificuldade de acesso ao material de protecção individual – como máscaras adequadas – “é absolutamente crítica neste momento”, disse o bastonário, lembrando que a necessidade de garantir a existência deste material é contínua e não se resolve com a aquisição de alguns milhares de máscaras. “Quando o primeiro-ministro disse que tínhamos uma reserva de dois milhões de máscaras, isso não é nada, dois milhões gastam-se em dois dias, porque as pessoas têm de facto de andar protegidas”, disse Miguel Guimarães, precisando: “Precisamos de muitos milhões, daqui até ao fim de Maio ou de Junho”.

O outro factor no modo como vamos conseguir lidar com a doença, insistiu, é a capacidade de resposta dos cuidados intensivos. O bastonário disse esperar que em Portugal os médicos não tenham de escolher quem tem acesso a um ventilador e quem não tem, como está a acontecer em Itália ou Espanha. “Podemos correr esse risco, mas espero que não chegue a acontecer. Nesta crise toda, a parte mais dramática é essa. É verdadeiramente dramático o médico ter de decidir que doente vai viver e que doente não vai viver, por não ter equipamento”, disse.

Fonte: Público